28.5 C
Tomar
Início Site Página 77

Célia Bonet: “Estamos muito satisfeitos com o resultado destes quatro anos de trabalho”

0

Quase a terminar o mandato dos atuais órgãos sociais do Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE), o “Cidade de Tomar” falou com a presidente da direção, Célia Bonet, sobre o que foi feito durante estes quatro anos, o que falta fazer e os projetos futuros.

Cidade Tomar – Quase a terminar o mandato dos atuais órgãos sociais do CIRE, que balanço faz do trabalho realizado?

Célia Bonet – O tempo passou muito rapidamente para tanto que precisávamos de fazer. A direção é voluntária na instituição, não recebendo ordenado nem qualquer apoio direto ou indireto. Tudo o que conseguimos fazer, foi feito conciliando as nossas atividades profissionais e por isso com menos tempo disponível para a nossa missão. Um agradecimento a todos os elementos dos órgãos sociais que deram o melhor de si e se entregaram de forma abnegada com objetivo de melhorar as condições de quem necessita de usufruir dos serviços do CIRE. Apesar de sermos pessoas exigentes e querermos fazer sempre mais, estamos muito satisfeitos com o resultado destes quatro anos de trabalho. Não quisemos causar grande alarido, perante a situação difícil que encontrámos, para não causar instabilidade nos funcionários que poderia impactar nos nossos utentes. Sabíamos que era uma tarefa para se fazer com determinação, mas com delicadeza para não provocar turbulência. Ponderámos muito bem antes de tomarmos decisões e, quando o fizemos foi com grande convicção. Estamos a reestruturar a instituição em várias áreas. No quadro de pessoal que era desajustado, iniciámos um percurso de redução de trabalhadores em áreas não fundamentais, transferindo entre valências, aproveitando saídas para a reforma e negociando por mútuo acordo. Fizemos várias obras de requalificação, de melhoria de eficiência e também de manutenção de equipamentos. Implementámos uma cozinha própria, dispensando a empresa que durante anos serviu mal a instituição e, assim também aumentámos muito a qualidade das refeições.  Apostámos na transparência, adotando o Código da Contratação Pública para as aquisições de bens e serviços. Nesta mesma linha fizemos contratações de pessoal com clareza e lisura dando sempre a oportunidade aos trabalhadores da instituição e só posteriormente com abertura de candidaturas para o exterior. Elaborámos duas candidaturas a financiamento da comunidade europeia com sucesso e, vamos apresentar as duas obras finalizadas brevemente, que ficarão ao serviço da comunidade tomarense. Aumentámos o património da instituição em aproximadamente um milhão de euros. Muito foi feito, mas ainda há muito trabalho para fazer para que a instituição fique organizada e com uma maior sustentabilidade.

– A nível financeiro, qual é a situação do CIRE?

– Iniciámos o mandato com enormes dificuldades financeiras, incapacidade para solver os nossos compromissos e sem possibilidade de recorrer à Banca. Fizemos um acordo de pagamento ao Estado, renegociámos o endividamento com os Bancos de modo a melhorar a tesouraria e iniciámos de imediato a reestruturação da instituição. Um dos grandes desafios, foi adequar os recursos humanos às necessidades, respeitando os trabalhadores e os seus direitos laborais.  O excesso em algumas áreas causava dois problemas: custos elevados com pessoal e injustiça com os utentes, pois o montante mal gasto em custos com pessoal é um valor que não é aplicado em terapias para responder às suas necessidades. Para dar uma ideia, só a nível administrativo, até ao final deste ano, reduzimos seis pessoas que representam uma poupança anual de aproximadamente cem mil euros. Este processo está a ser feito em todas as áreas com grande apoio dos trabalhadores que têm estado disponíveis para abraçar novos projetos dentro da instituição. Por erros de gestão, o CIRE teve de devolver mais de cento e cinquenta mil euros ao Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, ou seja, valor perdido definitivamente.  A contratação de bens e serviços, efetuada durante anos não cumpriu as regras do Código da Contratação Pública e, isso teve consequências devastadoras que estamos ainda a resolver com muita dificuldade e que piorou muito a tesouraria. Denunciámos a empresa que servia as refeições e que cobrava vinte e cinco mil euros anuais em refeições que não fornecia. Foi-nos dada razão e a empresa restituiu um ano desse valor faturado a mais. No entanto, o tudo o que tinha sido pago indevidamente em anos anteriores foi perdido pois tinha havido a anuência da Direção anterior. Todas estas situações, entre outras, levaram a instituição a dificuldades financeiras que tinham de ser resolvidas com determinação. Com as medidas implementadas nas diversas áreas, a instituição está a reerguer-se financeiramente, está mais robusta e num futuro próximo vai ficar equilibrada. (…)

Entrevista na íntegra na edição impressa de 29 de novembro.

