Ferreira do Zêzere assinalou na segunda-feira, 13 de junho, o Dia do Concelho com a apresentação da nova identidade gráfica do Município que tem como mote: Terra de Sentidos. Neste dia, na sessão institucional que decorreu no Centro Cultural e que contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, foi também apresentado o Clube de Produtores de Ferreira do Zêzere.
Bruno Gomes, presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere diz que este é um dia, sobretudo, para prestar honras a todos os ferreirenses, não esquecendo os que vivem e trabalham fora do concelho. O autarca aproveitou a presença do Secretário de Estado para pedir apoio do governo para realizar projetos e obras que sejam “diferenciadores e singulares”, para alavancar o interior e aumentar a coesão territorial, colocando estes territórios no mesmo patamar dos territórios do litoral.
O presidente da autarquia referiu que está, neste momento, a concluir-se o Plano Estratégico de Ferreira do Zêzere 2020-2030, um trabalho conjunto entre o município, a comunidade e a Sociedade Portuguesa de inovação que define linhas estratégicas de atuação e objectivo e projetos prioritários que devem estar na base das políticas municipais a curto, médio e longo prazo. Disse ainda que se encontram atualmente na fase final de realização de projetos de execução para infraestruturas nas zonas ribeirinhas que serão “um forte apoio para um desenvolvimento assente no turismo de excelência e diferenciador”.
No dia em que a Liga dos Amigos do Hospital de Tomar (LAHT) assinalou o seu 17.º aniversário, na segunda feira, o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) deixou uma palavra de reconhecimento e agradecimento a toda a direção da Liga e aos seus 42 voluntários. A colaboração com o CHMT – particularmente, com a Unidade de Tomar, fruto das diversas iniciativas e atividades onde o utente é o centro desta atividade da Liga – tem sido uma indiscutível mais-valia para esta instituição.
Foi no dia 13 de junho de 2005 que foi constituída a associação denominada Liga dos Amigos do Hospital de Tomar. Tendo sido publicada a sua constituição em Diário da República em julho de 2005 e em outubro do mesmo reconhecida como pessoa coletiva de utilidade pública e registada como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).
A LAHT, através das suas diversas iniciativas tem sempre como objetivo último contribuir para o bem-estar dos utentes. Para isso promove: diversas ações de colaboração na comunidade e suas instituições; a melhoria das condições de acolhimento e tratamento dos doentes; a colaboração ativa com os Órgãos de Gestão do CHMT nas orientações da política saúde do CHMT; a colaboração com o Serviço Social do CHMT; iniciativas de carácter social e cultural; colabora na dignificação da atividade dos trabalhadores.
“Na Liga dos Amigos do Hospital de Tomar os valores da solidariedade e ajuda ao próximo estão sempre presentes. É assim, com muito gosto que os felicitamos por este 17.º aniversário, diz Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração do CHMT. “Nestes 17 anos a zelar pelo bem-estar de todos os nossos utentes, foi possível fazer a diferença na vida de muitas pessoas, pelo que gostaríamos de contar com a colaboração da Liga por muitos mais e bons anos”, concluiu.
O Rio Nabão, em Tomar, vestiu-se com mais encanto nas noites de 9 e 10 de junho, com toda a luz que emanou da 2.ª edição do Festival Lanternas Flutuantes. Na primeira noite, o Nabão iluminou-se com nenúfares de várias cores e na segunda foram lançadas cerca de 1000 lanternas feitas com uma base de cortiça, quatro paus de espetada, papel vegetal uma vela artesanal.
Na sexta-feira, 10 de junho, os alunos do 6 º ano do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, concentram-se junto à ponte velha, para lançar as lanternas, sendo que já eram muitas as pessoas que estavam na rua e se preparavam para assistir ao espetáculo, a partir da ponte velha e da ponte do Flecheiro tentando captar o melhor ângulo com o telemóvel ou máquina fotográfica.
