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É salutar ver que as notas que, semanalmente, escrevo para e edição de Cidade de Tomar são, no mínimo, lidas e, algumas, comentadas.

Saliento que o meu propósito é discutir Tomar e obter o contraditório sobre os assuntos dos mesmos apontamentos. Naturalmente que nem todos concordam com as minhas ideias. Ainda bem, porque, assim, outros apresentam o que entendem de Tomar; como se deve desenvolver; que medidas importa tomar; o que está bem ou mal, etc.

E, como tal, a Nota da semana, ao versar a polémica instalada sobre o parque de autocaravanismo, mais não era que um alerta aos poderes de governação do nosso Concelho… que outros poderão avançar com um parque em substituição do que existia. Recordo, para aqueles que o não sabem, que, não obstante o esforço do Dr. Gouveia Pereira, nos idos de 1960, o parque de campismo existente no Castelo do Bode, concelho de Abrantes, só não ficou no nosso concelho por razões que a razão desconhece.

Congratulo-me, hoje, com a reunião que, realizada em Vila de Rei, se debruçou sobre o turismo sustentável e náutica do interior. Iniciativa deveras importante para um conjunto de municípios e de empresários com intervenção no sector. Mais: com foco em trabalho do Instituto Politécnico de Tomar, o que permite concluir da sua valência em termos de sabedoria e da importância do mesmo nesta região do Pinhal Interior.

Mas pergunto: quando saberemos do estado de arte do Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode? Não será hora de nos elucidarem? De uma vez por todas, dar rumo à Ilha do Lombo e a outros projectos parados à espera do que outros decidem? De haver respeito por aqueles que, nesta área, do todo de Portugal suportam as agruras das decisões de outros? De usufruirmos de actividades náuticas saudáveis, quando os intervenientes se mostram responsáveis neste sector tão importante, potenciando o interior?

E deixo ainda outras questões: que destino para a Zona Industrial em Santa Cita? Qual o ponto de situação da reversão de lotes em que não houve instalação de promotores?

Por hoje são estes os pontos para reflexão, sendo que Cidade de Tomar se manterá firme, como ao logo dos anos tem sucedido, na defesa do que é nosso; porque Tomar merece.

O diretor,

António Cândido Lopes Madureira

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