No passado dia 30 de outubro, um grupo de professores do AE Templários, que leciona a disciplina de História de Tomar e Tradições Culturais, participou numa visita de estudo, que permitiu reviver e conhecer mais sobre a História de Tomar. Esta visita insere-se no âmbito do Plano de Inovação do AET, do qual faz parte a disciplina de História de Tomar e Tradições Culturais, lecionada aos 3.º e 4.º anos de escolaridade e que conta com um manual de apoio da autoria do professor Carlos Trincão. O principal objetivo da disciplina é desenvolver o conhecimento da história e cultura locais permitindo estabelecer relações com a História de Portugal, substantivando as aprendizagens dos alunos.
Nesta visita, que contou com a parceria do Município de Tomar, os professores visitaram o Convento de Cristo e também outros locais de interesse histórico da cidade, com dinamização dos Técnicos Superiores, Elisabete Gameiro e André Camponês. Esta visita foi um verdadeiro sucesso, contando com a preciosa colaboração dos Técnicos Superiores, permitindo aos docentes experienciar “in loco” um dia cheio de aprendizagens, em que viajaram no tempo revivendo a história, cultura e tradições desta nossa cidade de Tomar.
De acordo com a Coordenadora do Plano de Inovação, a professora Alexandra Oliveira “é fundamental que os docentes vivam esta experiência para que se sintam envolvidos na História de Tomar e no espírito da disciplina de HTTC, passando depois esta envolvência aos seus alunos”.
O Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Peralva, Tomar, realiza no domingo, 12 de novembro, pelas 13 horas, a IX Mostra Gastronómica do Grão de Bico, no Salão Paroquial de Carrazede.
De acordo com a organização, este é um evento único no país, e que conferiu à aldeia da Peralva, terra de moinhos, a denominação de “Capital do Grão de Bico”, surgindo da vontade de incentivar o consumo daquela leguminosa típica da região e cultivada desde sempre nos solos argilo – calcários desta zona do Ribatejo.
Esta mostra gastronómica contará com mais de 30 pratos diferentes confecionados com grão de bico em que, a partir da aquisição de um prato, por um preço simbólico, os participantes poderão degustar todos as iguarias presentes.
As inscrições no evento devem ser reservadas até ao dia 7 de novembro. Para mais informações, contactar Nuno Fonseca – 917750564 ou Susana Jorge – 919830540.
Foram eleitos, por unanimidade, no passado sábado, dia 4 de novembro, os novos órgãos da Concelhia de Tomar da Juventude Socialista de Tomar, tendo Diogo Sereno sido eleito o novo presidente da JS Tomar, sucedendo a Duarte Carvalho.
O jovem tomarense, de 23 anos, licenciado e mestrando em Direito (Especialização em Direito Público da Regulação) pela Universidade Nova de Lisboa, é jurista, exercendo funções no setor público empresarial local, e é militante da JS há oito anos, tendo já desempenhado funções a nível local, distrital e nacional.
É membro da Comissão Política do PS Tomar e membro suplente na Assembleia Municipal de Tomar, tendo tomado posse enquanto deputado municipal pela bancada do PS na 4.ª sessão extraordinária deste ano. Passa agora a pertencer, por inerência, ao Secretariado do PS Tomar.
Nas referidas eleições foram eleitos também para o Secretariado Concelhio Emília Correia (vice-presidente), Duarte Carvalho, Bernardo Oliveira, Rodrigo Pena, Ana Moura, Bernardo Vigário e Rita Caetano. A Mesa da Assembleia Concelhia passa a ser presidida por Carolina Figueiredo, acompanhada de Diogo Henriques e Bruna Pereira. Para a Comissão Política do PS foram eleitos, Duarte Carvalho, Carolina Figueiredo, Emília Correia, Bernardo Oliveira e Rodrigo Pena.
O serviço de urgência pediátrica da Unidade Hospitalar de Torres Novas do CHMT – Centro Hospitalar do Médio Tejo irá adaptar o seu período de funcionamento. Assim, até ao final do ano, este serviço vai estar encerrado de forma programada aos fins de semana.
O encerramento programado – ao invés de encerramentos aleatórios e imprevistos – permite que os utentes tenham prévio conhecimento dos constrangimentos existentes. Esta é a solução que garante mais condições de segurança tanto para a população, como para os próprios profissionais, assegurando a adequada prestação de cuidados aos utentes pediátricos.
Durante os curtos períodos de contingência programada, o reforço do trabalho em rede com as equipas hospitalares da região e a coordenação estratégica e planeamento promovidos pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) permite garantir uma estratégia adequada para assegurar à população previsibilidade, segurança e confiança, otimizando os recursos disponíveis.
