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Tomar Inovação Social segunda feira na Escola Jácome Ratton

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Vai decorrer, na próxima segunda feira, dia 4 de abril, pelas 15 horas, no auditório da Escola Secundária Jácome Ratton, a sessão “Tomar Inovação Social”.

A iniciativa contará com a presença de Alexandra Neves (Portugal Inovação Social), Rute Galvão (Associação de Saúde Mental do Médio Tejo) com a apresentação do projeto IntegrativaMente, Salvador Almeida (da Associação Salvador) com a apresentação do projeto “+Acesso para todos – Por comunidades mais inclusivas” e Filipa Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Tomar).

Esta é uma iniciativa conjunta do Município e do Agrupamento de Escolas Templários.

CHMT: objetivo principal em 2022 é alcançar os números de 2019 em termos de atividade e prestação de serviços

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Num encontro com a comunicação social, no passado dia 30 de março, na biblioteca do Hospital de Abrantes, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Casimiro Ramos, revelou que, o CHMT registou, em 2021, a maior redução de resultados negativos dos últimos cinco anos, fechando o ano com 12,6 milhões negativos.

Os custos com a atividade aumentaram significativamente para 76 milhões de euros, assim como o investimento em materiais e infraestruturas que subiram aos quase 6 milhões de euros. Com um orçamento à volta de cem milhões de euros, cerca de 12 milhões são gastos em medicação.

Neste encontro, onde foram abordados os momentos mais marcantes de 2021 e os projetos para 2022, Casimiro Ramos sublinhou, também, a redução da dívida e a diminuição do número de pessoas em lista de espera, como dois dos objetivos alcançados em 2021. Para este ano, o objetivo principal é alcançar os números de 2019 em termos de atividade e prestação de serviços.

O CHMT está atualmente com uma média de 760 consultas e cerca de meia centena de cirurgias por dia. Em termos de Covid-19, neste momento estão internados cerca de 30 doentes, sendo que apenas um deles necessita de cuidados intensivos.

Como momentos marcantes de 2021, o presidente do Conselho de Administração destacou, até maio de 2021, uma fase crítica das restrições Covid; em junho/agosto, começaram as primeiras medidas de alívio na crise Covid e, em agosto, entrou em vigor o plano de normalização dos serviços com a recolocação das consultas externas, das consultas de Imuno-Alergologia e de Cirurgia Geral, assim como os exames de Cardiologia, na Unidade de Torres Novas; a capacidade de internamento de Ortopedia em Abrantes aumentou para 36 camas.

Em setembro, os restantes serviços regressaram aos seus locais originais e a atividade programada recomeçou em pleno. As Consultas Externas, o Hospital de Dia de Medicina e a Hospitalização Domiciliária, na unidade de Abrantes, regressaram ao 10.º piso. Em set/out, a RM (Abrantes) e a TAC (Torres Novas) iniciaram o seu funcionamento. Foi implementado o programa de recuperação de listas de espera e em três meses, as atividades mais críticas como a Ortopedia e a Oftalmologia, começaram uma recuperação histórica. Foram retomadas as visitas diárias aos doentes e a enfermaria Covid tinha em média seis doentes e um a dois em cuidados intensivos. (…)

Uma notícia para ler na íntegra na edição impressa de 8 de abril.

U. Tomar eficaz mas também pouco intenso: o resultado foi muito melhor do que a exibição!

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Após a comprometedora derrota em Rio Maior (2-1), na jornada anterior (em jogo disputado no sábado), o U. Tomar procurava retomar o caminho das vitórias diante do vizinho Atl. Ouriense (que vinha de uma copiosa derrota, por 0-3, em casa, frente ao rival Ferreira do Zêzere). Mas o triunfo unionista, por claro 3-1, só foi alcançado depois… de passar por alguns sustos!

Filipe Cotovio e Douglas Pissona foram homenageados antes do encontro por terem já cumprido 150 e 100 jogos, respetivamente, com a camisola do clube tomarense.

Em posição muito insegura na tabela classificativa (apenas um lugar acima da zona de despromoção direta), a equipa ouriense, sobretudo em rápidas transições, dispôs de várias oportunidades na fase inicial do encontro, mas não conseguiu acertar nas redes da baliza de Ivo Cristo!

