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Olalhas quer surpreender com flores diferentes

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

Na ronda pelas freguesias, no âmbito da rubrica “As Mãos que fazem a Festa” – Tabuleiros 2023, o “Cidade de Tomar” termina esta semana, esta rubrica, destacando o trabalho da Freguesia de Olalhas, freguesia que vai estar representada no Grande Cortejo com 30 tabuleiros.

Pela primeira vez a participar na Festa dos Tabuleiros enquanto presidente da Junta das Olalhas, Rui Lopes avançou ao nosso jornal que, a exemplo do que tem acontecido noutras freguesias, cada par faz, em casa, as suas flores, depois, na junta, são montados os tabuleiros com o apoio dos elementos masculinos, de forma a aprenderam também a montar os mesmos.

Nesta freguesia, este ano optou-se por pares mais novos, o que, segundo Rui Lopes, “torna mais difícil a preparação física para os tabuleiros, mas temos de garantir o futuro e a participação na festa”. Por isso, em relação aos limites de idades e às regras comunicadas pela junta, tudo foi cumprido.

Esta freguesia vai levar 30 tabuleiros com várias flores, com papoilas, o tradicional, e algumas surpresas, pois há pares a fazer outro tipo de flores. Apesar de algumas dificuldades que possam ter surgido na confeção de flores, essa tarefa foi superada, pois, na família, ou pelos vizinhos, há sempre alguém que sabe fazer e ajuda quem tenha dificuldades. A junta tem fornecido todo o material e, segundo o autarca, “está tudo a correr bem e dentro do prazo”.

Quanto às dificuldades, Rui Lopes diz que a festa envolve uma verba de alguma dimensão, “entre 8 a 9 mil euros, talvez ultrapasse. Temos dado todo o material que os pares necessitam, além do papel dado pela Comissão, suportámos o papel crepão para algumas flores, sapatos e outras coisas, mas, no final, a festa em si merece, é um investimento que é feito”, diz.

A nível pessoal, enquanto acompanhante, Rui Lopes já participou no Cortejo, quando tinha 17, 18 anos, com a esposa, na data, namorada. Essa experiência “correu bem para o meu lado, porque o meu par levou o tabuleiro sem dificuldade”. Como autarca e elemento da assembleia, Rui Lopes já participa na Festa há alguns anos, mas ir lá dentro “é uma sensação diferente”, assume. (…)

Notícia completa na edição impressa de 16 de junho.

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