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E, no domingo vamos votar não esquecendo a Festa dos Tabuleiros.

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Nota do Director

E, no domingo vamos votar não esquecendo a Festa dos Tabuleiros.

Estamos, pois, chegados ao fim de uma campanha eleitoral cujo culminar será votarmos no próximo domingo.

Votar que, fruto de abril de 1974, passou um ser um acto natural, nos últimos tempos repetitivo. Em boa-hora assim sucede o acto de votar.

Todavia, a questão que reflicto prende-se em saber se as nossas preocupações de vida comum foram tratadas nesta campanha eleitoral. Refiro, particularmente, preocupações como as que se referem à nossa saúde; ao ensino; aos encargos que vamos ter de assumir com as despesas da defesa. Sobre estes, entre outros assuntos, que esclarecimentos tivemos. Quase nenhuns. Mesmo nenhuns. Mesmo, que os partidos concorrentes nos digam que tais assuntos constam dos programas eleitorais porque não falam deles?

Será, fica a pergunta, porque não sabem o que dizer refugiando-se no silêncio, com a convicção de que uma pesada factura vais cair sobre nós? Mais, não se acha estranho que cada dia, segundo li, haver 323 portugueses a aderir a seguro de saúde? No total, haver 3,7 milhões de residentes no nosso País abrangidos por seguro de saúde. Não se acha estranho que o Senhor Ministro da Educação afirmar o desconhecimento, melhor da impossibilidade de se conhecer, o número de alunos que no ano lectivo não tiveram aulas a uma ou mais disciplinas? E, para o saber, as contas serem feitas a papel e lápis?

 

Mais, nem uma palavra sobre a chamada Lei dos Solos e que impacto haverá sobre haver casas, ou não, para arrendar? E, neste campo não se fazer um esforço de colocar no mercado andares propriedade, entre outras entidades, dos Serviços Sociais das Forças Armadas, como recentemente uma reportagem televisiva exibiu, vagas há longos anos?

Num país, com graves dificuldades de transporte, em que medidas assumidas pelo Governo, particularmente no chamado Passe Verde, não se ter atentado sobre a disponibilidade de carruagens para um serviço a que muitos aderiram? E, não haver uma palavra sobre a razão de o dinâmico Tribunal Arbitral, tão célere noutras ocasiões, não ter determinado a existência de serviços mínimos no caso da greve da CP?

Ainda, que explicação para o sistema de pensões quando os maiores partidos se agarram, como lapas, aos reformados e pensionista? E, aos funcionários públicos quando estes, num tempo muito recente, eram tratados com manifesto desprezo.

Aliás, é muito bom que aqueles partidos não se esqueçam de quem cortou as nossas pensões e de quem ponderou, recentemente, que as suas actualizações, actualizações a que temos direito, não respeitariam a Lei?

Infelizmente, nesta campanha eleitoral as grandes questões, quase diárias, eram a sociedade de Luís Montenegro; ou as casas de Pedro Nuno Santos; e, infelizmente, a situação clínica de André Ventura.

Acho, em profunda reflexão, que merecíamos mais. Até porque os eleitos vão actuar em nosso nome. É, por isso, muito importante que não o esqueçam

Mas, reitero o que em 2024 escrevi sobre a hora de votar – o importante é mesmo votar não possibilitando, com a nossa abstenção, deixarmos a outros o direito de, em nosso nome, governarem o nosso país e as nossas vidas.

Vamos, pois, fazer um esforço de cidadania votando no próximo 18 de maio porque Portugal merece e o nosso direito universal de exercer o voto tem apenas 50 anos. Não o esqueçamos.

Todavia, não posso terminar esta minha nota sem expressar um sentimento de alegria, muita alegria, em saber, pela palavra da Senhora Vice-Presidente da nossa autarquia, Filipa Fernandes, de o processo de classificação da nossa FESTA MAIOR – A FESTA DOS TABULEIROS – como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO estar em finalização.

Fruto de um esforço comum da autarquia, neste caso muito particularmente por parte de Filipa Fernandes e de André Camponês, não esquecendo, como a Sra. VIce-Presidente referiu, os antigos Mordomos.

Estamos, assim, todos de parabéns, porque o esforço foi de TODOS, englobando neste Todos os que fazem a FESTA. Porque a Festa e de todo um concelho que, de 4 e 4 anos, se une em prol de uma riqueza comum que importa assumir e defender como Património Próprio. E, não nos esqueçamos que, nos princípios de 2026, nos vamos reunir no Salão Nobre da nossa Câmara para ser eleito o Mordomo que vai assumir a Festa de 2027. E, 2026, é já ali. E a FESTA merece.

O Director,

António Cândido Lopes Madureira.

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