E o U. Tomar, que só na reta final deste primeiro tempo ameaçou seriamente a baliza do adversário (em dois remates de Henrique Matos e um de Siaka Bamba, da zona frontal), acabou por se colocar em vantagem no minuto 45: após cruzamento da esquerda, Tiago Palaio chocou com o central João Baptista – o central foi atingido na cabeça por um cotovelo do guarda-redes e teve de ser assistido durante cerca de 15 minutos, sendo posteriormente transportado para o hospital, onde não se confirmou algo de muito grave – e Pedro Pires, aproveitando a oportunidade, rematou para a baliza e abriu o marcador.

O início da segunda parte também foi muito complicado para a equipa tomarense: além de dois remates ao lado, o guarda-redes Ivo Cristo manteve a sua baliza a salvo com duas excelentes defesas… em finalizações de Caio Prado e Lucas Marques.

Chrystian Pedroso, já no minuto 72, surgiu sozinho na zona frontal e, com um toque subtil, desviou a bola do guarda-redes… para o fundo da baliza: 2-0.

Tardou apenas cinco minutos a resposta ouriense: num lance individual, a partir da direita, Tico rematou cruzado e reduziu para a diferença mínima.

Contudo, volvidos seis minutos, em mais um lance pela zona frontal, João Marchão tirou o guarda-redes do caminho e ofereceu o golo a Chrys: 3-1.

Na parte final (ainda mais 10 minutos de compensação), o U. Tomar teve oportunidades (nomeadamente pelo jovem Guilherme Nunes) para reforçar a diferença no marcador, o que seria um castigo demasiado severo para a atrevida equipa de Ourém.

Com este triunfo, o 17.º neste campeonato (mais um empate e cinco derrotas), a equipa de Filipe Pinto mantém-se a seis pontos do líder Rio Maior (ganhou por claro 0-3 em Torres Novas), quando faltam sete jornadas para o final da competição.

Na próxima jornada, agendada para domingo, 2 de abril (16h00), o U. Tomar recebe a visita de outro vizinho, o também aflito Ferreira do Zêzere.

Leões de Tomar venceram o campeão italiano e estão a um empate da Final-4 da Liga Europeia

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A caminho da fase final! Um triunfo claríssimo sobre o Amatori Lodi – detentor dos títulos da Serie A1 (campeonato) e da Taça de Itália -, por 5-2, valeu ao Sp. Tomar/IPT o regresso ao segundo lugar do Grupo A da Liga Europeia de hóquei em patins, agora com nove pontos. A equipa tomarense tem ao seu alcance o apuramento para a Final-4, bastando, para isso, um empate no recinto do La Vendéenne, na última jornada da competição, agendada para 9 de abril.

Com quatro jornadas realizadas, os leões de Tomar ocupavam o terceiro lugar… com menos um e dois pontos que Amatori Lodi e H. Trissino (ambos de Itália), respetivamente. Ou seja, só a vitória interessava… tendo em vista o apuramento para a fase final da mais importante competição europeia de clubes.

E os pupilos de Nuno Lopes (apoiados por um público numeroso e vibrante) começaram cedo a construir a vitória: ganharam avanço no marcador logo no minuto 3, pelo capitão Ivo Silva, em remate frontal, rasteiro, para a direita do argentino Valentín Grimalt

No entanto, apesar da evidente superioridade sobre o adversário italiano, traduzida em algumas excelentes oportunidades (Pedro Martins, em remate na área, acertou no poste esquerdo da baliza), só conseguiram voltar a marcar (2-0) a pouco mais de dois minutos do intervalo, por Lucas Honório, na cobrança de uma grande penalidade (falta de Enric Torner sobre Guilherme Silva).

O início da segunda parte foi penalizador para a equipa tomarense: em menos de seis minutos, permitiu a igualdade ao Amatori Lodi, golos apontados por Alberto Greco (finalização na zona frontal, após passe de Jordi Méndez) e Enric Torner (de grande penalidade, por falta de Caio sobre Méndez).

Mas a equipa de Nuno Lopes não tardou a reagir: depois de Lucas Honório não ter conseguido marcar numa grande penalidade (falta sobre Caio), Tomás Moreira, num livre direto (cartão azul para Greco), no minuto 33, recolocou os leões na frente do marcador (3-2).