Recorde-se que estava já previsto o encerramento deste serviço quinzenal de sexta a domingo, ou seja, por um período de 72 horas. Nesta nova programação, os períodos de encerramento são por um período mais reduzido (48 horas), em todos os fins‑de‑semana (ao invés de quinzenalmente) até ao final do ano em curso.
Apesar dos esforços dos profissionais de saúde do Serviço de Pediatria do CHMT, para garantir as escalas do Serviço de Urgência Pediátrica, esta programação revela-se como absolutamente necessária. Durante os períodos de fecho programado, os médicos pediatras que se encontram ao serviço do CHMT garantem apenas apoio à urgência interna e aos doentes já admitidos na instituição.
Todos os pais que necessitem de assistência em saúde para os seus filhos, ou esclarecimento de dúvidas, devem ligar SNS 24 (808242424). Os doentes emergentes da região do Médio Tejo que necessitem de assistência inadiável e transporte de ambulância serão reencaminhados diretamente pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para unidades hospitalares adequadas da região.
O Sindicato dos Enfermeiros Portuguesas (SEP) anunciou hoje ter alcançado um acordo com a administração do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) para as reivindicações apresentadas, tendo desconvocado a greve agendada para os dias 02 e 03 de novembro.
Um motard tomarense, de nome Paulo Carvalho, participou numa missão solidária, juntamente com mais cinco companheiros de viagem, oriundos de Lisboa, com destino a Marrocos que, em setembro passado, foi afetado por um sismo.
Numa missão solidária, o grupo conseguiu levar mais de 600 pares de sapatos até aos habitantes das pequenas aldeias do Atlas, as mais atingidas pelo sismo.
De 3 a 12 de novembro, todos os caminhos vão dar à Golegã, que se transforma no mais importante palco mundial do cavalo.
A Feira Nacional do Cavalo (criada em 1972), também Feira Internacional do Cavalo Lusitano, será ponto de encontro e reencontro dos mais importantes criadores nacionais e internacionais de diversas raças equestres, com especial enfoque no Cavalo Lusitano. A cultura tradicional portuguesa estará também em destaque, com a secular Feira de São Martinho (criada em 1571) a fazer as delícias dos visitantes de todo o mundo.
A Rádio Cidade de Tomar falou com o autarca da Golegã, António Camilo, o qual revelou que este ano “as novidades são várias, não só a nível equestre em que vamos ter vários espetáculos, nomeadamente, um espetáculo da Escola Portuguesa de Arte Equestre em conjunto com a Escola de Córdoba (Espanha), como a outros níveis, exemplo da transmissão em streaming do evento, nos locais icónicos da feira, como o Largo do Arneiro, de forma a mostrar ao mundo a excelência que nos carateriza”, disse.
António Camilo referiu-se ainda à segurança, quer das pessoas, quer dos cavalos. “Estamos a viver um momento de múltiplas turbulências e queremos transmitir uma mensagem de confiança às pessoas. Teremos patrulhas veterinárias na rua para controlo de identidade e dos cavalos, devolvendo à feira a dignidade merecida”, referiu.
Segundo o autarca, “as pessoas que vão fiscalizar serão exigentes, intransigentes perante o incumprimento das regras. Estão previstas duras sanções para os transgressores”.
Outra das novidades é o regresso dos campinos ao programa da feira, com a criação do Prémio Carreira Campino e o Prémio Carlos Relvas, que irá homenagear os cavaleiros tauromáquicos de alternativa. Neste âmbito, será homenageada uma pessoa que completou, este ano, 97 anos, 90 anos de feira e 74 anos de alternativa. O estacionamento na Feira da Golegã é uma das dificuldades, no entanto, segundo o autarca, apostar num grande espaço de estacionamento para dez dias, será difícil. A alternativa tem sido, segundo o mesmo, a sensibilização das pessoas que têm terrenos muito perto da vila, para que possam disponibilizar esses espaços para estacionamento, tendo assegurado que não vão pagar qualquer tipo de licença para este efeito.(…)
Notícia completa na edição impressa de 3 de novembro.
A Casa do Povo de Ferreira do Zêzere foi, recentemente, a convidada de Tomarlugar, com a presença da presidente da direção, Fernanda Moura; Sebastião Santos, responsável pelo projeto da natação e Pedro Sousa, responsável pela área cultural musical desta instituição Ferreirense.
– Como é liderar uma associação?