Mercado, é aqui! Sem Mitos no Mercado regressa este sábado

0

Mercado, é aqui! Sem Mitos no Mercado regressa este sábado, dia 30 de novembro, entre as 10h00 e as 12h30, no Mercado Municipal de Tomar.

No último sábado de cada mês, no Sem Mitos no Mercado, conversa-se com a nutricionista Margarida Lopes (@casadavosaude) e assiste-se a um showcooking cujas receitas irão desfazer mitos relacionados com a alimentação saudável e com as compras no mercado.

Com a iniciativa “Os alimentos do mês no mercado” pretende-se fazer a divulgação de alimentos locais e da época e a capacitação dos clientes para o seu uso na alimentação diária. Novembro dá primazia à beterraba, ao dióspiro e à castanha.

Os participantes no showcooking, ou já têm ou irão receber uma caderneta com muita informação útil sobre os frescos da época e um autocolante sobre o mito e receita do mês.

Em junho, na última sessão, as primeiras dez pessoas a apresentarem a caderneta completa (devidamente carimbada) terão direito a um cabaz de produtos do mercado. Mas também os dez primeiros que apresentem no mínimo 50% preenchidas terão uma oferta à sua espera.

Próximas sessões (10h00 – 12h30): 30 novembro 2024, 28 dezembro 2024, 25 janeiro 2025, 22 fevereiro 2025, 29 março 2025, 26 abril 2025, 31 maio 2025 e 28 junho 2025.

Assembleia municipal dedicada ao 25 de Novembro não se realizou por falta de quórum

0

A sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Tomar que estava prevista para a passada segunda feira, dia 25 de novembro, dedicada à “Análise histórica do Golpe Militar do dia 25 de Novembro de 1975 no contexto da consolidação da democracia em Portugal”, não se chegou a realizar por falta de quórum.

Recorde-se que não tendo sido possível gerar um consenso amplo, esta sessão resultou de um requerimento conjunto do grupo municipal do PSD e do CDS, mas para que a reunião se realizasse era necessária a presença de metade dos deputados municipais (16) mais um, mas só compareceram os 12 do PSD, um do CDS-PP e um do Chega, além do presidente da assembleia, Hugo Costa (PS). Os eleitos do PS, CDU e Bloco de Esquerda não compareceram. Por parte da câmara, os eleitos do PS também estiveram ausentes, só comparecendo os três vereadores do PSD.

O presidente da mesa da assembleia, Hugo Costa (PS) participou por obrigação legal e informou que apenas o presidente da junta da Serra e Junceira, Américo Pereira, justificou a ausência por motivos de saúde.

A maioria dos autarcas faltou, mas, cerca de 30 cidadãos marcaram presença para assistir à sessão, que acabou por não se realizar. O presidente da assembleia, Hugo Costa, terá agora de marcar nova data para esta sessão extraordinária da assembleia municipal.

Durante o dia de segunda feira, os partidos divulgaram comunicados dando conta da sua ausência na sessão.

Notícia completa na edição impressa de 29 de novembro.

