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Recupero a afirmação do Senhor Presidente da República, António José Seguro, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: “Uma Imprensa livre é, por definição, um contrapoder”. E ainda: “A Liberdade de Imprensa constitui uma das expressões mais exigentes porque tem obrigação de incomodar”.
É, assim, nos termos destas afirmações, que nós, em Cidade de Tomar, semanalmente, incomodamos, entre outros, positiva ou negativamente, os Poderes Autárquicos e damos voz àqueles que contraditam decisões ou omissões do mesmo Poder.
É neste âmbito que, na presente edição de Cidade de Tomar, damos, repito, voz aos que, com a serenidade possível, tentam fazer reflectir a Senhora Câmara sobre a extinção do espaço, até então, destinado a parque de autocaravanas.
Se posso compreender a decisão de dotar a nossa cidade de um parque para eventos poupando o Mouchão Parque das agressões várias, voltando a ser o mesmo entendido como um jardim urbano, não entendo porque ao encerrar o antigo parque de campismo, infelizmente já condenado como Parque de Campismo, como parque de autocaravanas não se procurou, antecipadamente, um novo local para aquele fim.
Lembro quando, na presidência de Carlos Carrão, o Clube de Campismo de Lisboa escolheu Tomar para o seu aniversário, o acolhimento que lhe foi prestado e a grandeza do evento. Clube de Campismo de Lisboa que, parecendo estranho, muito está ligado a Tomar, pois foi Fernando Lopes-Graça o compositor da “Marcha dos Companheiros”, ainda hoje hino do campismo. A solução apresentada, espero que seja provisória, pois a Avenida Maria de Lourdes de Mello e Castro merece outro tratamento.
Importa ainda ter presente que o autocaravanismo assume, entre outras, importância relevante em termos de Turismo Religioso; e Tomar está tão perto de Fátima… Daqui lanço um desafio à Senhora Câmara: porque não ponderar uma instalação nos terrenos da ex-Fábrica de Fiação? Fica esta reflexão.
Reflicto, ainda, sobre a apresentação das medidas assumidas pelo executivo ao fim de seis meses de mandato. Poder-se-á questionar a razão de tal apresentação. Mas foi um exercício de esclarecimento que saliento. Importa, de futuro, se houver apresentação de medidas findo um ano de mandato, que tal seja de efectiva concretização, com criação de emprego e revitalização do tecido empresarial.
Com a possível alteração do Plano Director Municipal que tanto restringe o nosso concelho. No olhar para a conhecida Zona Industrial, nomeadamente em saber o destino dado a lotes desaproveitados. Que medidas foram tomadas, se o foram, para instalação de empresas e negócios. E perceber o que vai ser o Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode e o seu reflexo para o nosso concelho.
E, ainda, o sucesso das negociações com o Ministério da Defesa Nacional, fruto da recente visita ministerial, não podendo o Poder Político nacional esquecer a reconhecida valia o Regimento de Infantaria 15, com lugar de destaque em desfiles nacionais. Um Orgulho Tomarense.
Finalmente, nesta minha Nota, quero louvar o Cartaz da Festa dos Tabuleiros de 2027, com a sua calendarização. Pelo que sei, e sinto, o ânimo no que respeita às Ruas Populares existe. É, para mim, excelente sinal.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira

Congresso da Sopa adiado para 30 de maio devido a condições climatéricas adversas

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O congresso inicialmente previsto foi adiado devido às condições climatéricas adversas esperadas para a data, segundo informação divulgada pela Câmara de Tomar.
De acordo com a mesma fonte, a decisão de adiamento prende-se com as previsões meteorológicas desfavoráveis, que inviabilizam a realização do evento nas condições previstas.
O congresso fica, assim, reagendado para o dia 30 de maio.

