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Anabela Freitas lamenta ameaças de suspensão do serviço de recolha de resíduos pela RSTJ

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

O vereador Luís Ramos (PSD) abordou, na reunião de câmara, na segunda feira, o facto do conselho de administração da Resitejo (RSTJ) ter anunciado que irá dar um prazo até ao fim do mês aos municípios do norte do distrito de Santarém para cumprirem os seus pagamentos. Caso não o façam, é suspenso o serviço de recolha de resíduos (dos ecopontos). Esta informação foi avançada por Paulo Queimado, autarca da Chamusca e presidente da Resitejo (RSTJ), em reunião de executivo. “Estamos com graves dificuldades de tesouraria”, revelou Paulo Queimado, tendo feito notar uma “situação muito complicada” porque os municípios associados da Tejo Ambiente (Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha) não estão a fazer o pagamento atempadamente à Resitejo.

Sobre este assunto, Anabela Freitas lamentou o facto de o assunto ter sido abordado junto da comunicação social sem falarem com a câmara primeiro. A autarca disse que a dívida da Câmara de Tomar à RSTJ são nove mil euros e diz respeito à deposição de monos e resíduos verdes.

Anabela Freitas disse ainda que a RSTJ “não pode estar meses sem faturar e depois faturar tudo junto”, referindo ainda que “não é com ameaças” que se resolve a situação. Para a autarca, a recolha de resíduos é um serviço que constitui um bem essencial, pelo que Anabela Freitas considera incorreto “virem com este tipo de ameaças”. A autarca deixou ainda um conselho à RSTJ para que, “ao invés de faturarem por estimativas, o façam pela pesagem”.

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