Uma produção cinematográfica que irá realizar filmagens na região encontra-se à procura de figurantes para participarem em diferentes cenas, uma das quais será gravada no restaurante Toca do Coelho, em Vila de Rei.
As filmagens decorrerão entre os dias 19 e 21 de agosto, estando igualmente prevista a gravação de uma outra cena na Praia Fluvial de Ortiga, no concelho de Mação.
O casting encontra-se aberto a pessoas de todas as idades e géneros, com ou sem experiência anterior em figuração. Os interessados poderão participar num, dois ou nos três dias de filmagens, de acordo com a sua disponibilidade.
Para apresentar candidatura, os interessados deverão enviar uma fotografia recente de rosto e outra de corpo inteiro, indicando ainda o nome, idade, altura e disponibilidade para as filmagens, através do endereço de correio eletrónico torna.filme2026@gmail.com.
Produção cinematográfica procura figurantes para filmagens em Vila de Rei
Câmara de Tomar esclarece que projeto das habitações do Amara Village ainda não deu entrada nos serviços
A vice-presidente da Câmara de Tomar, Célia Bonet, esclareceu, na reunião pública do executivo de 10 de agosto, que o projeto das habitações do futuro aldeamento turístico Amara Village, previsto para Vila Nova – Serra, junto à albufeira de Castelo de Bode, ainda não deu entrada nos serviços municipais.
“Neste momento, nós não podemos falar sobre um projeto que não existe”, afirmou a vice-presidente da Câmara, Célia Bonet – que presidiu à reunião em substituição do presidente que estava de férias – em resposta à munícipe Natércia Lopes, que questionou o executivo sobre o avanço do empreendimento e manifestou preocupações ambientais, económicas e sociais.
Célia Bonet explicou que o loteamento foi deferido em agosto de 2025, ainda durante o anterior mandato, tendo o promotor pago taxas superiores a 600 mil euros.
O município emitiu, entretanto, o respetivo alvará, que é uma obrigação que permite avançar com as infraestruturas do loteamento. “Nós neste momento não podemos falar sobre um projeto que não existe. Não deu entrada na Câmara Municipal de Tomar nada a pedir licenciamento para as diferentes habitações que se pretende fazer ali. Nós não temos conhecimento do que se quer fazer ali”, disse, acrescentando que o Plano de Pormenor indica tudo o que pode ou não ser feito. “Nesta altura o que temos é uma mão cheia de nada. O terreno tem dono, se o dono cumprir as regras o município não pode impedir de fazer aquilo que cumpra as regras”, disse.
Segundo os serviços técnicos municipais, o Plano de Pormenor da Área Turística de Vila Nova da Serra, aprovado em 2011, prevê um resort turístico com três núcleos, correspondentes a aldeamentos turísticos de quatro estrelas, num total de 316 unidades de alojamento.
Segundo os serviços técnicos municipais, o Plano de Pormenor da Área Turística de Vila Nova da Serra, aprovado em 2011, prevê um resort turístico com três núcleos, correspondentes a aldeamentos turísticos de quatro estrelas, num total de 316 unidades de alojamento.
Golegã recebe mais uma edição do “Olé Golegã” de 3 a 6 de setembro
A vila da Golegã volta a celebrar a cultura tauromáquica e equestre com mais uma edição do “Olé Golegã”, que decorre de 3 a 6 de setembro, prometendo quatro dias de animação, tradição e convívio.
O programa inclui esperas e largadas de toiros, espetáculos musicais, desfiles de louvor ao gado e tertúlias tauromáquicas, numa iniciativa que procura manter vivas algumas das tradições mais ligadas à identidade da Golegã e ao Ribatejo.
Ao longo dos quatro dias, a vila deverá voltar a receber aficionados e visitantes para acompanhar as diversas iniciativas previstas, num programa que cruza a tradição tauromáquica com a cultura equestre e a animação musical.
A 14.ª edição do “Olé Golegã” conta com o apoio de várias entidades locais e nacionais, entre as quais a Câmara Municipal da Golegã, e promete voltar a colocar no centro das atenções o cavalo, o touro e as tradições ribatejanas.
AGIR sobe ao palco no sábado, 15 de agosto, em Tomar
O Largo da Várzea Grande, em Tomar, recebe nos dias 14 e 15 de agosto, sexta feira e sábado, a iniciativa Festa na Praça Continente, que traz à cidade dois dias de música, gastronomia e animação, com entrada livre. Um dos principais momentos da programação será o concerto de AGIR, marcado para as 22h00 de sábado, dia 15 de agosto.