Câmara de Tomar apresenta balanço de seis meses com 100 medidas executadas

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A Câmara Municipal de Tomar realizou na tarde de segunda feira, 4 de maio, uma conferência de imprensa no Salão Nobre dos Paços do Concelho, para fazer o balanço dos primeiros seis meses de mandato do executivo liderado por Tiago Carrão (PSD), destacando a concretização de cerca de 100 medidas entre novembro de 2025 e abril de 2026, em áreas como administração, economia, ambiente, educação, proteção civil, habitação e ação social.
Sob o lema “A fazer acontecer o futuro de Tomar”, o documento salientou um início de mandato marcado por várias intervenções em diferentes setores, incluindo a resposta à tempestade Kristin e o avanço de projetos considerados estruturantes para o concelho.
O presidente da câmara, Tiago Carrão, considera que este período permitiu reorganizar serviços, responder a situações exigentes e iniciar projetos relevantes, sublinhando que o trabalho irá continuar com foco na melhoria da qualidade de vida e no desenvolvimento do concelho.
– Notícia desenvolvida na próxima edição semanal

Politécnico de Tomar reforça oferta formativa com curso breve em Gestão do Risco de Catástrofes

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O Politécnico de Tomar (IPT) tem abertas as candidaturas para o curso breve “Gestão do Risco de Catástrofes: Sismos e Tsunamis”, uma nova formação em regime b-learning concebida para responder aos desafios atuais associados à prevenção, avaliação e mitigação de riscos naturais. Num contexto em que os eventos extremos assumem uma relevância crescente à escala global, esta formação pretende dotar os participantes de competências técnicas e científicas que permitam compreender os fenómenos sísmicos e de tsunami, bem como os seus impactos no território, nas infraestruturas e nas populações.
O curso adota uma abordagem prática e orientada para a realidade, baseada na análise de missões pós-desastre e em estudos de caso reais, promovendo a aplicação de conhecimento fundamentado na definição de estratégias eficazes de redução de risco. O programa formativo abrange áreas-chave como a caracterização e avaliação do risco sísmico e de tsunami, a utilização de evidência científica na definição de medidas de mitigação, a revisão e aplicação de códigos de construção, e o papel do ordenamento do território no reforço da resiliência do ambiente construído.
Serão igualmente discutidas boas práticas internacionais e instrumentos de apoio à decisão em contextos de incerteza e emergência. Destinado a estudantes, técnicos e profissionais das áreas do planeamento, engenharia, arquitetura, proteção civil e gestão do território, o curso pretende contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção e para o reforço da capacidade de resposta a cenários de catástrofe. A formação será ministrada por Mónica Amaral Ferreira, investigadora e especialista em risco sísmico.
O período de candidaturas decorre até 21 de maio, sendo possível consultar informação detalhada sobre objetivos, conteúdos programáticos, calendário e condições de acesso em: https://portal2.ipt.pt/pt/cursos/curso_breve/CB_-_GRCST/.

Moradores foram à reunião de câmara exigir esclarecimentos sobre acesso à praia fluvial de Alverangel

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Um grupo de moradores de Alverangel e Casalinho marcou presença na reunião pública da Câmara Municipal de Tomar, realizada na tarde de segunda-feira, 4 de maio, para exigir um esclarecimento urgente sobre o estado do processo de intervenção na praia fluvial de Alverangel, na albufeira de Castelo do Bode.
A situação remonta a junho de 2024, quando o proprietário de uma moradia na zona instalou um portão, impedindo o acesso à praia por um caminho até então utilizado pela população, o que gerou contestação entre moradores e visitantes, que ficaram sem um dos principais acessos ao local.
Na altura, o então presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), afirmou que existia um acordo com os proprietários para garantir o acesso, através da construção de um passadiço pedonal. A solução previa melhorar as condições de passagem, conciliando o acesso público com a privacidade da habitação existente. No entanto, a obra não avançou. Atualmente, o acesso à praia por terra continua impedido, sendo possível chegar ao local apenas de barco. Segundo relatos de moradores, têm existido dificuldades mesmo nesse acesso, além da instalação de câmaras de videovigilância na zona.
Nesta reunião de câmara, a munícipe Maria da Luz Lopes usou da palavra para chamar a atenção para o impedimento do acesso a esta praia e denunciou alterações no local, tais como o corte de árvores e intervenções na margem, que, no seu entender, poderão afetar áreas de domínio público. A residente lamentou ainda a perda de um espaço de lazer muito frequentado e considera que a praia está ao abandono.
Em resposta, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, reconheceu que o processo “é complexo”. Explicou que existe uma decisão judicial que considera privado parte do caminho de acesso, o que impede, para já, a utilização pública desse percurso e inviabiliza a construção do passadiço inicialmente previsto. O autarca admitiu, ainda assim, a possibilidade de dialogar com os proprietários para tentar encontrar uma solução que permita recuperar o acesso à praia.

