A Câmara de Tomar aprovou na reunião de executivo camarário desta segunda-feira, 13 de abril, reduzir ou isentar as tarifas de água nos meses de abril, maio e junho aos munícipes do concelho.
O vice-presidente da Câmara, Hugo Cristóvão, explicou que vai ser disponibilizado, em breve, um formulário digital onde pode vir a ser requerida essa redução/isenção.
A Câmara deliberou assumir o pagamento à Tejo Ambiente, nos meses de abril, maio e junho nos seguintes moldes:
Para as empresas:
– Pagamento de 100% das tarifas fixas de água, saneamento e resíduos sólidos para as empresas com sede no concelho que tenham, por força da pandemia, suspendido a atividade e desde que não se verifique um aumento de consumo em relação ao mês anterior;
– Pagamento de 50% das tarifas fixas de água, saneamento e resíduos sólidos urbanos, para as restantes empresas do concelho e e desde que não se verifique um aumento de consumo em relação ao mês anterior;
Para as famílias:
– Pagamento de 50% da tarifa fixa da água e saneamento e resíduos sólidos urbanos, para as famílias que tenham, por força do encerramento das escolas, a acompanhar os filhos
– Pagamento de 100% para as famílias que tenham perdido rendimentos na sequência do despedimento de algum elemento do agregado familiar
– Pagamento de 50% para as famílias que tenham um elemento do agregado familiar em lay-off ( medida valida por tres meses)
– Pagamento de 100% para as familias que tenham dois ou mais elementos do agregado familiar em layoff.
Para todas estas medidas é preciso fazer prova, sendo disponibilizado um modelo digital que é necessário preencher e fazer acomponhar de comprovativo
Câmara de Tomar aprova redução/isenção da factura de água nos meses de abril, maio e junho
Covid-19: Câmara de Tomar garante cedência de computadores e internet a alunos que não tenham equipamentos
A garantia foi dada pelo vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, em conferência de imprensa digital com os jornalistas na tarde desta segunda-feira, 13 de abril.
Hugo Cristóvão indicou que a autarquia vai auxiliar os alunos do concelho através da cedência de computadores e tablets, especialmente, as crianças e jovens que não dispõem destes equipamentos, que são imprescindíveis nesta fase de ensino à distância.
O vice-presidente recordou o projecto “Miúdos digitais”, no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, já tinha colocado portáteis nos dois agrupamentos escolares nabantinos, sendo que se assiste neste momento a um reforço com a compra de tablets.
Neste sentido, vão ser distribuídos cerca de 130 portáteis e cerca de 100 tablets.
Direções das Associações de Imprensa agradecem aos profissionais da indústria gráfica
As direções da APImprensa – Associação Portuguesa de Imprensa e da AIC – Associação de Imprensa de Inspiração Cristã vêm manifestar, publicamente, o seu agradecimento aos profissionais da indústria gráfica, cuja atividade continuada tem permitido que os jornais e revistas impressos cheguem até aos leitores. De facto, sem esses profissionais, não poderia chegar ao público o resultado do trabalho dos jornalistas e de todos os outros que contribuem para que, diariamente, muitas dezenas de publicações periódicas sejam elaboradas, impressas e distribuídas por todo o território nacional e enviadas paras as comunidades de portugueses espalhadas pelo Mundo. Queremos também enaltecer o trabalho dos que distribuem as publicações por todo o território, bem como os que asseguram, nos postos de venda, que os leitores possam continuar a adquirir os títulos da sua preferência. Numa altura tão complexa como a que estamos a viver, a Imprensa assume uma importância ainda maior, como veículo de informação credível e que merece a confiança dos leitores, pelo que justo é enaltecer o trabalho abnegado de todos quantos estão ligados a este sector – bem como, naturalmente, de todos os outros profissionais que estão na linha da frente da luta contra a pandemia. Para todos o nosso reconhecimento e a nossa gratidão.