25 de Novembro em Tomar

0

O PSD de Tomar divulgou um comunicado sobre a não realização da sessão sobre o 25 de Novembro, manifestando “a sua indignação e perplexidade perante os acontecimentos que marcaram a sessão extraordinária agendada para o dia 25 de novembro de 2024, destinada a debater a «Análise Histórica do Golpe Militar do dia 25 de novembro de 1975». Esta iniciativa, proposta em conjunto com o CDS, visava evocar uma data essencial para a consolidação da democracia em Portugal. No entanto, a ausência injustificada dos eleitos do Partido Socialista e de outras forças políticas comprometeu gravemente o debate e desrespeitou os tomarenses. A atitude do Partido Socialista de Tomar levanta sérias questões. Afinal, quantos PS existem em Portugal? Enquanto em Lisboa, na Assembleia da República, o PS participou nas celebrações do 25 de novembro, em Tomar, faltou à mesma evocação, revelando uma incoerência que merece ser esclarecida. Esta postura contraditória e ambígua não honra o legado de figuras como Mário Soares, que desempenharam papéis fundamentais na defesa da democracia. Questionamo-nos também sobre o papel do Presidente da Câmara Municipal em exercício: governa o município ou preside à concelhia do Partido Socialista? A justificação informal apresentada pelo Presidente — um compromisso com uma associação — não é apenas pouco plausível, mas também demonstra uma falta de consideração pelas instituições que representa. Acrescente-se a ausência dos restantes vereadores socialistas, sem qualquer explicação formal, que reflete uma total negligência e desrespeito pelas normas institucionais. É ainda mais lamentável constatar que, enquanto o público enchia a sala da Assembleia Municipal numa demonstração de interesse e envolvimento cívico, o executivo socialista e os deputados municipais do PS, CDU, BE e Independentes pelo Nordeste optaram pela ausência. Este desrespeito para com os cidadãos, que mereciam um debate sério e à altura da relevância do tema, não pode passar em branco. Perguntamos: se o Partido Socialista nacional que abdicou da “geringonça” a nível nacional, por que razão esta ainda persiste em Tomar? Será um problema de comunicação, ou uma escolha deliberada para bloquear debates que desafiem as suas narrativas? O PSD de Tomar não permitirá que este episódio seja esquecido. O 25 de Novembro será evocado com a dignidade que merece, numa nova sessão extraordinária que já estamos a solicitar. Esta data representa a vitória da democracia sobre os extremismos e é um símbolo dos valores que defendemos: liberdade, respeito pelas instituições e compromisso com a verdade histórica. Não nos desviaremos deste propósito. O Partido Socialista de Tomar, ao desrespeitar este momento histórico, ao abdicar do debate democrático e ao demonstrar uma postura autoritária e contraditória, comprometeu a credibilidade da nossa Assembleia Municipal e traiu os valores democráticos que afirma representar. Esta será lembrada como uma página negra na história recente do nosso município. O PSD de Tomar continuará a lutar pelo respeito à memória democrática, pela verdade histórica e pelos valores que sustentam a nossa sociedade. Estamos do lado dos tomarenses e da democracia”.


PSD de Tomar

Bandas de Ourém e de Tomar no Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas em Lisboa

0

A Associação Filarmónica 1.º Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres de Vilar dos Prazeres (Ourém) e a Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina (Tomar) vão participar no domingo, dia 1 de dezembro, no Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas em Lisboa.

É já uma tradição em Lisboa, no 1.º de Dezembro: a Avenida da Liberdade recebe o Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas, integrado nas comemorações do dia em que se assinala a Restauração da Independência em Portugal.

Nesta 11.ª edição participam 32 bandas, oriundas de vários pontos do país e compostas por músicos de diferentes gerações, num total de mais de 1500 participantes.

No final do desfile, como habitualmente, as bandas concentram-se na Praça dos Restauradores para uma atuação conjunta, interpretando o Hino da Maria da Fonte, o Hino da Restauração e o Hino Nacional A Portuguesa.

Torres Novas recebe palestra “Ame-se e Cure a sua vida”

0

Tem lugar, no sábado, dia 30 de novembro, em Torres Novas, das 15h às 16 horas, a palestra gratuita “Ame-se e Cure a sua Vida” facilitada por Ana Pedroso, criadora do Congresso Internacional da Felicidade, uma transformadora de vidas e Hay Teacher do Método Louise Hay, com mais de 20 anos de experiência. O evento, baseado na filosofia de Louise Hay, oferece uma experiência intensiva de crescimento e transformação pessoal através de práticas de alta performance. As inscrições podem ser feitas pelo 912574432 ou através do link https://anapedroso.com/ame-se-cure-vida-torres-novas/

Tejo Ambiente inicia reabilitação dos emissários de Seiça e do Alto Nabão com trabalhos de desmatação e topografia

0

No âmbito do projeto de reabilitação dos emissários de drenagem de águas residuais, que confluem para as ETAR de Seiça e do Alto Nabão, a Tejo Ambiente deu início, no presente mês de novembro, à primeira fase de um conjunto de ações planeadas.

A escolha da data em vésperas do Dia Mundial do Saneamento, celebrado a 19 de novembro, reflete o compromisso da Tejo Ambiente com a melhoria contínua das suas infraestruturas e com a prestação de serviços de qualidade à comunidade.