Sara Marques Costa apresenta candidatura à Presidência da Concelhia das Mulheres Socialistas de Tomar sob o mote “Juntas, fazemos a diferença”

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A promoção da igualdade e a defesa dos direitos das mulheres não são causas acessórias – são pilares de uma sociedade mais justa, mais livre e mais democrática.

Foi com esta convicção, e com um profundo sentido de responsabilidade, que Sara Costa anunciou a sua candidatura à Presidência da estrutura concelhia das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos de Tomar.

De acordo com uma mota de imprensa: “a candidatura surge num momento de transição relevante, na sequência da candidatura de Susana Faria à Concelhia do Partido Socialista de Tomar. Tive o privilégio de trabalhar de forma próxima com a Susana nas Mulheres Socialistas e reconheço nela uma liderança de grande exigência, resiliência e sentido de missão. O seu percurso deixa um legado que dignifica e fortalece esta estrutura, pelo qual expresso o meu reconhecimento. É com esse sentido de continuidade, mas também com ambição, que esta candidatura nasce: da necessidade de reforçar o papel das Mulheres Socialistas enquanto espaço de intervenção ativa, capaz de mobilizar, dar voz e transformar.

  • Notícia desenvolvida na próxima edição.

XXII Templário – Festival Internacional de Tunas da Cidade de Tomar celebrou espírito académico

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O XXII Templário – Festival Internacional de Tunas da Cidade de Tomar voltou a animar a cidade de Tomar, enchendo o Cine-Teatro Paraíso na noite de sábado, 2 de maio. O evento confirmou-se, uma vez mais, como um dos momentos altos da cultura académica na região.
Organizado pela Tuna Templária do IPT, o festival reuniu três tunas a concurso, proporcionando um espetáculo dinâmico e envolvente que teve início às 20h30 e se prolongou pela noite dentro.
Subiram ao palco o Grupo Académico Seistetos da Universidade de Évora, a Copituna d’Oppidana e a Estudantina Académica do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. As três formações apresentaram repertórios distintos, marcados pela tradição académica, irreverência e forte interação com o público, que respondeu com entusiasmo a cada atuação.
No final da noite, o júri atribuiu os seguintes prémios:
• Melhor Pasacalles: EAISEL
• Melhor Serenata: Copituna d’Oppidana
• Melhor Pandeireta: Copituna d’Oppidana
• Melhor Porta Estandarte: Grupo Académico Seistetos
• Melhor Solista: Copituna d’Oppidana
• Melhor Instrumental: Copituna d’Oppidana
• Tuna do Público: Grupo Académico Seistetos
• Tuna Mais Tuna: EAISEL
• 2ª Melhor Tuna: EAISEL
• Melhor Tuna: Copituna d’Oppidana

Julgamento de Tóquio continua a marcar debate sobre memória histórica e riscos de revisionismo

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Passados 80 anos sobre o tribunal que julgou crimes de guerra japoneses, posições alertam para sinais de reinterpretação histórica e para o impacto na ordem internacional

Assinala-se o 80.º aniversário do início do Julgamento de Tóquio, processo que, após a Segunda Guerra Mundial, responsabilizou líderes japoneses por crimes de guerra e estabeleceu um marco na justiça internacional. O momento reacende o debate sobre memória histórica, responsabilização e desafios contemporâneos à ordem global.

Iniciado a 3 de maio de 1946, em Tóquio, o tribunal foi um dos maiores julgamentos multinacionais da história, a par do Julgamento de Nuremberga. Ao longo de cerca de dois anos e meio, foram realizadas 818 sessões, ouvidas 419 testemunhas e analisadas milhares de provas documentais, num processo conduzido por juízes e procuradores de 11 países.