Caio (em finalização na área), volvidos dois minutos, e Moreira (no livre direto resultante da décima falta do Amatori Lodi), já no minuto 41, consolidaram o avanço leonino: 5-2.

O guardião Francisco Veludo, logo no minuto imediato, negou o golo a Jordi Méndez na cobrança de um livre direto (décima falta do Sp. Tomar/IPT).

A vantagem dos leões até podia ter sido maior, pois, na reta final, com a equipa italiana já visivelmente descrente, não faltaram oportunidades junto da baliza de Grimalt. O internacional argentino, entre outras intervenções salvadoras, defendeu o remate de Moreira (44’) no último livre direto (cartão azul a Greco) da tarde.

No outro encontro desta jornada 5, o H. Trissino bateu, em casa, o La Vendéenne por tangencial 2-1 e, com 11 pontos, já assegurou o apuramento para a segunda fase.

Valongo (5-2 ao Diessbach) e H. Sarzana (5-3 ao Coutras) asseguraram os dois primeiros lugares no Grupo B e, portanto, também já têm presença garantida na Final-4, marcada para Torres Novas, nos dias 14 e 15 de maio.

O próximo desafio dos leões de Tomar será este sábado, 2 de abril, em casa, frente à Oliveirense, para a jornada 23 do campeonato. A viagem a Braga, da jornada 22, foi entretanto adiada para 27 de abril.

Rede de Museus do Médio Tejo reuniu em Tomar

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Realizou-se em Tomar, a 28 de março, Dia Nacional dos Centros Históricos, a 26.ª reunião da Rede Museus de Médio Tejo (RMMT), tendo os trabalhos sido realizados no emblemático Moinho da Ordem, situado no Complexo Cultural da Levada. A reunião contou com a presença de técnicos e dirigentes das áreas de museologia e património cultural da maioria dos municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT). Estiveram também presentes outros técnicos oriundos de equipamentos museológicos igualmente localizados no território, mas com diferentes naturezas e tutelas.

A RMMT, constituída em 2018, é uma estrutura informal composta por museus e núcleos museológicos integrados na Rede Portuguesa de Museus, por museus municipais e outras entidades museológicas privadas e do Estado Português. A Rede estende-se, também, a projetos museológicos em constituição com manifesto interesse em acompanhar, participar e cooperar nas atividades da RMMT.

Para além de se ter distinguido por ter sido realizada de forma presencial, esta reunião destacou-se também por formalizar a nova coordenação que, em articulação com todos os membros e a própria CIMT, será orientada por João Pinto Coelho, técnico superior do Município de Tomar, até 2024. A ordem de trabalhos contemplou a preparação do IV Encontro de Museus do Médio Tejo, com realização prevista para o mês de novembro. Contou, igualmente, com a discussão de um conjunto de iniciativas internas e do domínio público, vocacionadas para diferentes setores profissionais e sociais, que deverão ocorrer durante o ano de 2022. 

Os representantes dos diferentes municípios realizaram uma visita técnica ao Complexo Cultural da Levada de Tomar, organizada e dinamizada pela equipa do Gabinete de Museologia e do Património Cultural do Município, que lhes permitiu ficarem a conhecer os projetos dos Núcleos Museológicos da Fundição Tomarense e da Central Elétrica, assim como do projeto criativo “A Moagem – Fábrica das Artes”.

Afirma-se, assim, a aposta regional nas áreas do turismo e da cultura, com a implementação e operacionalização de ações sustentáveis no domínio da museologia e do património cultural, nomeadamente no Município de Tomar, tal como o trabalho em torno da qualificação técnica e científica dos recursos humanos locais e dos projetos em curso.

China apoia negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia

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O Presidente chinês Xi Jinping afirmou, numa videoconferência com o Presidente francês Emmanuel Macron e o Chanceler alemão Olaf Scholz, que a China lamenta profundamente o reinício da guerra no continente europeu e apoia a Rússia e a Ucrânia na superação das dificuldades para “negociarem a paz”. Referiu também que apoia a França e a Alemanha na promoção de um quadro de segurança europeu equilibrado, eficaz e sustentável.

