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Rui Costa e as memórias dos 52 anos de ligação ao associativismo em Tomar

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Nasceu em Tomar em 1976. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social do IP Lisboa. É jornalista desde 2005, sempre na imprensa regional. Mãe de uma menina, a escrita e as viagens são as suas outras grandes paixões.

Rui Manuel Dias da Costa, 70 anos, é um conhecido empresário em Tomar esteve ligado ao associativismo durante 52 anos. Entre outras atividades, ajudou a fundar a Comissão de Carnaval de Tomar, a Rádio Hertz, o Jornal “O Remate”, o Núcleo de Árbitros do Ribatejo Norte e a Escola de Futebol de Tomar. Passou os anos entre 2010 e 2019 ao serviço do CAST – Lar de S. José.  Atualmente dedica-se à família e prepara-se para lançar o seu livro “Memórias para a minha filha Beatriz Costa”, uma obra biográfica, mas que também relata como se construiu parte da história recente de Tomar.

Que livro é este que dedica à sua filha Beatriz?

Rui Costa – Este livro surgiu porque nas minhas atividades, desde 1967, que escrevo muito. Faço as atas dos movimentos que tenho no dia-a-dia pelo que resolvi passar estas notas para memórias e para deixar à minha filha Beatriz, para ela ter uma noção do trabalho que fiz ao longo dos 52 anos em que estive ligado ao associativismo. Inicialmente tinha a ideia de fazer um livro de Memórias ligado para as associações onde estive, como o União de Tomar, Rádio Hertz, Escola de Futebol e Núcleo de Árbitros. No entanto, e atendendo que este livro era para a minha filha, também resolvi escrever um pouco sobre a minha infância, as razões porque é que eu vim parar a Tomar. Eu era de Felgueiras, fui para as Caldas da Rainha e, felizmente em boa hora, em 1967, vim para Tomar…

…Por causa do União de Tomar. Tenho que fazer um parenteses para dizer que tenho acompanhado este livro e que há histórias que já sei. Conte-nos a histórias de como é que veio para Tomar…

Rui Costa – Este livro tem muitas histórias, mas como não o vou vender posso aqui contar. Vou fazer alguns exemplares para oferecer aos amigos e para a minha filha. Mas este livro, no fundo, é História. Quem esteve, como eu, ligado ao União de Tomar durante 25 anos, fundou várias instituições em Tomar, esteve ligado ao único jornal desportivo que foi implementado no distrito de Santarém… por isso é lógico que exista aqui História. Eu vivia no Norte, em Felgueiras, numa aldeia pobre. Entretanto, um tio meu que estava nas Caldas da Rainha e tinha uma sapataria e já lá estava um dos meus irmãos mais velhos. Com 10 anos vou para as Caldas ajudar o meu tio com 13 anos já tomava conta de uma sapataria. Entretanto, sempre gostei muito de futebol e tentava ir ver jogos do Caldas, no Campo da Mata, e comecei a ir para lá como apanha bolas. Certa vez, fui ver um jogo que não tinha nada a ver com o Caldas, mas era o União de Tomar com o Casa Pia. Cheguei ao campo e fiquei atordoado com tanta gente que estava ali no Campo da Mata nas Caldas da Rainha, bandeiras, cachecóis, galhardetes. Então, no decorrer do jogo eu percebi-me que a massa associativa, de quem ganhou o jogo, era de Tomar e foi quando disse: “é nesta terra que eu tenho que estar, eu tenho que ir para Tomar”. O meu irmão mais velho até disse que Lisboa é que era bom para vender sapatos, mas eu insisti que queria era vir para Tomar. Aquelas pessoas deslumbraram-me.

– Leia a entrevista completa na edição que vai esta quinta-feira para as bancas

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