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Comissão Política Concelhia do PS vai a eleições no sábado

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Realizam-se, sábado, dia 8 de outubro, entre as 15h00 e as 19h00, na antiga sede da freguesia de Santa Maria dos Olivais, eleições para a concelhia de Tomar do PS, a exemplo do que acontece em todo o país. A lista candidata, composta por 35 efetivos e 22 suplentes, é liderada por Hugo Cristóvão que se recandidata no cargo.

Os principais objetivos para o próximo mandato são o crescente retomar das atividades da concelhia, ainda não totalmente em pleno no pós pandemia e processo de eleições autárquicas ocorrido em 2021; a sempre necessária renovação de militantes; e o trabalho em prol dos processos eleitorais que venham a decorrer durante o mandato.

A lista candidata é a seguinte: Hugo Cristóvão, Luísa Henriques, Hugo Costa, Anabela Estanqueiro, António Graça, Susana Faria, Nuno Ferreira, Sara Costa, Vasco Marques, Ricardo Simões, Fátima Duarte, António Alexandre, Marco Durão, Sílvia Sousa, Artur Damásio, António Cúrdia, Joana Nunes, João Cardoso, Alexandre Antunes, Luísa Patrício, Daniel Oliveira, Luís Henrique F., Susana Oliveira, António C. Marques, José M. Marques, Filipa Cartaxo, Carlos Ricardo, Duarte Carvalho, Filipe Pires, José Mendes, Celeste Nunes, Joaquim Segorbe, Filipa Pereira, José Pereira, Anabela Freitas, Amâncio Ribeiro, Abel Bento, Carla Dias, José C. Godinho, Arlindo Nunes, Vera Ferreira, Tiago Costa, António Oliveira, Patrícia Cristóvão, António Freitas, Fernando Graça, Lurdes Faria, Orlando Narciso, Jerónimo Henriques, Sara Oliveira, Fernando Nunes, Sandra Gaspar, João Ribeiro, Diogo Sereno, Filipa Fernandes, Hélder Henriques, Augusto Barros.

Feira de Santa Iria regressa em vários espaços e com muita animação musical (c/vídeo)

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Uma vasta e eclética programação musical com concertos gratuitos na Várzea Grande e uma nova disposição dos espaços entre esse local e o mercado, são as grandes novidades da Feira de Santa Iria, que regressa a Tomar, entre 14 a 23 de outubro, após dois anos de interregno devido à pandemia.

O programa e as novidades foram apresentados, na segunda feira, em conferência de imprensa, tendo a   vereadora Filipa Fernandes avançado com diversas informações acerca do evento, evento sobre o qual pode saber tudo no site oficial www.feirasantairia.pt.

Sobre os artistas nacionais que vão marcar presença, nomeadamente Pedro Abrunhosa e David Carreira, a vereadora Filipa Fernandes salientou o facto de que “apesar da aposta nalguns nomes sonantes da música portuguesa, a programação da feira foi feita com o objetivo de dar igualmente destaque aos músicos do concelho”.

https://www.facebook.com/jornalcidadetomar/videos/473750788023067

Pedro Abrunhosa (dia 15, às 22h30), David Carreira (dia 22, às 22h30), HMB (dia 14, às 22h30) e Némanus (dia 21, às 22h30) serão os cabeças de cartaz dos dez dias do certame. Mas os tomarenses Motherflutters, Cavalo Amarelo, Ricardo José ou FH5 também vão marcar presença, assim como muitos outros artistas que vão animar as noites da renovada Várzea Grande. De destacar, igualmente, alguns momentos mais intimistas como o Projeto IRIA, de OMIRI, uma espécie de alter ego de Vasco Ribeiro Casais (videomapping, dia 14, às 21h30); o grupo nabantino Saltimbancos, que vai fazer um concerto para utentes das IPSS’s; ou a apresentação do livro “Iria – Uma fantasia visigótica” de Carlos Trincão. No dia 20, às 21h30, no Palco Feira, a RCT comemora o seu 33.º aniversário com vários artistas. O último concerto da feira, no dia 23, às 18h00, com a Banda Iria, será um inusual ensemble com músicos de todas as filarmónicas tomarenses.