Sequência das operações

Os trabalhos terão a duração de vários meses e incluem as seguintes etapas:

  1. Desmatação e limpeza dos terrenos ao longo de cerca de 70 km de emissários.
  2. Levantamento topográfico das infraestruturas existentes, essencial para a elaboração do projeto de reabilitação.

Este projeto constitui uma intervenção estratégica para modernizar e garantir a eficiência das redes de drenagem de águas residuais, com um investimento total de 159.875,57 €.

Áreas abrangidas pelos trabalhos

Emissário do Alto Nabão

  • União de Freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais
  • União de Freguesias de Rio de Couros e Casal dos Bernardos
  • Freguesia da Urqueira
  • União de Freguesias de Gondemaria e Olival
  • Freguesia de Caxarias

Emissário de Seiça

  • Freguesia da Sabacheira
  • Freguesia de Nossa Senhora da Piedade
  • Freguesia de Seiça
  • Freguesia de Alburitel
  • Freguesia de Atouguia
  • Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias

Objetivos do projeto

O levantamento topográfico e as ações de desmatação são fundamentais para garantir a sustentabilidade e a eficiência da rede de saneamento, sendo o ponto de partida para a reabilitação das infraestruturas que servem as ETAR de Seiça e do Alto Nabão.

A Tejo Ambiente EIM reafirma o seu compromisso com a proteção ambiental e a melhoria contínua dos serviços públicos, assegurando que este projeto terá um impacto positivo na qualidade de vida das comunidades abrangidas.

Apelo à compreensão da população

A Tejo Ambiente agradece a compreensão dos habitantes e das entidades locais, uma vez que estas intervenções decorrem em propriedades privadas, podendo gerar algumas questões, pelo que sobre este assunto poderá contactar-nos diretamente para o número de telefone 249 247 703. A Tejo Ambiente garante que os trabalhos estão devidamente autorizados e comunicados às autoridades competentes.

CDU: o assinalar do 25 de Novembro de 1975

0

A Coordenadora da CDU de Tomar divulgou um comunicado referindo i seguinte: “Por iniciativa dos grupos municipais do PSD e do CDS-PP haverá, pela primeira vez, uma sessão invocativa do 25 de novembro na Assembleia Municipal de Tomar. A questão impõe-se: 49 anos volvidos do 25 de novembro de 1975, porque pretende agora a direita invocar tal data? Para a CDU, a resposta é clara. A invocação do 25 de novembro não é mais que uma estratégia de desvalorização do 25 de Abril, dos seus valores e conquistas, e uma distração dos reais problemas do concelho. Não é mais que um impulso tardio de ajuste de contas com a Revolução de Abril, que não está desligado do crescimento movimentos políticos e forças de caráter retrogrado, antidemocrático e fascizante na sociedade portuguesa. Desengane-se quem, por leitura do ponto único da ordem de trabalhos da sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Tomar, considerar que esta não é uma sessão comemorativa. Se nele se lê “Análise Histórica do Golpe Militar do dia 25 de novembro de 1975, no contexto da consolidação da democracia em Portugal” é porque o primeiro requerimento das bancadas do PSD e do CDS-PP que propunha a sua comemoração foi rejeitado. Afinal, o regimento da Assembleia Municipal não prevê sessões extraordinárias comemorativas além das relativas ao primeiro de março e ao 25 de Abril.

Em face do ponto único da convocatória, impõe-se uma outra questão: caberá aos eleitos municipais, a maior parte sem qualquer formação historiográfica, fazer uma “análise histórica” do 25 de novembro de 1975 ou de qualquer outro momento da nossa história? A Assembleia Municipal é um órgão do poder local que tem como funções fiscalizar, debater e apresentar propostas sobre os destinos do município, e celebrar as datas que lhe são verdadeiramente importantes, não é um congresso de historiadores. Quando a população do município se debate com problemas reais, referentes ao aumento do preço da água, à situação de insegurança vivida pelos trabalhadores da Temahome e suas famílias, à falta de transportes públicos ou ao envelhecimento da população, PSD e CDS-PP propõem uma Assembleia Municipal extraordinária com o objetivo encapotado de celebrar o 25 de novembro”.

A Coordenadora da CDU de Tomar

“Celebremos o que une, não o que divide”

0

O Partido Socialista de Tomar divulgou um comunicado sobre a Assembleia Municipal, que acontece esta tarde, para discutir uma “Análise Histórica do Golpe Militar do dia 25 de novembro de 1975”.