A crise na Ucrânia foi o principal tema desta nova videoconferência entre os líderes chinês, francês e alemão. A declaração do Presidente Xi mostra mais uma vez que a China encara o assunto de uma forma justa, reflectindo o seu papel como potência imparcial e responsável.

Como membro permanente do Conselho de Segurança, a China declarou repetidamente a sua posição sobre a questão da Ucrânia e manifestou a sua vontade de desempenhar um papel construtivo na persuasão e na promoção de conversações de paz. Durante esta cimeira, o Presidente Xi reiterou que a soberania e integridade territorial de todos os países deve ser respeitada, os objectivos e princípios da Carta das Nações Unidas devem ser observados, as legítimas preocupações de segurança de todos os países devem ser levadas a sério, e todos os esforços conducentes à resolução pacífica da crise devem ser apoiados. A China acredita que a tarefa mais urgente é evitar que as tensões aumentem ou mesmo se descontrolem, e expressou a sua vontade de fornecer mais assistência humanitária ao lado ucraniano.

A Rússia e a Ucrânia já tiveram três rondas de negociações, e apesar das óbvias diferenças de posições, foi alcançado algum consenso em torno de questões humanitárias.

A China apelou à necessidade de apoiar conjuntamente os lados russo e ucraniano na manutenção da dinâmica das negociações, apelou à máxima contenção para evitar uma crise humanitária em grande escala, e argumentou que as sanções relevantes seriam prejudiciais para todas as partes. Estas iniciativas são importantes não só para evitar uma escalada dos combates, mas também para criar condições favoráveis à promoção de conversações de paz entre a Rússia e a Ucrânia.

Como disseram os líderes francês e alemão, a Europa enfrenta a crise mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. Os riscos geopolíticos na Europa estão a aumentar e a crise dos refugiados ameaça degradar-se à medida que milhões de ucranianos se deslocam para os países vizinhos. Além disso, o Ocidente impôs várias sanções à Rússia, e as consequências estão a alastrar a nível global, causando um sério impacto na economia mundial, que está a lutar para recuperar da pandemia.

Face a todos estes desafios, o Presidente Xi Jinping instou a França e a Alemanha a agir no interesse da própria Europa, a pensar na segurança duradoura e a aderir à autonomia estratégica, considerando que isso é crucial para o lado europeu responder à crise actual.

Por um lado, a França e a Alemanha, como “locomotivas” da UE, devem agir cautelosamente e evitar a escalada da situação com sanções. Por outro lado, face ao impacto na paisagem geopolítica da Europa, a Europa precisa de enfrentar as verdadeiras causas profundas da crise na Ucrânia de uma perspectiva racional. Só um diálogo entre as partes envolvidas em pé de igualdade e a promoção de um quadro de segurança europeu equilibrado, eficaz e sustentável pode garantir a segurança a longo prazo da Europa.

A situação na Ucrânia também lembra mais uma vez que o mundo de hoje não é um lugar pacífico e que o desenvolvimento está a enfrentar muitos desafios. Como duas forças importantes na comunidade internacional, a China e a Europa partilham uma linguagem comum na busca da paz, desenvolvimento e cooperação, e devem assumir as suas responsabilidades para injectar mais estabilidade e certeza num mundo turbulento e em mudança.

Casimiro Ramos: “Era impossível num único hospital ter todas as valências e a capacidade de resposta que temos com as três unidades”

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Casimiro Francisco Ramos, presidente do Centro Hospitalar do Médio Tejo, 54 anos, natural de Arruda dos Vinhos, onde foi vereador em dois mandatos, é diplomado em Estudos Avançados com Doutoramento em Gestão Estratégica pela Universidade de Sevilha e licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE. Foi deputado na Assembleia da República (1998 a 2001). É casado, tem duas filhas, vive em Torres Vedras, gosta de música e faz coleção de instrumentos musicais, entre outros hobbies. Em junho completa um ano do cargo de presidente do CHMT, um cargo de continuidade, que vem no seguimento do anterior presidente, terminando, por esse motivo, o mandato em dezembro deste ano.

Cidade Tomar – A anterior gestão do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) apostou na aproximação da comunidade ao Centro. Vai dar continuidade a esse trabalho?