Espaços da Feira de Santa Iria

Ponto alto da Feira de Santa Iria é a procissão, na manhã de dia 20, que vai, este ano, contar com os alunos das escolas que, conforme a tradição, vão lançar pétalas ao rio, em memória do martírio da padroeira de Tomar.

A nível dos espaços, o recinto do mercado acolhe o parque de diversões e as tasquinhas; no passadiço junto à Casa dos Cubos fica o artesanato; na Rua dos Arcos, o comércio em geral; no estacionamento lateral do Palácio da Justiça, a nascente, a Feira das Passas; em frente ao Tribunal os automóveis e máquinas agrícolas; no claustro do Convento de S. Francisco, o Espaço Iria, para atividades mais intimistas; e na ampla praça da Várzea, além do palco principal, os produtos locais e regionais, street food, bares e mostra associativa.

“Uma casa de papel onde morar”: livro vencedor lançado na entrega a Nuno Garcia Lopes do Prémio Hugo Santos

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O escritor tomarense Nuno Garcia Lopes recebeu, no dia 2 de outubro, na Biblioteca Municipal de Campo Maior, o Prémio Literário Hugo Santos, numa cerimónia que serviu também para o lançamento da obra vencedora “Uma casa de papel onde morar”, editada pela Filigrana Editora.

É o oitavo livro de poesia do autor, metade dos quais (os mais recentes) foram premiados. Numa edição de grande qualidade gráfica, o poeta questiona, logo a partir da epígrafe de Ruy Belo, “o problema da habitação”, seja ela os “casinhotos onde os pássaros se abrigam”, ou o lugar onde nos escondemos “do olhar de deus que impassível te trespassa” ou as casas que “movem-se serenas pelos pés dos moradores”.

Perante uma casa cheia, a obra foi apresentada por Rui Cardoso Martins, escritor e guionista, na qualidade de presidente do júri, que contou também com Amelia Vadillo e Paulo Costa.

A cerimónia serviu igualmente para homenagear o patrono do prémio, Hugo Santos, natural de Campo Maior, mas que viveu grande parte da sua vida em Torres Novas, onde foi professor, pelo que a vereadora torrejana, Elvira Sequeira, também esteve presente. Perante vários familiares do escritor, entre os quais a filha, Ana Tavares Rodrigues, o presidente da câmara, Luís Rosinha, enalteceu também a figura desse nome relevante da cultura campomaiorense.

José Camoesas e Leonor Alegria leram poemas dos dois autores, cujos percursos se cruzaram várias vezes por causa dos livros, razão para Nuno Garcia Lopes ter afirmado que “este prémio é especial pelas ligações afetivas que teve desde o início e que se foram ampliando à medida que o processo de publicação se foi desenvolvendo”.

Ceyceira Medieval, uma feira medieval que evidencia a herança patrimonial e cultural de Asseiceira

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Música, animação, teatro de rua, dança, cortejo medieval, acampamentos templários, demonstração de ofícios e de armas, são alguns dos ingredientes que compõem o ambiente do evento Ceyceira Medieval, que decorre este fim-de-semana, 1 e 2 de outubro, na localidade de Asseiceira, freguesia da Asseiceira, em Tomar.


O evento, organizado pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Asseiceira, teve a sua abertura na tarde deste sábado, 1 de outubro, com Carlos Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, a sublinhar o mérito da organização e da população que se mobilizou em força para a concretização do mesmo, após dois anos de interregno. “Finalmente regressamos em força. A Feira Medieval da Asseiceira pretende reforçar o património histórico e cultural desta localidade. Asseiceira com mais de 700 anos de história, o Foral de D. Dinis desde 1315, a Batalha de Asseiceira em 1834 … se há algo em que somos manifestamente ricos é em património cultural e histórico”, disse, sugerindo a quem visite este evento para aproveitar “a magia de cada canto deste pequeno burgo porque o enquadramento cénico é que faz desta festa aquilo que é e que é especial pela concentração neste espaço”.