No Complexo Cultural da Levada, junto ao rio, foi dado o pontapé de saída com algumas palavras emocionadas, uma vez que para trás ficaram muitos meses de trabalho, que envolveu alunos, pais, professores e demais elementos da comunidade escolar. A construção das lanternas “atravessou todas as salas de aula”, sendo este um projeto inédito em Portugal e pioneiro na Europa.
A câmara vai manter a suspensão das obras no edifício do Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE), localizado na rua D. Maria II, posição tomada após a direção do CIRE ter interposto um processo de usucapião sobre o terreno onde está localizado o antigo edifício da instituição e onde funciona uma valência destinada a atividades letivas direcionadas para alunos menores de 18 anos e que frequentam a escolaridade obrigatória.
Recorde-se que, na reunião do executivo camarário de 16 de maio, o vereador Hugo Cristóvão deu a conhecer o que esse estava a passar, considerando tratar-se de “um processo de má fé por todas as razões, até pelas declarações recentes da presidente da instituição e, por isso, ninguém consegue compreender o que se terá passado”. Disse ainda que, “perante esta situação, a câmara vai defender o interesse público, estando a estudar medidas a tomar, sendo que a primeira delas foi interromper as obras que estavam a decorrer no edifício, obras a cargo da câmara”.
Depois destas declarações, a direção do CIRE convocou uma conferência de imprensa, onde os elementos da direção mostraram a sua surpresa pelas declarações do vereador, pois, segundo o que a presidente do CIRE, Célia Bonet, disse na altura: “Temos tido contato regular com o vereador acerca das obras que estão a decorrer no edifício. E se o mesmo tivesse alguma dúvida, tem o nosso contato”. Nessa conferência de imprensa, Célia Bonet recordou também que o edifício da sede do CIRE foi encerrado por falta de condições, tendo a direção solicitado apoio à câmara para as obras, o que, na data, foi recusado. Segundo a mesma, na reunião de câmara de 20 de outubro de 2021, o vereador disse mesmo que não sabia se o terreno era da câmara, pelo que não se via na obrigação de proceder às obras. Entretanto a câmara decidiu apoiar as obras e a direção do CIRE decidiu avançar com ações para perceber a quem, de facto, pertencia o terreno, tendo consultado a Conservatória e as Finanças, onde não existia qualquer registo, portanto, “nunca poderia ter pertencido à câmara, pois não existem documentos”, referiu, na data, Célia Bonet.
Perante a suspensão das obras, a presidente do CIRE interveio, na segunda feira, na reunião pública da câmara, alertando para a possibilidade do CIRE perder a valência que funciona naquele edifício, para alunos até aos 18 anos. Disse que os pais desses alunos necessitam de saber se inscrevem os filhos para o próximo ano letivo e o CIRE necessita de saber se dá continuidade a esta valência, assim como os técnicos e os funcionários necessitam de saber da continuidade da mesma, ou não, pois não vão continuar a exercer funções nesta situação face aos riscos de segurança que as instalações apresentam. Sem esta valência, os alunos poderão ter de ir para Ourém ou Torres Novas.
Na resposta, a presidente da câmara, Anabela Freitas, lembrou que foi aprovado um apoio de 50 mil euros, apoio financeiro em duas vertentes, para a obra através de empreitada e por administração direta, mas, uma vez que as premissas foram alteradas, a câmara não pode, legalmente, segundo a mesma, continuar as obras, independentemente de ser o CIRE.
Uma notícia para ler na íntegra na edição impressa de 17 de junho.
Os consumidores dos seis concelhos abrangidos pela Tejo Ambiente vão sentir, a partir de agosto, aumentos na sua fatura de água, uma decisão que emana do novo Estudo de Viabilidade Económico Financeiro (EVEF), que teve parecer positivo vinculativo e obrigatório da ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos. De acordo com os argumentos apresentados, este agravamento de tarifário permitirá à Tejo Ambiente o cumprimento dos objetivos que estiveram na génese da criação desta empresa intermunicipal, em 2019. A empresa apresentou resultados negativos nos dois anos de atividade (- 2,2 milhões de euros em 2020 e -896 mil euros em 2021) pelo que se esta situação se repetisse pelo terceiro ano consecutivo a empresa intermunicipal estaria sob risco de dissolução.