O evento decorre entre as 19h00 e a 01h00 e inclui ainda uma oferta gastronómica diversificada, com destaque para a Grelha do Chakall. A programação é dirigida a diferentes faixas etárias.
A iniciativa itinerante integra o programa Verão Continente e conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Tomar. Está igualmente prevista a participação de artistas, produtores e artesãos locais, incluindo membros do Clube de Produtores Continente.
A Festa na Praça Continente permanece em Tomar durante os dois dias, com atividades entre as 19h00 e a 01h00, no Largo da Várzea Grande.
Viver Ferreira do Zêzere reuniu música, cultura, tradição e atividade económica durante três dias
O Viver Ferreira do Zêzere decorreu entre 7 e 9 de agosto, no Mercado Municipal António Teixeira Antunes, reunindo, ao longo de três dias, música, gastronomia, cultura, artesanato, tradição e atividade económica local.
A edição de 2026 foi oficialmente aberta no dia 7 de agosto, numa cerimónia presidida por José Alho, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT). A sessão decorreu no stand do Município de Ferreira do Zêzere, instalado no interior do Mercado Municipal António Teixeira Antunes.
O programa incluiu uma feira do livro, uma mostra industrial e comercial, artesanato, gastronomia regional e a participação de associações, empresas, produtores e artistas locais.
A componente musical contou com atuações de Némanus, Carolina Deslandes e José Cid, bem como com os DJ sets de Tio Jel, Diego Miranda e T-AGO. A programação integrou também filarmónicas, ranchos folclóricos, grupos de concertinas, grupos de cantares e outras formações do concelho.
A programação integrou também filarmónicas, ranchos folclóricos, grupos de concertinas, grupos de cantares e outras formações locais.
Tabuleiros de Tomar desfilaram nas Festas do Povo de Campo Maior
A Festa dos Tabuleiros de Tomar esteve presente nas Festas do Povo de Campo Maior, com o desfile de 12 tabuleiros representativos das freguesias do concelho.
O desfile decorreu na manhã de domingo, 9 de agosto, com um par a representar cada uma das 12 juntas de freguesia de Tomar.
A participação integrou-se no conjunto de parcerias estabelecidas pela Associação das Festas do Povo, que, no âmbito da edição de 2026 das festas das flores de Campo Maior, convidou várias festas congéneres de Portugal e Espanha a marcar presença na vila.
Além do desfile dos tabuleiros, a Festa dos Tabuleiros esteve representada através de um stand decorado com as habituais flores que caracterizam as ruas ornamentadas durante a festividade tomarense.
A próxima edição da Festa dos Tabuleiros realiza-se em Tomar, de 3 a 12 de julho de 2027.
Ferreira do Zêzere lança serviço de transporte gratuito para praias fluviais e Dornes
O Município de Ferreira do Zêzere vai disponibilizar a partir de 12 de agosto um circuito de transporte gratuito destinado a facilitar o acesso aos principais espaços de lazer do concelho durante a época balnear. O serviço vai abranger as praias fluviais do Lago Azul e da Bairrada/Bairradinha, bem como a localidade de Dornes.
A iniciativa reflete o compromisso municipal em reforçar a mobilidade interna do concelho, garantindo uma resposta equilibrada a todo o território. O circuito foi definido com partidas e chegadas nas sedes de todas as freguesias, incluindo os edifícios das antigas Juntas de Freguesia de Pias e de Paio Mendes, assegurando cobertura abrangente da população.
As viagens organizam-se segundo um calendário regular. Nas quartas-feiras, o transporte dirige-se à Praia Fluvial do Lago Azul, com partida às 08h10 da Junta de Igreja Nova do Sobral e regresso às 16h30. Às quintas-feiras, o circuito serve Dornes, partindo da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere também às 08h10 e regressando às 16h30. Nas sextas-feiras, o destino é a Praia Fluvial da Bairrada, com horários semelhantes. Todas as viagens têm várias paragens ao longo do seu trajeto.
O serviço funciona mediante marcação prévia obrigatória, a realizar até às 15h00 do dia anterior à viagem. Os interessados devem contactar o número 916 796 409 para efetuar a reserva.
A iniciativa surge como resposta à necessidade de garantir acesso equitativo aos espaços de lazer durante os meses de maior afluência, facilitando a fruição dos recursos naturais e patrimoniais do concelho para toda a comunidade local.
Bons Sons, um festival que tem como marca o que há de mais genuíno numa aldeia
Elsa Ribeiro Gonçalves (texto)
José Ribeiro (fotos)
Há 20 anos que o Bons Sons acontece na aldeia de Cem Soldos, Tomar. E, para a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, essa ligação à aldeia, bem como o envolvimento de toda a comunidade, é precisamente uma das razões que tornam este festival singular.