Hugo Cristóvão, vice-presidente da Câmara de Tomar, reiterou que “este evento marca a história, a cultura e a herança patrimonial do concelho e da freguesia de Asseiceira em particular”, sendo uma importante contribuição para o cartaz de eventos ao longo do ano. “É importante que tenha este cariz de desenvolvimento local, daquilo que é feito pela comunidade local, com a ajuda de entidades, mas feito por aqueles que vivem esta terra e quando assim é, tem outro sabor”, disse.

Fotos: José Ribeiro

Unionistas reagiram às adversidades em Torres Novas… e somaram a segunda vitória no campeonato!

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Já com uma vitória no bolso, no embate caseiro com o Abrantes e Benfica (2-1), o U. Tomar partiu para o maior clássico do norte do distrito, no reduto do vizinho Torres Novas, com o propósito de juntar mais três pontos… para continuar nos lugares cimeiros da tabela classificativa e, assim, alimentar o sonho (não concretizado nas últimas épocas) de uma subida de divisão.

Mas a ambição unionista sofreu um revés logo no minuto 9: num rápido ataque pela direita, o lateral Nuno Vieira colocou a bola na área… e o oportuno Miguel Miguel finalizou de cabeça, sem hipóteses para Ivo Cristo.

Este golpe madrugador não desmotivou a equipa tomarense… que, com razoável dinâmica ofensiva, criou oportunidades suficientes para não sair da primeira parte em desvantagem no marcador. Faltou apenas melhor finalização… e alguma sorte: Wemerson Silva, no minuto 15, rematou da zona frontal… Ricardo Dias, no relvado, travou a marcha da bola; volvidos dois minutos (e após mais um lance pela esquerda), o veterano guardião Telmo Rodrigues negou o golo a Pedro Pires, em remate da direita; o capitão torrejano, Ricardo Dias, também evitou (de cabeça e sobre a linha de baliza) o golo de Anderson Nascimento, em finalização (acrobática) da esquerda.

O ímpeto unionista esmoreceu um pouco… mas, já no minuto 42, construiu nova grande oportunidade: o lateral Ivan surgiu sozinho na área… Telmo Rodrigues evitou o empate com mais uma enorme defesa.

Mais duas situações de golo, para o U. Tomar (refrescado com as entradas de Guilherme Camargo e Diogo Ismail), logo nos primeiros minutos do segundo tempo: Fábio Luzio, em remate da direita, proporcionou nova grande defesa ao guardião… e Gui Camargo, da esquerda, acertou… no poste!

Contudo, com melhor aproveitamento, a equipa tomarense deu a volta ao marcador… com dois golos de Anderson Nascimento: minuto 53, em finalização à boca da baliza (após cruzamento de Pires), e volvidos nove minutos, na sequência de um excelente trabalho (rotação e remate…) na área.

Anderson esteve perto do terceiro golo… negado por mais uma intervenção de Telmo Rodrigues.  

O inevitável Miguel Miguel, já no minuto 78, aproveitou um erro defensivo dos unionistas… e, frente a Ivo Cristo (excelente chapéu ao guarda-redes…), restabeleceu o empate, a dois golos.

Mas o U. Tomar ainda teve capacidade para voltar a marcar: José Charles, no minuto 85, avançou pela direita e serviu Leandro Filipe… que, de cabeça, à boca da baliza, garantiu a conquista dos três pontos.

Ivo Cristo também contribuiu, passados dois minutos, ao parar o remate de Sérgio Pedro (terceiro da equipa amarela).

Vitória merecida da equipa de Marco Marques: dominou grande parte do encontro e criou mais e melhores oportunidades de golo.

Trabalho positivo da arbitragem.

No próximo domingo, 2 de outubro (16h00), o U. Tomar recebe o Cartaxo.


Foto: Jorge Ramos

Leões mostraram grande segurança e eficácia… e resolveram assunto logo na primeira parte!

