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Vila Nova da Barquinha: “Igreja Matriz de Atalaia é um magnífico monumento digno de visita”

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, também investigador da história local, promoveu, no passado sábado, dia 18 de novembro, uma visita guiada à Igreja Matriz da Atalaia, edifício do século XVI, considerado Monumento Nacional desde 1926.

A Igreja Matriz da Atalaia foi mandada edificar em 1528 por Dom Pedro de Meneses, Conde de Cantanhede, sendo a sua traça da autoria de João de Castilho, mestre asturiano, com apoio de João de Ruão, vindo da Normandia. Tanto João de Castilho como João de Ruão foram coautores de obras que são hoje Património Mundial da Humanidade, nomeadamente, o Mosteiro do Jerónimos, o Convento de Cristo e o Mosteiro da Serra do Pilar.

Segundo Fernando Freire, estes artistas terão vindo para Portugal para prestar serviço em vários monumentos, tendo em conta o poder senhorial existente e, no caso da Atalaia, ali viveu uma das famílias mais ricas do país. Na data, Atalaia era concelho, nome que virá, certamente, do facto de, na altura, todos os territórios terem “atalaias”, normalmente instaladas nos lugares mais altos. E, nesses lugares, existiam torres feitas pelos templários que permitiam o contato visual de um castelo para o outro, exemplo da Torre da Atalaia via-se a torre do Castelo de Ourém, deste via-se a torre do castelo de Tomar e por aí adiante.

Politicamente, na data, a Atalaia era, segundo Fernando Freire, “muito Miguelista, a Barquinha era mais virada a D. Pedro”. Antes os cemitérios eram junto às igrejas, mas com a Revolução Liberal começaram-se a afastar os cemitérios a um mínimo de 120 metros das igrejas, o que é visível hoje nesta igreja com o cemitério mais longe, nas traseiras. (…)

Notícia completa na edição impressa de 24 de novembro.

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