A ministra da Cultura esteve na quinta-feira, dia 6 de agosto, na abertura da 13.ª edição do evento e encontrou na própria aldeia uma das principais marcas do Bons Sons. “A aldeia não vem para o festival nem se adapta ao festival. É o festival que nasce e cresce respeitando a aldeia. Isso faz toda a diferença”, afirmou Margarida Balseiro Lopes. Na sua primeira presença em Cem Soldos, a governante partiu de uma pergunta: o que distingue este festival dos muitos outros que, durante o verão, levam música a diferentes pontos do país? A resposta, considerou, está na comunidade.
“Há uma comunidade que se mobiliza em torno de um evento, há uma aldeia que se abre ao país e ao mundo e há um extraordinário exemplo de como a cultura pode ter um grande impacto no território”, afirmou.
Mas não foi apenas a dimensão comunitária que mereceu atenção. A acessibilidade do festival foi outro dos aspetos destacados pela ministra, que reconheceu o trabalho desenvolvido pelo Bons Sons na criação de condições para pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes.
Margarida Balseiro Lopes revelou, inclusive, que algumas das soluções encontradas pelo festival acabaram por inspirar decisões tomadas a nível nacional. Deu como exemplo a gratuitidade do acompanhante de pessoas com deficiência em iniciativas culturais. “Há medidas que serviram de inspiração ao Governo. A gratuitidade do acompanhante nasceu também depois de vermos o exemplo que aqui é feito”, afirmou.
– Reportagem desenvolvida na próxima edição semanal
Editorial
“Elsa, um autocarro urbano despistou-se e embateu no hospital.”
Preparava-me para ir almoçar quando o telemóvel tocou com esta informação. O trabalho de um jornalista começa muitas vezes assim, com uma informação que chega através de uma mensagem ou de um telefonema.
Lembro-me de ter ficado parada, estarrecida. Estes autocarros costumam andar cheios de gente e um acidente dentro do hospital ainda é mais invulgar. Lembro-me de engolir em seco, pois sabia que não ia ser bom o que ia encontrar.
Já não fui almoçar. Voltei atrás, peguei na mala de reportagem e fui sem saber o que iria encontrar. Estacionei e vi ao longe o aparato, muita gente no local. Procurei perceber o que tinha acontecido.
Como jornalista, faço sempre o meu trabalho com o maior respeito pelas forças de segurança e pelos meios de socorro, pois o mais importante é que cuidem de quem tem de ser cuidado. Aproximei-me e tentei perceber o que se passava, a gravidade, o número de vítimas. Falei com quem estava por ali, algumas pessoas ainda tremiam. Era a única jornalista no local.
Depois procurei confirmar dados junto dos bombeiros, fontes oficiais. Tirei fotografias e filmei, cuidando para não apanhar ninguém de frente. Ali perto surgiam algumas informações contraditórias, de que alguém teria morrido. Também ouvi que se estava a aguardar a chegada da Delegada de Saúde e percebi que o pior tinha acontecido: alguém tinha perdido a vida. Uma mãe, alguém com uma família. Só o noticiei mais tarde, pois sinto que a família tem de o saber pelas entidades, não pelo jornal.
Como jornalista, fiz o que tinha de fazer. Mas como pessoa, não consigo deixar de pensar no quão imprevisível é a vida.
Ninguém apanha um autocarro a pensar que pode ser a sua última viagem. Ninguém sai de casa de manhã a contar que não volta. Entramos, validamos o passe, escolhemos um lugar à janela, pensamos na lista das compras, no que vamos fazer para o jantar. A vida acontece nesses gestos tão pequenos e tão banais.
E é isso que mais me abala.
Há 20 anos a fazer jornalismo nesta cidade, seria muito provável que conhecesse a senhora, nem que fosse de vista, como era o caso. Cruzamo-nos no mercado, na fila do pão, num destes autocarros que andam sempre cheios.
De um minuto para o outro, uma rotina torna-se destino.
Perante esta imprevisibilidade, perante uma vida que é tão efémera e nos pode ser tirada assim, custa-me ainda mais a maldade que vejo por aí. As discussões por nada, os orgulhos que duram anos, as palavras que guardamos, os abraços que adiamos, o “depois digo-lhe” que fica para depois.
Tudo isto é triste. Tudo isto é verdade.
A vida continua. Tem de continuar. Mas para a D. Fátima já não.
Os meus profundos sentimentos à família.
Elsa Ribeiro Gonçalves
Chefe de Redacção