João Palmeiro (Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Imprensa)
Paulo Ribeiro (Presidente da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã)
Canal História do Reino Unido estreia documentário sobre as relíquias dos Templários com Tomar no centro da trama
Estreia, hoje, às 21h00, no canal Historia do Reino Unido, o primeiro episódio intitulado “Lost Relics of the Knight Templar”, com Tomar no centro desta trama.
Ainda sem data para podermos ver em Portugal, este é um documentário em cinco episódios sobre as relíquias dos Templários. Tomar aparece em quase todos episódios e, segundo um dos intervenientes, Hamilton White, “as peças foram encontradas em Tomar e ele adquiriu-as já mais recentemente”. É uma história interessante, daquelas dos mistérios e intrigas tomarenses e o curioso é que deram-lhes o nome de o Tesouro Oculto de Tomar (Tomar Hoard).
Novo livro de João Amendoeira Peixoto em formato digital
“Thomar Pietra: Segredo de Pedra” é o novo livro de João Amendoeira Peixoto, colaborador do Jornal Cidade de Tomar com a crónica Feitos & Feitios.
A obra, com chancela Gualdim Edições, estará disponível online gratuitamente no próximo dia 15 de abril pelas 17h00, através de um link nas plataformas de Facebook das páginas: Gualdim Edições, Gabinete de Curiosidades de Tomar, Tomar Digital e do CETHOMAR.
De acordo com o autor, trata-se de um trabalho de investigação dedicado à história de Tomar, com novidades, hipóteses e conteúdo inédito vindo de publicações com mais de 150 anos.
A edição deste livro estaria prevista em abril, no entanto, devido à situação de pandemia Covid-19, foi decidido criar-se uma solução que passa por disponibilizar a obra gratuitamente em formato digital através da mensagem: “Fique em Casa”. O formato livro papel terá a sua publicação assim que seja oportuno.
Rotary Club Cidade de Tomar e proprietários do Hotel República promovem angariação de tablets para crianças que precisam
Numa parceria com o Rotary Club Cidade de Tomar, António e Laurence Borges, proprietários do Hotel República, em Tomar, estão a promover, no Luxemburgo, onde residem, a angariação de tablets antigos e smartphones para enviar para Portugal para que as crianças possam fazer a escola em casa. Segundo os mesmos, na cidade de Tomar há 200 crianças que precisam. Por isso, deixam o alerta: “Se você conhece alguém ao seu redor que tem, por favor, nos dê um sinal, estamos fazendo um pacote para enviar para Tomar, Portugal. Muito obrigado pelo seu gesto de solidariedade, Tony e Laurence”.
Tomarense a viver em Dublin aproveita quarentena para lançar single “Outer Space” (c/vídeo)
Edmundo Rivotti, tomarense que vive em Dublin, na Irlanda, aproveitou a quarentena imposta pelos governos mundiais para começar a produção de um álbum de canções que há muito tinha na gaveta.
Jornalista, músico e chef num dos principais hotéis de Dublin, Edmundo aproveitou o lay-off causado pelo coronavírus para reunir algumas ideias e amigos, lançando o single e o videoclip Outer Space (I Don’t Believe in), o primeiro avanço para o álbum The Truth’s Lies.
O português que fez rádio com António Sérgio e cinema com Edgar Pêra contou com algumas participações, feitas à distância, obviamente. O baixo é de Paulo Bizarro e a guitarra acústica de Cató Calado, membros da banda Quinta do Bill. A guitarra eléctrica é de Gonçalo Gato, um compositor clássico numa face diferente da habitual. Gato foi o compositor residente da Casa da Música o ano passado e tem também previsto para breve o lançamento do seu primeiro álbum.
A canção foi gravada e misturada nos 3DCMP studios, em Dublin, com o dedo de Jasmin Prnjavorac, um produtor bósnio há muito radicado na ilha irlandesa. Foi depois masterizada no estúdio Mister Master, em Setúbal, por Rui Dias, antigo guitarrista dos Quinta do Bill e UHF.
