Um grupo de moradores de habitações localizadas na Estrada de Castelo do Bode, em São Pedro, levou à reunião da Câmara Municipal de Tomar uma situação que considera de “gravidade extrema”: a falta de ligação à rede pública de água e o risco iminente de deixarem de ter acesso a água potável.
Paulo Jardim, que interveio em representação dos moradores, explicou que o caso envolve sete habitações e respetivas famílias, não se tratando, por isso, de “um problema individual ou particular”, mas de uma situação coletiva. “É um problema que já é maior de idade”, afirmou, sublinhando que o processo remonta a 2008.
Segundo o munícipe, nessa altura terá sido transmitida a garantia de que os então Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Tomar estavam a tomar medidas para resolver o abastecimento e que a situação ficaria operacional até 31 de dezembro de 2008. “Até ao dia de hoje nada foi feito pelos serviços municipalizados, hoje da responsabilidade da Tejo Ambiente, e o problema continua por resolver”, declarou.
Moradores da Estrada de Castelo do Bode alertam para risco de ficar sem água
Munícipe grávida denuncia falta de água da rede em habitação de Santa Cita
Liliana Sequeira vive junto a uma exploração agropecuária e diz que o furo privado está contaminado. Presidente da Câmara de Tomar admite situação difícil, mas afirma que a ligação à rede implica investimento dos proprietários
A falta de ligação à rede pública de água levou Liliana Sequeira, munícipe residente em Santa Cita, freguesia de Asseiceira, a intervir na reunião da Câmara Municipal de Tomar, durante o período destinado ao público, a 1 de junho.
“Estou de forma medieval a viver na minha própria casa”, afirmou Liliana Sequeira, grávida de quatro meses. As análises à água da sua habitação mostram que está contaminada. Segundo referiu, detetaram bactérias fecais e coliformes, impossibilitando a sua utilização para consumo. Ainda que, aponte, sejam indicados como “valores normais” para furo.
A munícipe afirmou ainda que a casa não tem ligação à rede pública de abastecimento e que, desde 2022, tenta resolver o problema junto da Tejo Ambiente. “Quando comprei a casa, em 2022, não tinha conhecimento de que não tinha água da rede, porque jamais iria imaginar que uma habitação próxima de uma exploração não tivesse água pública”, disse. “Era impensável em 2022 e é impensável em 2026”.
– Notícia completa na edição que já está nas bancas
Voluntariado Jovem abre 150 vagas para jovens do concelho de Tomar
Estão abertas, até ao próximo dia 22 de junho, as inscrições para o Programa Municipal de Voluntariado Jovem 2026, uma iniciativa dirigida a jovens entre os 15 e os 25 anos residentes no concelho de Tomar. O programa disponibiliza 150 vagas e pretende promover a participação cívica, a cidadania ativa e o envolvimento dos jovens na comunidade.
Integrado na atividade IntegraVivaMente, desenvolvida no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS 5G), o projeto proporciona aos participantes uma experiência de aprendizagem e contacto direto com diferentes áreas de intervenção comunitária.
Os jovens poderão desenvolver atividades em setores como cultura, educação, associativismo, desporto, intervenção social, comunicação, saúde, património e cidadania ativa.
Em alegria
Talvez os nossos leitores estranhem o título da Nota desta semana.
Mas a verdade é que Tomar, a nossa Terra, o nosso Concelho, a nossa Comunidade, respondeu com participação nos inúmeros eventos que se realizaram e realizam em fins-de-semana, o que permitem mostrar Tomar.
Basta folhear os jornais locais, muito particularmente o Cidade de Tomar, o que possibilita dar a conhecer o que acontece. Mesmo dando notícia de entendimentos de resposta dos Poderes Políticos locais a decisões consideradas controversas, como foi o caso do autocaravanismo, com decisão de comum agrado. Importa a implementação, mas um primeiro passo foi dado. Mais: quando o Poder Político Local lança medidas de pagamentos de serviços, como vai acontecer com a taxa turística. Neste particular, é fundamental sabermos o destino de valor arrecadado, quando o for.
