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Brother Jamez: cantautor tomarense acaba de lançar segundo álbum

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

Tiago Silva ou melhor Brother Jamez (nome artístico) nasceu em Tomar, mas vive atualmente em Lisboa. É cantautor e acaba de lançar o segundo álbum, “Lion (He)Art”, que feito entre concertos que teve e viagens dos últimos anos.

Cidade Tomar – Há quanto tempo vive em Lisboa. Porque decidiu deixar Tomar?

Vivo em Lisboa desde 2009. Decidi deixar Tomar por amor, não por amor a outra terra mas por amor a alguém com quem namorava à distância… foi um grande amor e a distância é difícil nesses momentos e como ela vivia em Lisboa, resolvi mudar-me. Estivemos muitos anos juntos, hoje em dia tenho-a como uma das minhas melhores amigas. A banda em que tocava na altura em Tomar também já tinha terminado então decidi ir para Lisboa também para ter mais oportunidades de evoluir como músico cantautor e assim foi.

– Como surge a sua vocação profissional?

Surge numa primeira fase por uma grande satisfação em ouvir música, tinha k7s e vinis antigos da minha família (ainda hoje os tenho comigo) e uma avó que gostava de cantarolar o fado lá por casa. Depois por volta dos 12 anos surge uma paixão enorme por uma viola muito velhinha de um tio meu que costumava tocar na igreja que era devoto com ela… não é que ele fosse virtuoso a tocá-la que não era de todo o caso, mas ela estava muita vez ali parada e abandonada perto de mim (ele era meu vizinho numa aldeia onde vivia) e comecei a tocar com ela (ou a tentar) sem ele saber… até que descobriu e começou a reparar que eu não a largava e acabou por me oferecer mais tarde. Uns anos depois, tive umas aulas com o Duarte Santos que tocava na banda Trevo aí de Tomar… chamo-o carinhosamente como o “grande mestre” porque, para além do seu virtuosismo como guitarrista, é também um excelente professor e ensinou a maioria dos guitarristas de Tomar a tocar… pelo menos os da minha geração e tenho o máximo de respeito por ele. Depois comecei a tocar em bandas e mais bandas até que fiz umas viagens e tive a luz de escrever/compor as minhas músicas num formato mais acústico e partilhá-las… e tudo foi fluindo naturalmente até aos dias de hoje.

Leia a entrevista completa na edição impressa ou digital.

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