Quando se pensava que caminhávamos para uma sociedade mais limpa em termos de higiene urbana, assiste-se que, depois de instalados há alguns anos os ecopontos por todo o concelho, e em número mais que suficiente, junto dos mesmos, todos os dias são largados televisores velhos e outros equipamentos, frigoríficos, colchões velhos, máquinas de lavar, malas e baús, garrafões de vidro às carradas, pneus velhos, placas de gesso, placas de luzalite, ervas e detritos das árvores nos meios rurais, animais de estimação mortos e, o que seria impensável, material explosivo (pólvora velha ou dinamite), deixado num ecoponto junto da Igreja dos Casais, que explodiu ao ser comprimido pelo carro da recolha, com consequências graves para o operador, a nível de queimaduras, felizmente a recuperar, e incêndio da viatura, valendo a intervenção da Junta imediatamente. Jamais se imaginaria esta tragédia!
Enfim, não há recolha que valha e, se esta recolha é bem feita pela Câmara de Tomar e basta telefonar para os serviços irem buscar os monos, muitos e anonimamente carregam e largam, nunca sendo apanhados pela GNR ou PSP, que, verdade se diga, se veem menos a patrulhar, de carro, o concelho.
Teremos de ser nós, residentes, “polícias” destes ecopontos e, tirando fotos, anotando matrículas, ligar para as autoridades, pois o meio ambiente agradece e só com pesadas multas se “endireita” os prevaricadores.
Após a tempestade, apesar de, por exemplo, cada Junta de Freguesia ter local próprio para depositar telhas e outros detritos, alguém despejou uma camioneta de telhas partidas junto do cemitério de Alviobeira e, agora, junto do Centro de Saúde, centenas de metros de rede verde, que se usa nas vedações.
Luís Freire, presidente da Junta, todos os dias passa junto dos ecopontos e alerta os serviços da Câmara para retirar o que largam junto dos mesmos. Mas, com os espaços limpos, logo vem mais lixo e entulho, e quem passa vê o espetáculo degradante destas lixeiras.
Até quando?
Mas o mesmo se passa pelas outras freguesias e concelhos, ou seja, centenas de prevaricadores e nenhum é “caçado”.
António Freitas