Para mim, estas notas que semanalmente escrevo, têm o destino de alertar, de exercer cidadania, de abrir controvérsia, mesmo quando cometo erros ou divergências. Mas é salutar sentir que as notas são lidas, tudo no sentido de, com um espírito muito próprio, de assegurar continuidade do Cidade de Tomar na defesa de Tomar, que é uma constante, tal como acontece desde o primeiro número deste jornal.
Ainda comungo da alegria de ver reconhecido, pelo Governo, que Portugal é um todo, do litoral ao interior, do norte ao sul. Todo em que, após esforço de reconhecimento, não deixará de haver distribuição de jornais e outros produtos que, acredito, contribuirão para o combate à iliteracia. Valeu a pena a luta de muitos, particularmente, no que conheço, da Associação Portuguesa de Imprensa. Naturalmente, outras lutas há em defesa da imprensa. Imprensa no seu todo, como a entendo.
E, neste particular, interessa sobremaneira a da distribuição postal, via CTT. É que, hoje, terça-feira, no centro de Lisboa, freguesia da Estrela, onde pára o Cidade de Tomar da semana passada? Mas acredito que se vencerá este constrangimento que muitos prejudica. Especialmente os nossos assinantes, a quem agradeço o continuarem a ser.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira
Mulher fica em prisão preventiva por tráfico de droga em Marinhais
Uma mulher de 39 anos ficou em prisão preventiva depois de ter sido detida pela GNR por tráfico de estupefacientes, no concelho de Salvaterra de Magos. A GNR apreendeu 215 doses de haxixe, 110 doses de cocaína, três balanças de precisão, 25 sacos herméticos de pequenas dimensões e 700 euros em numerário.
A detenção ocorreu no dia 28 de maio, em Marinhais, no âmbito de uma investigação que decorria há cerca de um ano e no cumprimento de um mandado de busca domiciliária e de um mandado de busca não domiciliária. A operação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Coruche, do Comando Territorial de Santarém.
- Notícia desenvolvida na próxima edição semanal.
Dois mil “congressistas” provaram 33 sopas no novo Parque urbano de Tomar
Dois mil convivas participaram neste evento, respondendo positivo ao desafio de degustar as 33 variedades de sopa disponíveis, apresentadas por 25 restaurantes e associações. Da sopa medieval de urtiga à sopa de corno, as sopas variaram de ingredientes e designações mais ou menos apelativas.
Entre propostas mais tradicionais e receitas menos habituais, houve sopas para todos os gostos: da sopa medieval de urtiga à sopa de corno, passando por combinações com beterraba, coco, gengibre, favas ou morcela.
A acompanhar a refeição estiveram também quatro produtores locais, que deram a conhecer os seus vinhos e outros produtos da região. No mesmo espaço decorreu ainda a iniciativa “Compre Connosco”, dedicada à promoção do comércio, dos produtores e das atividades económicas locais.
Foto: José Ribeiro
- Notícia desenvolvida na próxima edição semanal.
Confraria Gastronómica dos Templários realizou o IV Capítulo com a presença da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas
Realizou-se, no sábado, 30 de junho, o IV Capítulo da Confraria Gastronómica dos Templários, que reuniu em Tomar 28 confrarias provenientes de vários pontos do País, num total de cerca de 80 confrades.
O Jardim do Mouchão foi o local de receção e confraternização dos participantes. Ali foi servido o pequeno-almoço, no exterior da estalagem. Os confrades seguiram depois em desfile até à Praça da República, “Corredoura acima”, ao som da gaita-de-foles e dos tambores, com o colorido dos seus trajes e guiões, até ao edifício dos Paços do Concelho.
Recebidos pelo confrade e presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, os participantes assistiram à sessão capitular, durante a qual foram entronizados novos confrades.
Perante um Salão Nobre completamente cheio, decorreu a lição de sapiência sobre o azeite na Região dos Templários, proferida pelo autor deste texto, António Freitas. Na sua intervenção foi recordado o Professor Manuel Guimarães, fundador do Congresso da Sopa, bem como o seu estudo e livro publicados sobre o azeite na região de Tomar. Foi igualmente evocada a figura de José Quitério, um dos maiores críticos gastronómicos portugueses, natural de Tomar, defensor acérrimo da gastronomia e da certificação das Fatias de Tomar e de outros pratos e doces tradicionais, numa cidade que continua sem um prato gastronómico ou doce oficialmente identificado como símbolo do concelho.