Casimiro Ramos – Não tenho esse feedback da anterior gestão, mas agora procurarei introduzir a minha forma de gerir organizações. Se é uma continuidade ainda bem, gosto dessa proximidade, dessa ligação às instituições que fazem parte da comunidade que, no fundo, governa a região nas diversas áreas, desde a educação, à saúde, às autarquias, às instituições de solidariedade social e depois às pessoas. Trabalhamos para as pessoas, todas as pessoas que chegam a qualquer uma das nossas unidades hospitalares são um familiar meu. Não o conheço, não sei de onde vem, mas é como se fosse um familiar meu. E no que diz respeito aos colaboradores, ninguém entra para o CHMT e ninguém sai sem falar comigo. Uns para dar as boas-vindas e dizer para o que aqui estamos e outros para agradecer em nome da população por aquilo que foi a sua dedicação.

– Da área da Gestão de Empresas, quando é que a Saúde entra na sua vida?

Como profissional ligado à Saúde foi em 2008 quando fui para vogal da ARS, foi aí que comecei a ter um contato mais profundo. Tinha, na altura, o pelouro da área financeira na ARS Lisboa e Vale do Tejo, mas também tudo o que era a contratualização, na época, daquilo que foram as parcerias público-privadas em nome do Governo, nomeadamente os hospitais de Loures, Vila Franca de Xira e de Cascais, o que me fez entrar mais por dentro da gestão hospitalar. Depois houve mais coisas, nomeadamente em Torres Vedras em que elaborei um projeto de reabilitação e recuperação de um hospital que estava fechado, que é o Hospital do Barro, e que, em princípio, é para seguir com esse projeto com quem lá está agora.

– Faz sentido a filosofia da gestão a quem é de gestão e saúde a quem é da saúde?

É uma temática que eu gosto de abordar, até quando estou na área do ensino coloco a questão: Pode um gestor, sem conhecimentos técnicos de uma área, desempenhar um bom trabalho, quando carece de conhecimentos muito específicos? Eu considero que só consigo desenvolver um trabalho, eu ou qualquer gestor, se conhecer minimamente a linguagem técnica daquilo que se está a gerir. Há dois tipos de atividades que são particularmente globais, uma é a gestão hospitalar e a outra a gestão hoteleira. Ambas têm parecenças, uma é para o lazer e outra para cuidar da saúde, mas o lazer também cuida da saúde, ambas trabalham 24 por dia, no entanto, sendo negócios diferentes, é importante conhecer a linguagem técnica e, no que diz respeito à saúde, e porque estamos a tratar de sofrimento e de salvar vidas, temos de conhecer a linguagem do funcionamento, da organização, das complexidades que tem para poder gerir de uma forma humana, que é disso que se trata. Para gerir é preciso uma habilidade que é o relacionamento e criar empatia. Quem não consegue ser uma boa pessoa, que não seja agradável no trato, que não seja um bom comunicador ou que não saiba ouvir, pode ser um excelente técnico, mas se não tem essas capacidades, é difícil gerir algo. (…)

Ana Isabel Felício/Elsa Lourenço

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 1 de abril.

Taxa de aprovação do governo chinês continua a ser a melhor do mundo

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“O Governo da China vai economizar nos custos, para que a população tenha uma vida melhor” – afirmou o Primeiro-Ministro chinês, Li Keqiang, falando aos jornalistas no final das “Duas Sessões” (a reunião anual da Assembleia Nacional Popular e do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês).

O governante sublinhou que o emprego é de suma importância para a vida da população. E referiu que, em comparação com as grandes empresas, as pequenas empresas e comerciantes individuais sofreram mais com a pandemia, mas contam com mais postos de trabalho. Por isso, o governo vai dedicar mais atenção para proteger os seus interesses e garantir o seu desenvolvimento. Segundo as estatísticas, existem 150 milhões de participantes no mercado da China, dos quais 100 milhões são empresas de comércio e indústrias autónomas que contam com quase 300 milhões de pessoas empregadas.

O governo vai lançar este ano mais políticas favoráveis para as pequenas empresas, tais como devolver todos os seus impostos de crédito antes do fim de junho próximo, reduzir metade de seus impostos de ordenado, entre outras. Além disso, o governo vai ajudar os setores da alimentação e bebidas, hotelaria, venda a retalho, turismo, transportes e outros que têm sido mais gravemente afetados pela pandemia.