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Novamente em casa, depois da conquista do quinto lugar na Elite Cup e de um ponto em Oliveira de Azeméis, o Sp. Tomar/IPT partia com natural favoritismo para este confronto com o recém-promovido Famalicense, a contar para a segunda jornada do principal campeonato nacional.

Com segurança e eficácia, os leões de Tomar amealharam uma vantagem confortável até ao intervalo: 4-0!

Franco ‘Tato’ Ferruccio abriu o marcador logo no minuto 2: o argentino, num rápido contra-ataque (em superioridade numérica), recebeu passe de Filipe Almeida e finalizou da direita, sem hipóteses para (o antigo internacional português) Ricardo Silva.

Apesar de algumas situações de evidente descoordenação, a equipa leonina conseguiu aproveitar as falhas defensivas dos famalicenses… e, entre os minutos 14 e 19 deste primeiro tempo, chegou a um inequívoco 4-0. Filipe Almeida, após recuperar a bola na zona frontal, serviu o capitão Ivo Silva, que, junto ao poste direito, não teve dificuldades para bater o guardião famalicense.

Pedro Martins, volvido apenas um minuto, em mais um ataque em superioridade numérica, rematou em rotação da zona frontal… ao ângulo superior esquerdo da baliza de Ricardo Silva: 3-0.

‘Tato’ Ferruccio, já a seis minutos do intervalo, em novo ataque rápido, recebeu um passe de Tomás Moreira… e atirou forte à entrada da área, colocando a equipa tomarense a vencer por margem muito confortável.

No segundo tempo, sem nada a perder, o Famalicense tentou equilibrar a contenda… e, no minuto 30, reduziu para 4-1, por Juan Lòpez, em remate da esquerda, após perda de bola dos leões de Tomar.

Mas este contratempo não perturbou os pupilos de Nuno Lopes, que, depois de aguentarem a tentativa de reação do adversário, reforçaram vantagem no marcador…

Tomás Moreira e Hugo Costa, na cobrança de livres diretos (por cartões azuis a João Lima e Ferruccio, respetivamente), não conseguiram alterar o marcador. O resultado continuava em 4-1… muito por culpa dos guarda-redes: o jovem António Marante (20 anos) e o veterano Ricardo Silva (39 anos).   

Contudo, já dentro dos últimos cinco minutos, na cobrança de um livre direto (pela décima falta do Famalicense), ‘Tato’ Ferruccio avançou… e atirou certeiro, ao ângulo superior direito da baliza. Em novo livre direto, no mesmo minuto 46 (volvidos apenas 50 segundos), o argentino levantou a bola… e, da direita, bateu Ricardo Silva: 6-1.

O técnico Nuno Lopes, com a vitória perfeitamente assegurada, colocou o jovem Diogo Cortez em campo… E o sétimo golo dos leões surgiu a apenas 49 segundos do final, num rápido ataque finalizado (da esquerda) por Guilherme Silva, após assistência de Lucas Honório.

Triunfo inquestionável do Sp. Tomar/IPT, o primeiro nesta edição do campeonato nacional, resultante de uma exibição segura… e, sobretudo, de uma invejável eficácia. E, nesse capítulo, é justo destacar Franco ‘Tato’ Ferruccio, autor de quatro dos sete golos marcados pela equipa tomarense.

Arbitragem tranquila.

O próximo desafio dos leões está agendado para domingo, 2 de outubro (16h00), em Barcelos. Na quarta feira, feriado do 5 de Outubro (18h00), para a quarta jornada, há encontro marcado com a Juv. Viana, em Tomar.

Foto: JMFS

CHMT lança aplicação para telemóvel MyCHMT 

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O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) acaba de disponibilizar aos utentes das suas três unidades hospitalares a aplicação para telemóvel ou tablet MyCHMT. Trata-se de uma ferramenta de modernização administrativa, fácil e intuitiva, que reúne a partir de um dispositivo eletrónico, um conjunto muito alargado de informações sobre a saúde do seu utilizador, como o histórico e agenda de consultas, exames ou tratamentos, e ainda permite o acesso rápido, gratuito e eficaz a um vasto conjunto de serviços administrativos. 