O novo Estudo de Viabilidade Económico Financeiro prevê, entre várias rubricas, aumentar o tarifário de venda dos serviços, nos seguintes termos: a) aumento da tarifa fixa e variável do serviço público de abastecimento de água, que para um consumidor doméstico que consuma 10m3 de água por mês (valor normal na Tejo Ambiente), o aumento mensal será de 2,81€; b) aumento da tarifa fixa e variável do serviço público de saneamento de águas residuais, que para um consumidor doméstico que consuma 10m3 de água por mês, o aumento mensal será de 1,70€; c) aumento da tarifa fixa e variável do serviço de resíduos urbanos, que para um consumidor doméstico que consuma 10m3 de água por mês, o aumento mensal será de 0,30€. Ou seja, em média, a fatura de água para o consumidor doméstico, o mais comum, vai sofrer um agravamento de 4,81 euros mensais.
O Comando Distrital da PSP de Santarém, através da Esquadra do Entroncamento, da Divisão Policial de Tomar, no âmbito de um inquérito de tráfico de estupefaciente deu cumprimento, hoje, dia 8 de junho, a três mandados de busca em residência, dois mandados de busca em veículo, bem como três mandados de detenção fora de flagrante delito, emitidos pela autoridade judiciária.
Do cumprimento dos mandados, resultou a detenção de três indivíduos do sexo masculino com 21, 41 e 63 anos de idade, os quais recolheram aos quartos de detenção desta Polícia e serão presentes amanhã (09-06-2022) a 1.º interrogatório judicial no Tribunal de Santarém.
No decurso das diligências, foi ainda detetado um outro individuo, do sexo masculino, 59 anos de idade, na posse de armas/munições proibidas, o qual foi detido e notificado para se apresentar amanhã (09-06-2022) no Tribunal Judicial do Entroncamento a fim de ser ouvido em 1.º interrogatório.
Em resultado das buscas foram apreendidos diversos itens, designadamente uma balança de precisão; três armas brancas; um aparelho Taser TW10; três sprays de gás pimenta; 65 munições de diversos calibres; quatro telemóveis; vinte cartões SIM para telemóvel; e dez relógios de várias marcas.
Realizou-se, no dia 7 de junho, a IV edição do Trail S. Maximiliano Kolbe, Santo Padroeiro do Estabelecimento Prisional Militar de Tomar (EPM).
A prova desportiva foi constituída por dois eventos, o Trail com a distância de 13 km e a Caminhada com um percurso de 8 km, onde os participantes tiveram a oportunidade de percorrer dos mais agradáveis trilhos que a Cidade Templária de Tomar tem para oferecer. Esta iniciativa, inserida no calendário de atividades desportivas do EPM, permitiu a participação na prova de 86 atletas de diferentes faixas etárias, provenientes de entidades militares e civis convidadas, subdivididos em 54 atletas no Trail e 32 participantes na Caminhada.
Após o registo dos atletas e briefing da prova, a atividade desportiva teve início pelas 09h45, tendo o 1.º classificado masculino, Capitão Pedro Lopes, do Regimento de Engenharia N.º 1, cortado a meta com o tempo de 01:03:08, e a 1.ª classificada feminina, Sargento-Ajudante Maria Pinto, do Quartel da Cavalaria/QGBrigMec, com o tempo de 01:16:44. O prémio de 1.º classificado por equipas foi entregue Quartel da Cavalaria/QGBrigMec.
Na zona das Pinheiras decorreu a entrega de prémios individuais e por equipas aos vencedores, a que se seguiu um almoço convívio entre todos os atletas e os militares e civis do EPM.
Está a decorrer no Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere, o projeto Super-Heróis.
Este projeto, pensado e implementado pela equipa de mentores das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), tem como principal objetivo demonstrar às crianças que todas têm super-poderes. Para além das atividades desenvolvidas com os mentores, diversos convidados irão contar as suas histórias enquanto Super-Heróis.