O tribunal expôs crimes associados ao militarismo japonês e estabeleceu bases jurídicas para a responsabilização internacional em contextos de conflito armado. A aceitação das suas conclusões foi considerada um passo essencial para a reintegração do Japão na comunidade internacional no pós-guerra.

Oitenta anos depois, analistas alertam para o ressurgimento de interpretações históricas divergentes e para sinais de reavaliação do legado do período da guerra. Referem, em particular, debates em torno da memória histórica e decisões políticas que, segundo algumas leituras, podem indicar uma evolução na postura de segurança do Japão.

Entre os temas apontados estão o aumento do orçamento de defesa, a revisão de orientações estratégicas e discussões sobre capacidades militares. Estas dinâmicas têm sido acompanhadas com atenção por diferentes atores internacionais, que sublinham a importância de preservar os princípios estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial.

Questões simbólicas, como a homenagem a figuras associadas ao período da guerra no Santuário Yasukuni, continuam igualmente a gerar controvérsia e debate político, sendo vistas por alguns observadores como sensíveis no contexto das relações regionais.

O Ministério das Relações Exteriores da China reiterou recentemente a importância de respeitar os resultados do tribunal e de salvaguardar a ordem internacional do pós-guerra, sublinhando que a memória histórica deve ser preservada.

Num cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, diferentes vozes defendem que a comunidade internacional deve manter o compromisso com os princípios de paz, cooperação e respeito pelo direito internacional, alertando para os riscos associados a leituras revisionistas da história.

Texto para publicação ao abrigo do acordo com o Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China

Porto Alto, 3 – U. Tomar, 1

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Expulsão desfez equilíbrio ainda na fase inicial! Num encontro teoricamente difícil, em casa do quarto classificado, o U. Tomar perdeu por claro 3-1 diante do Porto Alto, nesta tarde de domingo, para a jornada 27 do principal campeonato distrital.
Filipe Cabaço abriu o marcador para a equipa da casa logo no segundo minuto, na sequência de um canto na direita. Mas, apesar deste golpe madrugador, o U. Tomar reagiu bem… e chegou ao empate no minuto 9, por Wagner Júnior, após passe de Tomás Nunes. E, volvidos quatro minutos, a equipa tomarense esteve mesmo perto da reviravolta: Chrystian Pedroso, depois de um livre na direita, rematou forte… ao poste direito!
Contudo, a expulsão do mesmo Chrystian Pedroso, no minuto 20 (numa fase em que até estava por cima…), condicionou fortemente a equipa tomarense… Com superioridade em campo, o Porto Alto foi pressionando o último reduto dos unionistas… e desfez o empate já no minuto 42, pelo goleador Filipe Cabaço.
O início da segunda parte também foi difícil para o U. Tomar… que sofreu o terceiro golo logo no quinto minuto, por Ailson Moreira. Ainda assim, com organização e espírito de luta, conseguiu evitar que o adversário aumentasse ainda mais a diferença no marcador.

Sp. Tomar/IPT, 3 – Sanjoanense, 4

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Apuramento negado! Os leões de Tomar despediram-se do Campeonato Placard de 2025/26 com uma derrota caseira diante da rival Sanjoanense por tangencial 3-4, neste final de tarde de sábado, para a jornada 26 da Fase Regular.
Com esta vitória, consumada nos minutos finais, a Sanjoanense manteve o oitavo lugar e, assim, segue para o ‘play off’… A equipa tomarense, que já tinha a manutenção garantida desde a antepenúltima jornada, perdeu nas duas últimas rondas (1-0 em Valongo, na quarta feira) e terminou na décima posição! Nas cinco épocas anteriores, os leões de Tomar foram sempre ao ‘play off’!
António Marante (jogará no Sporting na próxima época), Rémi Herman (regressa a França), André Centeno (terminou a carreira) e Julián Tamborindegui (regressa à Argentina) despediram-se hoje da equipa tomarense.