Para ter acesso à aplicação, basta descarregar gratuitamente o aplicativo, pesquisando na loja Google Play (para modelos Android) ou na App Store (para dispositivos Apple) pela palavra-chave “MyCHMT”. Após esse passo, segue-se a configuração da conta, para a qual é apenas necessário o número de utente e número de telefone associado ao processo hospitalar. 

Feita a sincronização dos dados, o utente passa a ter acesso personalizado e seguro (encriptado), a partir do seu smartphone ou tablet, a uma “carteira digital” de saúde do utilizador. A utilização da app permite o acesso, cómodo, sem filas, esperas, ou gastos desnecessários em deslocações, a um conjunto de funcionalidades e informações sobre a sua saúde e processo clínico, como a agenda e histórico de consultas, exames e tratamentos, podendo ser ativadas notificações que alertam o utilizador das datas dos seus compromissos de saúde no CHMT. 

É ainda disponibilizado na aplicação MyCHMT um alargado conjunto de ferramentas e serviços administrativos, como proceder comodamente ao pagamento de taxas moderadoras, ou obter comprovativos de presença para efeitos de justificação de falta junto da entidade patronal. Informações sobre a instituição, os seus profissionais e a atividade assistencial desenvolvida, bem como indicações sobre a localização e como chegar às três unidades hospitalares do CHMT – localizadas em Abrantes, Tomar e Torres Novas – são outras funcionalidades já disponíveis.  

Tomar: localizada idosa desaparecida

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O Comando Territorial de Santarém, através do Destacamento Territorial de Tomar, localizou, no dia 27 de setembro, uma idosa de 82 anos que se encontrava desaparecida, no concelho de Tomar.

No seguimento de um alerta que uma mulher se encontrava desaparecida desde as 17h00 do dia 26 de setembro, os militares da guarda de imediato encetaram diligências policiais para a localizar.

Os militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Tomar localizaram a idosa com vida, pelas 22h00, do dia 27 de setembro, caída num local ermo. A mulher apresentava sinais de desorientação e incapacidade para se movimentar pelos próprios meios, sendo acionada a assistência médica para o local.

O desaparecimento de idosos é um fenómeno para o qual a Guarda tem estado particularmente atenta, não só pelo esforço desenvolvido no sentido de permitir a localização dos desaparecidos, mas sobretudo pela prevenção deste tipo de ocorrências, alertando para a problemática.

Nesse sentido, a guarda alerta para o seguinte:

  • Os familiares devem estar cientes se os idosos ainda estão nas suas plenas capacidades físicas e psíquicas, para poderem sair de casa sozinhos, sem correrem o risco de se perderem;
  • Os familiares devem procurar conhecer as rotinas dos idosos e ter informação sobre o local para onde estes pretendem ir quando saem de casa, para que, no caso da chegada tardar mais do que o previsto, possam por aí iniciar a sua procura;
  • Sempre que possível, os idosos devem fazer-se acompanhar de um telemóvel ligado, para que, em caso de necessidade, possam contactar ou serem contactados pelos seus familiares e, em caso de desaparecimento, serem mais facilmente localizados através de localização celular;
  • Os idosos devem ter sempre na sua posse os contactos dos seus familiares, para que, em caso de desorientação, outras pessoas possam entrar em contacto com os mesmos.

A ação contou com o reforço do Posto Territorial de Tomar, Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Tomar e com o apoio dos Bombeiros Municipais de Tomar.

Tomar participou nas Jornadas Europeias do Património com um conjunto de iniciativas

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Decorreram no passado fim de semana as Jornadas Europeias do Património. Como é habitual, Tomar participou com um conjunto de iniciativas, que focaram diversas aceções deste conceito, desde as mais óbvias, como o património histórico, às que não o sendo são tão importantes como aquela, como o património industrial que, felizmente, tem vindo a ser cada vez mais valorizado no concelho.