Esta semana os alunos do Centro Escolar de Areias receberam a visita de Bruno Gomes, presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, que falou do seu percurso de vida.
A recuperação da atividade turística esteve em grande destaque do segundo dia do 8.º Fórum de Turismo Interno Vê Portugal, que decorre em Tomar.
A Sessão de Abertura, no Cine-Teatro Paraíso, deu o mote, com intervenções de Filipa Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Tomar, João Coroado, presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, e Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal.
Na sua intervenção, Filipa Fernandes (presente por indisponibilidade, motivada por doença, da presidente da autarquia, Anabela Freitas) recordou que “Portugal atravessou uma das suas piores fases nos últimos tempos”, motivada pela pandemia. “A covid-19 abalou o Turismo, que atravessava o seu expoente máximo, retirou-nos vivências e sonhos que tínhamos para realizar. Mas não nos tirou a capacidade para sonhar”, salientou. “No território, continuamos cá, com os nossos ativos principais, o património e a gastronomia. E com as pessoas, que são quem faz o território”, acrescentou.
João Coroado frisou também a importância do património para a atividade turística, nomeadamente o património cultural e etnográfico. “Há muito património que está a ser perdido, mas há formas de o reavivarmos. Temos um folclore muito rico e há que torná-lo mais contemporâneo”, exemplificou, enaltecendo a aposta que o Politécnico de Tomar tem feito nesta área.
Pedro Machado recordou os três grandes eixos em que assenta este Fórum: restaurar a confiança e o crescimento, reforçar a coesão e criar felicidade. “Os dados mais recentes de procura turística, de abril, mostram que estamos num processo de recuperação da confiança dos visitantes, em particular dos visitantes internos. Este dado faz-nos reforçar a importância do mercado interno ao longo de todo o ano, o que constitui uma oportunidade para os territórios de baixa densidade, de interior. Percebemos hoje que os portugueses encontraram nestes territórios novas experiências e novas motivações”, destacou. Desta forma, “o turismo é extraordinariamente importante para a coesão territorial e para o combate das assimetrias que ainda persistem. O Turismo é a atividade mais democrática de todas, uma vez que exportamos todas as parcelas do território. E é essencial que o Turismo assegure que haja felicidade para as comunidades que recebem os turistas”.
Ainda na sua intervenção, Pedro Machado recordou o “trabalho notável” que as entidades regionais de turismo têm feito no crescimento da atividade turística: “O Turismo é um dos setores mais bem regionalizados nas últimas décadas. Nos seus órgãos estão presentes os decisores locais, que são parte ativa dos programas. Os destinos regionais reforçam a marca Portugal”.
“É essencial discutirmos neste fórum os desafios do futuro. Mas é ainda mais importante homenagearmos os nossos concidadãos, que nos últimos dois anos escolheram o nosso país para viajar e descobriram o nosso território”, começou por dizer Luís Araújo. “Esta retoma da atividade não é fruto da sorte e azar, é fruto do trabalho de todas e de todos ao longo destes dois anos. A aposta na requalificação do destino foi exemplar e a velocidade com que recuperamos é o exemplo disso”, acrescentou. Mas “o Turismo não é um dado adquirido. Tem desafios e é preciso que seja trabalhado. O Turismo está a mudar e Portugal está a liderar nessa mudança. Temos um setor estruturalmente forte, estamos bem preparados para a mudança”, disse ainda Luís Araújo.
A terminar a Sessão de Abertura, Francisco Calheiros reforçou a ideia de que “há hoje novos desafios a que o Turismo tem de se adaptar”, nomeadamente “a pandemia, a guerra, as alterações climáticas, que alteraram aquilo que os turistas querem”. Por isso, a atividade turística necessita de oferecer “novos produtos que correspondam às novas necessidades”, antes de recordar que são “necessárias ajudas públicas para a capitalização das empresas, que ficaram descapitalizadas com a pandemia”, assim como é decisivo resolver outros problemas, como os vistos para quem quer trabalhar no nosso país e a questão do novo aeroporto de Lisboa.