Derrocada deixa duas famílias desalojadas na R. Voluntários da República
Cineteatro Ivone Silva esgota com a peça “Fios Soltos” do Rancho de Alviobeira
O Cineteatro Ivone Silva, em Ferreira do Zêzere, recebeu no passado dia 24 de janeiro, pelas 21h30, a peça “Fios Soltos”, uma produção do Rancho Folclórico de Alviobeira, apresentada a convite e com o apoio da Fundação Maria Dias Ferreira.
O espetáculo explora histórias, momentos e memórias que permanecem – ora nítidas, ora distorcidas – refletindo sobre a vulnerabilidade na velhice e o poder da memória. O texto e a direção estiveram a cargo de Manuela Nunes, com os elementos do rancho a interpretarem os seus papéis com assinalável desempenho, destacando-se a interpretação principal de Gisela Miranda.
O espetáculo registou lotação esgotada, numa vila com forte tradição cultural e teatral, evidenciada, entre outros exemplos, pelas produções de Manuel Diogo e pelas interpretações da Filarmónica de Ferreira do Zêzere.
– Notícia desenvolvida na próxima edição semanal
António Freitas
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Diálogo e cooperação com a China ganham centralidade na agenda internacional
O reforço dos contactos políticos e económicos entre a China e diversos países, evidenciado por recentes visitas oficiais e debates em fóruns internacionais, reflete uma tendência global de aposta no diálogo e na cooperação com a segunda maior economia do mundo.
Nos últimos dias, o diálogo entre a China e a comunidade internacional tem vindo a intensificar-se. Há cerca de dez dias, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, realizou uma visita oficial ao país, durante a qual foram assinados vários documentos de cooperação bilateral. Pouco depois, no Fórum Económico Mundial de Davos 2026, na Suíça, a chamada “oportunidade chinesa” destacou-se como um dos temas amplamente debatidos. A partir deste domingo (25), o primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, liderará igualmente uma delegação de dirigentes empresariais à China, sinalizando a vontade de aprofundar as relações económicas e comerciais entre as duas partes.
Este crescente interesse em desenvolver diálogos com a China insere-se num contexto internacional marcado por incertezas. No Fórum de Davos, um relatório divulgado antes da abertura do evento apontou o confronto geoeconómico como o principal risco global em 2026. Sob o lema “O Espírito do Diálogo”, o encontro refletiu a aspiração da comunidade internacional por maior cooperação e superação de divergências. Enquanto segunda maior economia do mundo, a China tem vindo a afirmar-se como um parceiro relevante para um número crescente de países.
As quatro proposições apresentadas pela China em Davos — defesa firme do livre comércio, promoção do multilateralismo, cooperação de benefício mútuo e respeito recíproco com consulta em pé de igualdade — foram interpretadas como um contributo de estabilidade num contexto global volátil, reforçando a perceção internacional da China como um parceiro fiável, estável e aberto.
No plano político, a China tem reiterado o seu compromisso com a promoção da globalização económica. Em Davos, o país voltou a sublinhar a importância do desenvolvimento de qualidade, da ampliação da abertura a um nível elevado e da construção de uma globalização económica mais inclusiva e equilibrada.
Paralelamente, a solidez da base económica chinesa tem contribuído para reforçar a confiança na recuperação da economia mundial. Em 2025, o Produto Interno Bruto da China ultrapassou, pela primeira vez, os 140 biliões de yuans, com um crescimento anual de 5%, mantendo-se como um dos principais motores do crescimento económico global.
A China mantém relações comerciais com mais de 240 países e regiões, tendo registado crescimento da balança comercial com mais de 190 parceiros. Nos últimos cinco anos, o volume acumulado de importações de bens e serviços ultrapassou os 15 biliões de dólares, enquanto o investimento chinês no exterior gerou mais de 300 mil milhões de dólares em receitas fiscais para os países de destino.
