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Padre Bruno Filipe: “Eu sou padre não para mim próprio mas para os outros”

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No passado dia 18 de julho, o tomarense Bruno Filipe foi ordenado sacerdote na Igreja de Santa Clara, em Santarém. No próximo domingo, 25 de julho, será realizada a missa nova do padre Bruno Filipe, no Mouchão, pelas 17h00. O “Cidade de Tomar” falou com o padre Bruno Filipe a fim de saber o seu percurso de vida e o que o levou ao sacerdócio.

Cidade Tomar – Nasceu em castelo Branco, mas veio para Tomar muito novo?

Padre Bruno Filipe – Sim, com quatro anos. A minha família era de Castelo Branco, mas o meu pai era militar e foi transferido para Tomar. Em Tomar frequentei a Escola Templários, a Infante D. Henrique, a Escola Gualdim Pais, a Escola Jácome Ratton e o Liceu, neste último onde completei o 12.º ano. A par da escola, por volta do 3.º ano, fui para a Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, estudar música, onde comecei com o instrumento trompete, instrumento que gostava muito, mas tocava mal. Por isso, mudei para a percussão e, quando já andava no 12.º ano, comecei a dar aulas de iniciação de música na Gualdim Pais. Mais tarde, decidi fazer a licenciatura em Música e fui para a Universidade de Aveiro, continuando a dar aulas na Gualdim Pais e também no Entroncamento. Mais tarde fui convidado pela Gualdim Pais a dar aulas no conservatório. Eu gostava imenso de dar aulas de música, ver as crianças a baterem tambores e fazer música era delicioso.

– No meio da escola, da música, dos amigos, pensava já em seguir o sacerdócio?

Não, na altura, eu tinha o sonho de casar e ter filhos. Só por volta dos 20 anos comecei a pensar na possibilidade de ser padre. Antes disso, e como gostava muito da música, afastei-me um pouco da vida da Igreja, deixei de ir à missa, de ir à catequese. No 6.º ano saí da catequese e, quando andava no 9.º também saí do Inglês. Mas, com a morte de um tio meu, comecei a pensar na razão da minha vida. No funeral do meu tio, o padre destacou as pessoas presentes questionando se o meu tio era um homem bom… E eu, depois de ouvir aquelas palavras, também me questionei, ‘será que sou um homem bom’? Foi uma espécie de despertar para esses pensamentos. Nessa altura, a minha mãe aproveitou para me lembrar que deveria terminar a catequese e, como eu nessa data, namorava com uma colega de curso, cuja mãe era catequista e insistiu para eu fazer o crisma. Por isso, voltei à catequese, voltei às missas e fiz o crisma. Recordo-me até que numa das primeiras sessões da catequese passei uma vergonha, pois foi pedido que rezássemos o Pai Nosso e eu já não me lembrava. Mas, a partir daí nunca mais faltei um domingo à missa, pois sentia-me bem lá. (…)

Ana Isabel Felício/Elsa Lourenço

Uma entrevista para ler na edição impressa de 23 de julho.

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