“Só depois de se ter emprego é que há rendimento e uma vida melhor, e se cria riqueza para a sociedade” – referiu o Primeiro-Ministro, anunciando também que o governo vai investir mais na educação e na saúde pública, para consolidar a erradicação da pobreza.

No entanto, mais políticas favoráveis para vida do povo significam mais despesas financeiras que poderão aumentar em dois mil milhões de renminbis este ano em comparação com o ano passado. Por isso, tanto o governo central, como os governos locais de todos os níveis da China, precisam de economizar nos orçamentos, devendo cortar todos os custos desnecessários.

“O objetivo do nosso desenvolvimento económico é sempre melhorar a vida do povo”, disse Li Keqiang. No ano passado, mesmo com muitos desafios e riscos, a economia chinesa manteve um crescimento notável e o nível de vida dos chineses não parou de melhorar. Este ano, o governo chinês diz que vai continuar essa missão.

Segundo o relatório divulgado no início deste ano pela Edelman, a maior empresa de consultoria de relações públicas do mundo, a taxa de apoio ao governo chinês chegou a 91% em 2021, continuando a ser a mais alta do mundo pela segunda vez nos últimos dez anos.

Autores tomarenses sábado na Biblioteca Municipal para celebrar Dia do Livro Infantil

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Vai decorrer no próximo sábado, 2 de abril, uma sessão comemorativa do Dia Internacional do Livro Infantil na Biblioteca Municipal de Tomar. As atividades são de acesso livre.

A iniciativa contará com uma oficina criativa de construção de um diário gráfico e de marcadores de livros, a decorrer pelas 10h30.

Às 11h30 será a vez de uma sessão de contos especial, que terá a presença de alguns autores tomarenses de obras para os mais novos, nomeadamente Carlos Trincão e Nuno Garcia Lopes.

O Dia Internacional do Livro Infantil assinala-se por ocasião do aniversário de Hans Christian Andersen, um doa autores clássicos desta área, tendo como objetivo incentivar a leitura entre as crianças e salientar a importância dos livros infantis no processo de educação.

Centro de Estudos em Fotografia de Tomar apresenta 2.º Ciclo de Exposições em Fotografia e Território

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Após um 1.º ciclo de exposições em Fotografia e Território, ciclo nascido dentro do período conturbado da pandemia Covid-19, não obstante confirmou-se que o Centro de Estudos em Fotografia de Tomar poderia ter um contributo valioso no mosaico da oferta cultural tomarense, não só porque desenvolve a sua atividade num edifício cuja reconstrução mereceu premiação de arquitetura notável – a Casa dos Cubos, mas também pela regularidade e qualidade que conseguiu imprimir à programação que ofereceu aos públicos que nos visitam durante esse primeiro ano. 

O Ciclo expositivo de 2022 abre, no dia 2 de abril, pelas 15h00, na Casa dos Cubos, em Tomar, com as propostas de dois artistas estrangeiros, ambos sediados em Portugal, relembrando que esta iniciativa do CEFT diz respeito à fotografia feita sobre, Portugal, independentemente da nacionalidade do artista. Ambos os autores trazem junto do público questões que aprofundam e intersetam questões da paisagem e do território nas suas desmultiplicações e implicações, económicas, sociais, artísticas, culturais e políticas. Ambos os projetos burilam sobre zonas contíguas, territoriais e conceptuais, ainda que em modos e formatos algo distintos: Stefano Martini, apresenta um trabalho, premiado na recente edição da Bienal de Vila Franca, Riviera, onde aborda a Margem Sul, na periferia de Lisboa. O italiano Sebastiano Raimondo estabelece um trajeto de circulação e ligação através do título que escolhe para a sua exposição: Uma ponte – Lisboa 2009/2012, que como o próprio nome indica explora Lisboa e a sua circunscrição. Ambos os projetos parecem apontar para uma cartografia instável do território urbano, a cidade enquanto expressão social e territorial do espaço público, que no entanto se desterritorializa, se instabiliza, se liquidifica, uma palavra profícua também pelo Tejo em fundo, que comparece nalgumas destas imagens.