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Anabela Freitas sobre decisão da Santa Casa em avançar com Complexo de Saúde na Barquinha: “Quem fica a perder é Tomar, sem dúvida”

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

A Santa Casa da Misericórdia de Tomar aprovou, na terça feira, em assembleia extraordinária, a localização do novo Complexo de Saúde, em Atalaia, Vila Nova da Barquinha, num terreno cedido pela Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha para o efeito. Na votação dos Irmãos, houve um voto contra e uma abstenção.

O terreno situa-se nas traseiras da Igreja Matriz de Atalaia, a 1,5 km do nó da A13 e da A23 e a três quilómetros de Tomar. O investimento deste Complexo de Saúde ronda os sete milhões de euros e prevê-se que esteja concluído daqui a dois anos.

Refira-se que a ideia da Santa Casa seria construir este Complexo em Tomar, num terreno que lhe seria doado na zona das Avessadas, no entanto, este processo não teve o desenvolvimento desejado, pelo que a Santa Casa avança para o concelho vizinho da Barquinha.

Em declarações ao “Cidade de Tomar”, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, António Alexandre, referiu que a instituição não podia esperar mais tempo por uma solução em Tomar. “O problema arrasta-se quase há três anos e o concurso do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) abre dentre de 30 dias e depois temos mais 40 dias para apresentar o projeto”, disse.

“O Cidade de Tomar” falou com a presidente da câmara, Anabela Freitas, a qual referiu que “já tinha dito ao sr. Provedor e a quem representa a câmara nesta negociação, que tudo se resolve com diálogo, mas, quando uma das partes diz que é só aquele terreno e aquele terreno não pode ser e não dá abertura para que se discutam outras localizações, é complicado. Lamento imenso”. Disse ainda a autarca que “a não ser, talvez, a Santa Casa de Lisboa, que tem muito dinheiro, cada Santa Casa da Misericórdia faz investimento no seu território”.

Anabela Freitas disse ainda que “o meu colega da Barquinha ligou-me e eu percebo a sua posição, se viesse para cá um investimento também não fechávamos as portas”. A edil frisou que a situação “é lamentável” e defendeu que “deveria haver humildade de parte a parte, sentarem-se à mesa e arranjar outra possibilidade. Quem fica a perder é Tomar, sem dúvida”.

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