Assim, um dos pontos de passagem, na sexta feira, foi a Fábrica de Papel de Matrena, que abriu as suas portas publicamente pela primeira vez desde o encerramento e, onde, no imenso vazio do espaço sem máquinas mas ainda com as memórias físicas dos últimos dias de trabalho, Gustavo Sumpta apresentou a sua performance “O melhor mundo possível”, seguido da exibição de um clássico do cinema da segunda metade do século XX, “Stalker”, de Andrei Tarkovsky, que tem como cenário precisamente um espaço industrial semelhante.

Paralelamente, em Tomar, Carlos Trincão guiou uma visita à igreja de Santa Maria dos Olivais, onde, para além do que revelou, deixou em aberto diversas questões, ou não seja a História, sempre, um livro em aberto que é reescrito todos os dias.

António Carlos Estorninho: o embolador de touros

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Goste-se ou não se goste, defenda-se, ou não, as touradas, certo é que este mundo envolve diversas áreas e atividades, algumas até artesanais, como é o caso da história de vida de António Carlos Estorninho, embolador de touros, que faz as embolas e as bandarilhas para as diversas corridas onde participa. O Jornal “Cidade de Tomar” falou com António Carlos Estorninho, natural da Golegã, que nos explicou como funciona esta arte, revelando, como curiosidade, que a sua primeira corrida como embolador profissional, aconteceu em Tomar, em 1987, numa corrida no âmbito da Festa dos Tabuleiros.

Cidade Tomar – Como é que esta atividade de embolador surgiu na sua vida?

António Carlos Estorninho – Esta vocação de embolador já vem de família, mais propriamente do meu avô, que já exercia essa função. Eu morava com os meus pais numa casa, geminada com os meus avós, e o hábito, como se sabe, vai puxando pelo interesse. O meu avô ensinou-me em casa e depois comecei por embolar nas picarias, nas largadas de touros. Os ganadeiros da Golegã ofereciam vacas para as picarias e pediam ao meu avô as embolas emprestadas e como aquilo era, na altura, um ato menor, mandavam-me a mim para que eu também me exercitasse. Depois, comecei a acompanhar o meu avô nas corridas, ia como ajudante dele e depois, mais tarde, quando saí da vida militar, é que me dediquei a cem por cento a ser embolador, em paralelo com a minha atividade profissional. Já levo 32 anos de atividade profissional como embolador. A primeira corrida em que participei como embolador profissional foi a 5 de julho de 1987, em Tomar, numa corrida mista, integrada na Festa dos Tabuleiros, com a participação dos cavaleiros Xavier Buendia, Rui Salvador e Ricardo Chibanga e com os Forcados Amadores de Tomar.

– O que é que o embolador tem, então, de fazer?

Compete ao embolador fazer as bandarilhas e as embolas e no dia da corrida, na praça, embolar os touros e fornecer as bandarilhas aos lidadores, ou seja, aos toureiros, esta é a função do embolador. Depois, há a parte que se considera mais de artesanato que é fazer as bandarilhas, uma atividade profissional que só pode ser executada numa praça de touros por quem tiver carteira profissional.

– Explicou o que é ser embolador e o que é embolar o touro?

Embolar o touro é colocar nas hastes, ou seja, nos cornos do touro, as proteções em couro, que são as embolas, para que, durante a lide, não venha a ferir nem o cavalo, nem os toureiros e nem os forcados.

– Qual a entidade que concede a carteira profissional para esta atividade?

No meu tempo era o Ministério de Trabalho, tínhamos de ter uma autorização de vários toureiros e de emboladores, os quais aprovavam que a pessoa estava apta para exercer aquela função porque já a tinha exercido como praticante. Só depois dessa documentação estar entregue na Associação Nacional de Toureiros é que era encaminhada para o Ministério do Trabalho e depois seria, mediante a aprovação deles, concedida, ou não, a carteira profissional. (…)

Entrevista na íntegra na edição impressa de 30 de setembro.