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Programa LVT +Cultura ultrapassa 1 milhão de euros de apoio a associações culturais

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O Programa LVT +Cultura consolidou em apenas dois anos uma política pública de cultura de proximidade na região de Lisboa e Vale do Tejo. A CCDR LVT, que promove a iniciativa desde 2024, ultrapassou já 1 milhão de euros de apoio, beneficiando 222 associações culturais distribuídas por toda a região.

O crescimento do programa reflete-se consistentemente a cada edição. Na primeira edição, em 2024, a dotação atingiu 300 mil euros apoiando 62 entidades. Em 2025, o investimento aumentou para 375 mil euros e chegou a 78 associações. A edição de 2026 consolidou este trajeto, com uma dotação de 400 mil euros destinada a 82 entidades culturais. Comparando com o lançamento inicial, representa um aumento de 100 mil euros e mais 20 apoios distribuídos.

Teresa Almeida, Presidente da CCDR LVT, sublinha que a evolução transcende os números. “Esta política pública ganhou confiança, aprendeu com as entidades e foi capaz de reconhecer projetos cada vez mais consistentes”, destaca, refletindo sobre o significado profundo destas cifras.

A edição de 2026 recebeu 190 candidaturas, um aumento de 15 relativamente ao ano anterior, num montante total solicitado de 710 mil euros — crescimento de 14,9%. Das propostas apresentadas, 151 foram admitidas ao processo de avaliação, representando um aumento de 15,3% face ao exercício anterior.

A distribuição geográfica dos apoios abrange as cinco subregiões de Lisboa e Vale do Tejo. Grande Lisboa concentra 29 entidades apoiadas, seguida do Oeste com 21, Médio Tejo com 13, Península de Setúbal com 12 e Lezíria do Tejo com 7. No global, os apoios chegam a 25 dos 52 municípios da região. O Oeste registou crescimento de 16 para 21 projetos, enquanto o Médio Tejo passou de 11 para 13, confirmando a capacidade do programa em atingir territórios diversificados.

O Programa LVT +Cultura dirige-se especificamente a associações, bandas filarmónicas, grupos de teatro, escolas de música e organizações dedicadas ao património que nem sempre encontram espaço nos grandes instrumentos de financiamento. Estas entidades desempenham papel crucial na criação de públicos, transmissão de memórias e reforço do sentimento de pertença comunitário.

Para a CCDR LVT, o investimento nestes projetos constitui investimento em coesão territorial, participação cívica, criatividade, educação e qualidade de vida. “Apoiar estes projetos não é financiar atividades periféricas ao desenvolvimento regional. É investir na coesão, na participação cívica, na criatividade, na educação e na qualidade de vida”, reafirma Teresa Almeida.

Os resultados da edição de 2026 foram divulgados durante cerimónia de assinatura dos contratos de apoio realizada no Museu Nacional de Etnologia. O evento contou com intervenção do Diretor do Museu, Gonçalo Amaro, apresentação dos resultados pela Vice-Presidente da CCDR LVT para a Cultura, Susana Graça, testemunhos de promotores apoiados — OPERAWAVE e Manicómio Baseado em Histórias Verdadeiras — e assinatura dos contratos. Teresa Almeida encerrou a sessão reafirmando o compromisso institucional de continuar a ouvir o setor, melhorar o programa e estender a cobertura a mais territórios.

“Hoje assinámos contratos. Mas o compromisso que aqui assumimos é maior: fazer da cultura um direito vivido, próximo e presente em toda a Região de Lisboa e Vale do Tejo”, concluiu a Presidente da CCDR LVT.

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