Com o início do 15.º Plano Quinquenal, em 2026, a China reafirma a sua estratégia de abertura ao exterior, apresentando novas oportunidades de cooperação internacional e partilha dos benefícios do seu desenvolvimento económico.
Publicidade: Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China
“Juntos pelos Nossos 2025” entrega quatro mil euros a instituições do concelho de Tomar
Tertúlia comemorativa dos 163 anos do General Bernardo de Faria realiza-se domingo em Alviobeira
O Museu Rural e Etnográfico de Alviobeira (MREA) promove, no próximo domingo, dia 25, entre as 15h00 e as 17h00, a 2.ª Tertúlia Comemorativa dedicada ao General Bernardo de Faria e Silva, por ocasião dos 163 anos do nascimento desta figura histórica natural daquela freguesia.
A iniciativa assinala a efeméride celebrada no passado dia 12 de janeiro e pretende homenagear um dos mais ilustres filhos de Alviobeira, cuja relevância marcou a história local e nacional. A tertúlia terá lugar nas instalações do museu e é aberta à participação da comunidade.
Segundo a organização, o objetivo passa por dar continuidade a uma tradição instituída pelo MREA, valorizar a memória e o legado do General Bernardo de Faria e Silva, bem como promover a partilha de estórias e memórias associadas à identidade local. A iniciativa pretende ainda reforçar o espírito comunitário e a valorização do património histórico da freguesia.
A entrada é livre, sendo o convite extensivo a todos os interessados em associar-se à comemoração.
Sede da Liga dos Combatentes em Tomar assaltada durante a madrugada
Cruz Vermelha alerta para frio intenso e mau tempo devido à depressão Ingrid
Projeto do lar das Avessadas continua vivo e é prioridade da Santa Casa da Misericórdia de Tomar
A construção de um lar na zona das Avessadas continua a ser uma das principais ambições da Santa Casa da Misericórdia de Tomar. Apesar dos obstáculos enfrentados ao longo dos últimos anos, o projeto mantém-se vivo e assume-se como uma resposta urgente às crescentes necessidades da população sénior do concelho. Numa grande entrevista ao nosso jornal, António Alexandre, Provedor da instituição, faz um balanço do momento atual da Misericórdia, fala dos desafios sociais, da falta de respostas ao nível dos lares e da área da saúde, e sublinha o papel essencial da instituição na comunidade tomarense, num momento em que assinalou 515 anos de existência.
Elsa Ribeiro Gonçalves
CT – Que balanço faz do atual momento da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, do ponto de vista institucional e social?
António Alexandre – Muito obrigado pelo convite para esta entrevista, acho importante para que as pessoas conheçam bem a Misericórdia. Tenho a noção plena de que a comunidade tomarense não conhece, na totalidade, o que é a Misericórdia, a importância que teve e que continua a ter na comunidade, bem como o seu funcionamento e financiamento. Muitas pessoas têm uma ideia muito reduzida do que são as Misericórdias, e em concreto da Misericórdia de Tomar. Estamos a falar de 515 anos de existência, o que é realmente uma idade importante. As Misericórdias foram quase todas criadas por volta de 1500. A primeira foi em Lisboa, mas Tomar foi das primeiras a ser criada e funciona até agora.
A Misericórdia quando foi criada tinha o Hospital da Graça e a Igreja da Graça, que já existiam, assim como outros pequenos hospitais e gafarias, etc.…. Tudo isso foi integrado aquando da criação da Misericórdia, em 1510 quando do Foral novo de D. Manuel.
O Hospital da Misericórdia funcionou sempre e foi, durante séculos, o único hospital em Tomar. Funcionou de 1500 até 2003. Portanto, 493 anos de funcionamento ininterrupto. E só deixou de funcionar quando foi inaugurado o novo hospital que hoje conhecemos, que manteve o nome de Nossa Senhora da Graça. Muitos tomarenses nasceram ali e ali foram operados.
– Leia a entrevista completa na edição que já está nas bancas









