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“A Cáritas de Tomar tem recebido mais pedidos de ajuda desde de que entrámos na pandemia Covid -19”

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

Entrevista a Célia Bonet, presidente da instituição

Dado os tempos difíceis que se vivem, O “Cidade de Tomar” solicitou à presidente da Cáritas, Célia Bonet, o ponto de situação que esta instituição vive devido à pandemia.

Cidade Tomar (CT) – A Cáritas tem recebido mais pedidos de ajuda neste período de Pandemia Covid-19?

Célia Bonet (CB) – A Cáritas de Tomar tem recebido mais pedidos de ajuda desde de que entrámos na Pandemia Covid -19, especialmente nos últimos dias. Estamos muito preocupados com os tempos mais próximos. No nosso concelho existem muitos trabalhadores por conta própria que vão ganhando apenas para a sua sobrevivência e que nunca conseguiram ganhar o suficiente para fazer poupanças. Pequenos empresários com dois ou três funcionários e que se veem agora impedidos de trabalhar e sem possibilidade de cumprir as suas responsabilidades financeiras. Estas pessoas com ajuda de familiares suportaram um mês sem rendimentos mas, daqui para a frente, vão ficar em situação muito complicada. Até agora os nossos utentes eram essencialmente idosos com reformas muito baixas, pessoas com problemas cognitivos, pessoas com muito baixa escolaridade e famílias mono-parentais. Mas daqui para a frente vamos ter que socorrer outro tipo de pessoas que querendo trabalhar não têm qualquer possibilidade de o fazer.

CT – De que modo a instituição se reorganizou nos últimos tempos?

CB – A nossa instituição foi obrigada a reorganizar-se de modo a libertar os voluntários mais idosos ou com problemas de saúde que se enquadram no grupo de risco. São os mais jovens que agora asseguram todos os serviços. Existe na Cáritas de Tomar um grande sentido de responsabilidade e de solidariedade que sobrevive com o trabalho das pessoas que se entregam de alma e coração sem ter qualquer retribuição. Trabalham em troca do prazer de ver os outros felizes.

CT – Como é assegurada a distribuição de bens e o apoio as famílias sinalizadas?

CB – A distribuição de bens alimentares mantém-se exatamente nos mesmos moldes de antes. Fazem-se as recolhas de alimentos nos hipermercados e Banco Alimentar ao longo de vários dias da semana e depois faz-se a distribuição aos nossos utentes. Cada família tem data e hora marcada para receber os seus alimentos e fá-lo uma vez por mês. Como apoiamos mais de 450 pessoas é necessário fazer essa distribuição ao longo de todo o mês às terças e quartas feiras respetivamente.

  • Leia a entrevista completa na edição que já está nas bancas

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