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Tomar

Jovem luso-descendente tomarense lança livro sobre o aquecimento global

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Filipe Pereira nasceu em França, filho de pais portugueses, naturais de Alviobeira, e veio viver e estudar para Tomar com 15 anos.

– Qual foi o seu percurso escolar em Portugal e onde vive e o que faz agora profissionalmente?  

– Fiz o secundário em Tomar, na Santa Maria do Olival. Conservo admiráveis recordações do liceu e dos quatros anos em que vivi no concelho da cidade templária. Depois fui para Lisboa estudar Física, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Por fim estudei um pouco de Filosofia (dois anos de licenciatura), matéria que já apreciava no secundário. Atualmente vivo em Viseu, onde dou explicações presenciais e online. Principalmente de Matemática (desde o segundo ciclo ao secundário, e ocasionalmente para o Politécnico), mas também de Físico-Química e mais raramente de Filosofia e Francês.  

O seu interesse pela Física, levou-o a lançar o seu primeiro livro, que está na ordem do dia, editado pelas Edições Vieira da Silva. “Conversas sobre o aquecimento global”. Descreva-nos o livro.

– Por acaso penso que foi mais o meu interesse pela Filosofia que me levou a escrever o livro. Passo a explicar: se se trata de uma questão científica, então a verdade é necessariamente independente das opiniões e convicções de cada um. De facto, muito se fala hoje em dia do aquecimento global, mas quase sempre unicamente nas consequências. Frequentemente os meus alunos do secundário (de Físico-Química) perguntam-me o que eu acho do aquecimento global. Esclareço como funciona o efeito de estufa, mas, há uns anos, era incapaz de concluir se o mesmo efeito era ou não suficiente para proporcionar alterações significativas no clima. Considero o livro como um ensaio livre e bastante informal, mas não deixa de ser uma novela. Escrevi-o a pensar nos alunos do secundário e em qualquer pessoa que procura uma introdução sintética, mas profunda e divertida.  Para provar que a humanidade ainda é capaz de operar grandes viagens sem recorrer às energias fósseis, dois amigos – um cientista e um filósofo – embarcam num veleiro com o objetivo de chegar aos Açores com a tecnologia náutica dos Descobrimentos. Durante a viagem conversam sobre o aquecimento global. Depois de expor as opiniões iniciais de cada um dos intervenientes, uma brevíssima história climática da Terra acompanhará a viagem, de modo a explicar como as atividades humanas e as causas naturais podem modificar o clima do nosso planeta. Várias peripécias e alguns imprevistos aguardam os nossos aventureiros. (…)

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 9 de setembro.

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