O videoclip, realizado também por Edmundo Rivotti, foi filmado em Edimburgo, na Escócia, e em Lucan, na Irlanda, pela câmara de Ryan Blackwood, um vencedor de um prémio BAFTA Scotland. Outer Space encontra-se disponível em todas as plataformas digitais de música.
Pode ouvir o resultado deste trabalho aqui:
Lino Freitas sai do U. Tomar
Lino Freitas saiu do U. Tomar e também saiu o treinador da equipa ‘B’, Soquita. Segundo comunicado do Clube: “No entendimento da direção e também de Lino Freitas foi tomada a decisão de dar por terminada a ligação como técnico principal ao fim de mais de uma dezena de anos ao U. Tomar. Por muitos agradecimentos que possamos fazer nunca serão suficientes para tudo o que Lino Freitas deu ao clube. Desejamos as maiores felicidades a Lino Freitas que continuará ligado ao clube já que faz parte dos corpos sociais do U. Tomar. Muito obrigado Lino Freitas por tudo o que deste ao U. Tomar”.
Covid-19: Tomar com 15 casos
O número de casos no concelho de Ourém é agora de 27, seguindo-se o concelho de Torres Novas com 18 e Abrantes com 16 logo seguido de Tomar agora com 15 casos. No registo de hoje os números indicam que Alcanena mantém os 9 casos, Vila Nova da Barquinha soma mais um caso, tem agora 6. No Entroncamento contam-se 3 casos e em Ferreira do Zêzere e na Sertã mantém-se os dois casos em cada concelho. Com um caso cada continuam os concelhos de Constância, Sardoal. Vila de Rei e agora também Mação. O concelho de Mação entra hoje para o registo diário dos municípios com casos declarados de infeção. Ou seja, todos os 13 concelhos da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tem casos confirmados.
Relevante é também o número de pessoas em vigilância ativa que já ultrapassa as cinco centenas – 518 pessoas a que se somam 193 outras pessoas em vigilância passiva.
Respostas às suas dúvidas em tempo de pandemia: moratória de crédito à habitação – O que fazer?
Dezenas de milhares de famílias viram os seus rendimentos habituais afetados, ora pela perda parcial ou mesmo pela perda total dos seus rendimentos.
Muitas famílias não têm capacidade para proceder ao pagamento das responsabilidades contraídas junto da banca, nomeadamente, o pagamento das suas prestações de crédito à habitação.
O não pagamento das prestações à banca tem duas consequências imediatas: a entrada na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal na situação de incumprimento e, por via disso, a dificuldade/incapacidade de poder vir a contrair novos créditos ou renegociar os que tenha em curso junto de qualquer instituição financeira, pelo menos, enquanto se verificar essa situação. Em situação limite, poderá mesmo acontecer que fique sem a própria casa.
Neste contexto surgiram dois tipos de ajuda, uma por iniciativa de alguns bancos, outra da parte do governo, ambas com a mesma designação: Moratória.
Mas o que é afinal uma moratória? A moratória não é mais do que um adiamento de um pagamento no prazo de seu vencimento, que se traduz na introdução de um período de carência no plano de amortização do empréstimo.
Antes de mais deveremos saber que uma prestação normal de amortização de um crédito à habitação se compõe de capital + juros, calculados sobre o montante financiado, pelo prazo e taxa de juro contratados. Poderemos considerar então, dois tipos de moratória e, para simplificar a explicação, consideramos que a taxa de juro se mantém inalterada:
- Moratória com carência de amortização de capital e com pagamento regular dos juros, o que significa que as prestações passarão a ter apenas a componente de juros o que se traduz numa redução significativa da prestação mensal, até porque, regra geral, as taxas de juro que estão a ser aplicadas aos empréstimos são, neste momento, muitos baixas, normalmente inferiores a 1,5% (Euribor + spread). Nesta situação, o capital que deveria ter sido amortizado no período de carência passará para o restante período de amortização do empréstimo. Poder-se-ão colocar dois cenários:
- Há também uma prorrogação do prazo de empréstimo por igual período ao da carência e, neste caso, o valor da prestação não vai sofrer alterações, caso se mantenha o valor do indexante (Euribor), uma vez que o spread será inalterável;
- Não há prorrogação do prazo do empréstimo por igual período ao da carência e, neste caso, o valor do capital não amortizado será “diluído” nas prestações remanescentes do empréstimo, agravando o valor da prestação mensal, por via da amortização decorrer em menor prazo do que inicialmente previsto.