 Segundo o comunicado: “‘Celebremos o que une, não o que divide’, afirmou o Presidente da Câmara no seu discurso do último dia da Cidade. Em Tomar, o Município evoca várias datas ao longo do ano e, além do 1 de março, celebra cerimonialmente, apenas desde 2014, e já com a atual governação, o Dia da Liberdade, o 25 de abril. Isso não impede certamente que, existindo acordo prévio e com dignidade, se pudesse até a vir evocar outras datas, como a de hoje, o 25 de novembro – desde que nunca querendo dar-lhe a mesma importância dada ao dia que há 50 anos a sociedade portuguesa celebra, o Dia da Liberdade.

A política deve ter – tem de ter – momentos serenos de conversa, de acordo, fundamentais para quando se quer fazer algo que una. E os líderes políticos devem ter essa a capacidade de se sentar e obter essa serenidade que atinja consensos.

 Nada disso aconteceu mais uma vez. Apesar de a própria Assembleia Municipal ter já chumbado maioritariamente uma moção para celebrar o dia 25 de novembro, vem-se agora, de forma intempestiva, sobranceira, de afronta e nada querendo unir (antes pelo contrário), no decurso de uma assembleia apresentar um requerimento para esse efeito. A demonstração clara de que as intenções são apenas panfletárias e muito longe da tal dignidade que uma qualquer celebração abrangente devesse ter.

A atitude é de tal forma vincada e os atropelos tantos, que o PSD se prestou depois a enviar convites, tentando passar sub-repticiamente a ideia de algo que não existe. Não há nenhuma cerimónia, não há nenhuma comemoração agendada pelo Município.

 O que há é apenas, por via de um requerimento do PSD e do CDS, é uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Tomar, para discutir uma “análise Histórica do Golpe Militar do dia 25 de novembro de 1975”. Outros poderiam dizer, uma tentativa de reescrever a história.

Que fique claro, apesar das intenções de desunião serem claras quando 49 anos depois se quer, agora, dar destaque a esta data, não é essa data que está em causa para o PS em Tomar – até porque o PS e os seus líderes de então, a começar por Mário Soares, foram ao longo de todo esse processo fundamentais. Está sim a forma totalmente contrária ao espírito da Democracia e de tudo o já antes afirmado.

 Assim, após profunda reflexão, torna-se público que, com exceção do Presidente da Assembleia Municipal (por razões regimentais do próprio órgão) o Partido Socialista não marcará presença nesta sessão, em razão dos vários aspetos já fundamentados. E acrescentamos, o Partido Socialista em Tomar e no País, sempre defendeu uma visão integradora da nossa história democrática, onde o 25 de abril, o PREC e o 25 de novembro são peças de um mesmo processo histórico que culminou na consolidação da democracia portuguesa. Não aceitamos visões maniqueístas que pretendam reduzir este período complexo a narrativas simplistas de “bons” e “maus”.

O Partido Socialista de Tomar mantém-se firme na defesa de uma Democracia madura e inclusiva, onde o debate político se faz com elevação e respeito pela verdade histórica. Não pactuaremos com tentativas de instrumentalização política que em nada dignificam a memória dos tantos quantos lutaram pela liberdade e pela democracia plena em Portugal. A Liberdade deve celebrar-se sem tentativas de aproveitamento partidário e sem divisões artificiais entre democratas, que só favorecem precisamente os saudosistas de tempos anteriores.

 Para além da seriedade e elevação que devem existir na atividade política, algo é certo, números políticos à parte: há assuntos reais, todos os dias, para resolver na comunidade e é isso que a comunidade espera dos eleitos. E é nisso que o PS e os seus eleitos estão concentrados: trabalhar, trabalhar, trabalhar”.

PS Tomar

Politécnico de Tomar é o primeiro Politécnico com Ponto de Consulta de Normas do Instituto Português da Qualidade

0

No passado dia 13 de novembro, o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) assinalou o Dia Mundial da Qualidade com a inauguração de um Ponto de Consulta de Normas (PCN) na Biblioteca, no campus de Tomar, tornando-se a primeira instituição de ensino da rede politécnica a disponibilizar este serviço para a comunidade e a única entidade do concelho de Tomar.

Este novo PCN integra a Rede Descentralizada de Consulta de Normas do IPQ e visa facilitar o acesso gratuito ao acervo normativo eletrónico nacional e europeu, promovendo o desenvolvimento da qualidade e a inovação nas atividades do IPT.