- Notícia desenvolvida na próxima edição semanal.
CCDR Centro promoveu encontro dedicado ao Património Cultural Imaterial
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), em parceria com o Património Cultural, I.P., promoveu a iniciativa “Património Cultural Imaterial – Encontro na Região Centro”, um evento dedicado à reflexão, valorização e salvaguarda das tradições e saberes que integram o património cultural imaterial da região. A iniciativa decorreu entre os dias 29 e 30 de maio e incluiu sessões técnicas e atividades abertas ao público.
A sessão de abertura contou com a presença do presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, que destacou a importância da cultura enquanto fator de desenvolvimento e valorização dos territórios.
“A Cultura tem que ser um fator positivo de desenvolvimento, um fator instrumental no desenvolvimento e na promoção turística de um território”, afirmou o responsável, sublinhando também o papel da CCDR Centro na preservação e valorização da herança cultural recebida das gerações anteriores.
- Notícia desenvolvida na próxima edição semanal.
Santa Cita apurado para a fase de subida à 2.ª Divisão
A equipa sénior do Santa Cita ganhou no recinto da vizinha Juv. Ouriense, por 3-5, no final da tarde deste domingo, garantindo assim o apuramento para a fase de promoção à 2.ª Divisão de hóquei em patins.
Dois golos marcados na reta final do encontro, por Duarte Ferreira (já tinha apontado dois) e Pedro Mendes, a juntar ao do capitão Guilherme Gomes (de grande penalidade), desequilibraram o marcador a favor da equipa treinada por José Barros Simões.
Diogo Rodrigues marcou os três golos dos ourienses.
Com esta vitória – a 21.ª em todo o campeonato, mais cinco derrotas -, o Santa Cita terminou a Zona Sul A da 3.ª Divisão com 63 pontos, mais dois que o Turquel ‘B’ (não entrava nas contas do apuramento, pois a equipa principal turquelense desceu do primeiro para o segundo escalão nacional) e mais quatro que o Sp. Torres (ainda tinha hipóteses matemáticas de apuramento, mas desperdiçou-as ao perder, nesta última jornada, por 3-2 no recinto do líder Atl. Tojal).
A fase de promoção à 2.ª Divisão vai ser disputada (jogos em casa e fora) pelas quatro equipas que terminaram em segundo lugar nas diferentes zonas: Lavra (Norte A), Vila Boa do Bispo (Norte B), Santa Cita (Sul A) e Juv. Salesiana (Sul B).
O primeiro jogo do Santa Cita será no recinto do Lavra, no próximo dia 7 de junho. A equipa tomarense terá depois dois jogos seguidos em casa, diante de Vila Boa do Bispo e Juv. Salesiana, nos dias 10 e 14, respetivamente.
Antiga Escola Primária da Charneca da Peralva recebeu demonstrações da arte milenar do barro
O Dia Internacional do Ceramista é celebrado em 28 de maio, e a Charneca da Peralva (freguesia de Paialvo, concelho de Tomar) assinalou a data. Na antiga Escola Primária da Charneca da Peralva, houve encontros de ceramistas regionais, workshops e demonstrações da arte milenar do barro.
A localidade destaca-se por abrigar a olaria tradicional de Celestino Marques, o último oleiro artesanal do concelho de Tomar. Aqui, em terra de olaria e barro, também José Miguel, da Asseiceira, com loja de venda junto à EN 110, continua a herança da profissão dos seus antepassados. O Grupo Convergências decidiu prestar esta homenagem a todos os artistas que transformam o barro em peças cheias de história, criatividade e tradição.
No dia 30 de maio, o Grupo Convergências organizou um dia de atividades ligadas à cerâmica e ao barro, aberto a todas as pessoas, crianças, adultos e famílias. E visitantes não faltaram.
António Diogo Rosa e Zélia Alves, do Grupo Convergências, referem os objetivos desta realização, que contou com uma forte participação de ceramistas do concelho, mas também de fora, e destacam a necessidade de envolver os mais jovens na preservação desta arte, à qual aderem com facilidade.
– Reportagem de António Feitas na próxima edição semanal