Este foi o modelo de moratória disponibilizada inicialmente por alguns bancos aos seus clientes e que, como verificamos, pressupõe sempre o pagamento de juros. É, aliás, o modelo adotado pelos bancos para situações de clientes pontualmente em dificuldades.
Os bancos não quiseram incorrer no risco de os seus clientes entrarem em incumprimento, o que acabaria por também penalizar as suas próprias notações de rating e dessa forma poderem ver agravadas as suas próprias condições de financiamento junto do mercado financeiro.
Contudo, os bancos podiam decidir favorável ou desfavoravelmente aos pedidos de moratória e em que condições o fariam.
- Moratória com carência de amortização de capital e sem pagamento regular dos juros, o que significa que durante o período dessa moratória, o cliente não vai pagar qualquer valor ao banco. Da mesma forma poderemos considerar os dois cenários de haver ou não prorrogação do empréstimo por prazo idêntico ao da carência introduzida:
- Há prorrogação do prazo do empréstimo por igual período ao da carência de capital + juros introduzida e, desta forma, os juros não liquidados serão adicionados ao capital em dívida, sendo estabelecido um novo plano de amortização do empréstimo, com prestações ligeiramente superiores aquelas que se encontravam a liquidar no momento da interrupção da amortização regular;
- Não há prorrogação do prazo por igual período ao da carência de capital + juros introduzida e, desta forma, quer o capital não amortizado, quer os juros respetivos, terão de ser amortizados num prazo inferior ao inicialmente previsto, o que se traduzirá num aumento mais significativo da prestação.
Este foi o modelo de moratória decretada pelo governo, naquela que será uma medida inédita. Desde que reúna as condições preconizadas pelo Decreto-Lei, o banco tem obrigatoriamente de aceitar o pedido e dispõem de 5 dias para proceder á sua implementação.
Para deixar claro, os bancos não irão “perdoar” o pagamento das prestações. Com ou sem moratória, os empréstimos terão de ser liquidados integralmente (capital e juros). Poder-se-á até pensar que, com as moratórias concedidas num contexto de baixas taxas de juro, quando os bancos retomarem a cobrança das prestações a taxa de juro poderá estar mais elevada, por via da subida do valor da Euribor, o que resultará, em primeira análise, num ganho para o banco.
A decisão de recorrer ou não recorrer à moratória é agora dos clientes bancários.
Em conclusão e em minha opinião:
- Só deverá recorrer à moratória quem, efetivamente, tiver essa necessidade;
- Tendo essa necessidade, se puder, recorra apenas a carência de pagamento de capital, liquidando regularmente os juros. Poderá até obter uma carência de amortização de capital durante um prazo superior aos 6 meses previstos;
- Estamos num momento de mercado em que o “pronto a vestir” que os bancos propõem poderá não ser a solução mais adequada, mas em que há a possibilidade de ser confecionado o “fato à sua medida”;
- Por último, seja qual for a situação em que se encontre, deverá verificar se as condições atuais dos seus empréstimos podem ser melhoradas, quer pela via da redução da taxa de juro, quer pela via da redução dos encargos com seguros, normalmente contratados com os bancos.
Miguel Oliveira
Diretor coordenador regional da Decisões e Soluções









