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“Queremos uma câmara mais moderna, mais rápida e mais ágil”

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Mais de um mês após ter tomado posse como presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão (AD – PSD/CDS-PP) concedeu ao Cidade de Tomar a sua primeira grande entrevista enquanto autarca eleito. Num registo direto, transparente e sem rodeios, o presidente fala do momento em que soube da vitória eleitoral, da leitura que faz dos resultados, das primeiras decisões do mandato e da forma como encontrou a autarquia. Com 2026 no horizonte, assume que será um ano de planeamento, deixando uma ideia central clara do objetivo de dar aos tomarenses uma câmara mais moderna, mais rápida e mais ágil.
Jornal Cidade de Tomar – Quando soube que tinha vencido as eleições, qual foi a primeira coisa que fez?
Tiago Carrão – Aguardei pelo resultado das eleições em família, em casa. Só fui para a sede de campanha já depois de sabermos o resultado. E, por isso, os primeiros instantes, obviamente, foram, de celebração com a família. Celebração porque, enquanto candidato e todo este trabalho e processo que levou à vitória nas eleições, é um processo de sacrifício pessoal e familiar. Plenamente consciente, claro, mas que ainda assim, cada hora, cada minuto passado – agora nas funções de presidente, mas, na altura, enquanto candidato e vereador – é um minuto afastado da família e, portanto, há um sabor agridoce. Por um lado, a felicidade, o trabalho, o esforço e as noites mal dormidas terem compensado e termos conseguido passar a nossa mensagem, mas, por outro lado, nos próximos quatro anos o meu compromisso com Tomar irá exigir ainda mais de mim e desse esforço pessoal e familiar. Mas tenho esse apoio em casa porque todos acreditamos que o que podemos trazer é pelo bem de Tomar. E daqui a quatro anos acreditamos, seguramente, que Tomar estará melhor.
Disse que esta não foi uma vitória individual. Que leitura faz dos resultados eleitorais?
Houve um claro sentimento de mudança, uma grande vontade de mudança. Os eleitores tomarenses acreditaram no nosso projeto. Não houve, neste caso, da parte da lista do Partido Socialista uma queda do número de votos, mas nós conseguimos um resultado muito expressivo. Sentimos isso no início do verão, na rua. As pessoas abordavam-nos, incentivavam-nos, diziam-nos que acreditavam no projeto. Depois conseguimos ter connosco as pessoas certas nos lugares certos, quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal, quer nas freguesias. Isso fez toda a diferença.
O que considera que mais contribuiu para a vitória?
Foi um conjunto de fatores. Contribuiu o facto de apresentarmos uma equipa com gente muita válida, de vários percursos. Conseguimos ir buscar pessoas fora da política tradicional, um projeto estruturado e pensado a longo prazo, não apenas um conjunto de medidas soltas. Conseguimos apresentar excelentes candidatos nas freguesias. E depois o projeto que conseguimos comunicar para Tomar. Acho que a forma como comunicamos também contribuiu muito para o resultado que tivemos. Por exemplo, os vídeos diários dos 609 dias, 60 propostas. Não vimos para fazer quatro anos, um pequeno trabalho. Nós temos uma visão transformadora para Tomar, pensada para 12 anos, com um horizonte até 2050. Apostámos muito no contacto direto com as pessoas e também na comunicação digital. O nosso compromisso eleitoral tem mais de 300 propostas para Tomar. Houve muita entrega. Comunicamos muito no digital, mas também no terreno. Foi muito trabalho, dias longos, começados cedo e acabados tarde. Trabalhamos bem, modéstia à parte, mas também trabalhamos muito.
Uma das primeiras decisões foi o acordo com o Chega para garantir a estabilidade governativa. Quando começou a ser equacionado?
Se olharmos para os resultados eleitorais, o que ganhou em Tomar foi, claramente, um voto pela mudança. Logo após os resultados. E, por isso, não faria qualquer sentido, quem ganhou, neste caso a AD, fazer uma coligação com quem estava. Eu próprio não me sentiria à vontade com isso. Se andei os últimos 12 anos, e os últimos quatro, enquanto vereador na oposição, de forma crítica a acompanhar aquilo que era a governação. E, portanto, num elenco de executivo em que temos sete vereadores – três da AD, três do PS e um do Chega – a escolha era natural e era de garantir estabilidade. Encontrámos no Chega, e, em particular, no vereador Samuel Fontes uma pessoa com muita vontade de trabalhar.
– Leia a entrevista completa na edição que já está nas bancas

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