– Fernanda Moura (FM) – É com muito prazer, com muita dedicação, mas também com muita carolice, porque dá algum trabalho fazer a gestão de tudo, desde a música, a natação e todas as pessoas que fazem parte, todas as semanas passam pela Casa do Povo cerca de 75 a 80 pessoas.
– Quais são as atividades principais?
FM – Temos várias atividades no âmbito da cultura e do desporto. No entretenimento fazemos daquele espaço um espaço aprazível, de forma que todos se sintam bem. Mas, fundamentalmente, temos a música e a natação, com muitos bons resultados. Também temos o convívio entre as pessoas e o Coro que envolve tanto pequenos como mais crescidos. Temos o envolvimento com as câmaras municipais e com as juntas de freguesia, fazendo parte de quase todas as atividades que elas promovem.
– Em termos sociais, no dia a dia, como é que a associação funciona?
FM – A Casa do Povo tem várias pessoas que dedicam inteiramente a sua vida ali, por amor à Casa, como voluntárias, temos algumas que abrem a Casa todos os dias à tarde, para receber os alunos, para receber as pessoas que vão pagar as quotas. Temos na nossa associação mais de 500 associados, uns porque são sócios beneméritos, outros porque são sócios porque fazem parte das atividades e outros porque gostam da Casa porque a Casa do Povo é do povo.
– Passando à música, como é ensinar música?
Pedro Sousa (PS) – Ser professor de música é um espetáculo, pode ser cansativo, mas tem os seus proveitos e isso compensa tudo. É um estado de espírito em que temos de ter paciência para que, a pouco e pouco, o aluno vá alcançando as suas metas.
– Como é o trabalho na Casa do Povo? Como é que cativa os alunos?
– PS – Os alunos têm sido incríveis. Na Casa do Povo temos uma estrutura que está vocacionada, primeiro para os que nasceram há uns anos, que têm 70, 80 anos, e temos os outros, os mais pequeninos, o mais novo tem 4 anos. É um projeto social muito interessante, para todas as idades, todos podem aprender e todos conseguem aprender, é preciso dar tempo ao tempo. Temos o Coro para os pequenos, temos os instrumentos (cavaquinho, guitarra, piano, bandolim) e as aulas podem ser feitas individualmente e aulas de mini-grupo, onde aprendem a teoria e a prática. Os mais velhos participam no Coro Alfredo Keil, Coro sénior, e o espírito deles é que são todos jovens.
– Também têm a orquestra? Como é que os alunos podem fazer parte?
– PS – Os alunos chegam, observo, se for interessante pode logo ingressar na orquestra, caso contrário, terá umas aulas antes só comigo e em mini-grupo e depois há uma proposta para ingressar na orquestra. Os alunos com mais idade dedicam-se muito ao instrumento, é muito salutar, incrível. Os mais pequenos também se têm aplicado.
– Qual é o instrumento mais popular?
– PS – É a guitarra, é o instrumento mais generalizado, pois tanto acompanha como faz solos e tem um preço mais acessível.
– Passando à natação, o Sebastião é professor, técnico de natação, formador, investigador, qual é, afinal, o seu ADN?
– Sebastião Santos (SS) – É uma mistura, porque é preciso o know how que vamos adquirindo e que vai ser necessário para motivar todos aqueles miúdos para irem o mais longe possível.(…)
Carlos Gonçalves
Entrevista na íntegra na edição impressa de 3 de novembro.
A 11 de novembro, no Centro Cultural da Levada, Tomar irá receber a exposição Bright as Silver, White as Snow II, integrada nos “Sítios do Barro III”. A mostra artística ficará patente ao público até 4 de fevereiro 2024, nos horários habituais.
Trata-se de um evento dedicado à cerâmica de autor, na linha do que tem vindo a ser promovido em Tomar pelo grupo de artistas “Convergências”. Constitui a reposição adaptada ao espaço, do trabalho que as escultoras, Beatriz Horta Correia, Graça Pereira Coutinho e Susana Piteira, trouxeram ao Museu do Oriente em 2021, no regresso da sua vivência em Jingdezhen, centro milenar dos segredos da cerâmica, na China e no mundo.
A permanência deste lugar expositivo será acompanhada por eventos culturais e oficinas, com calendário a definir. Mais informações em https://convergenciasarte.wordpress.com/.
No seu todo, esta viagem ao mundo do “ouro branco”, constituirá uma experiência emocional transformadora e uma afirmação marcante da tradição ígnea de outros povos na cultura tomarense.
Desde os tempos imemoriais que em Trás-os-Montes se deu muita importância ao tempo passado à mesa das refeições. O meu avô dizia muitas vezes que o tempo de estarmos à mesa era sempre o mais curto do dia pelo que devia ser muito bem aproveitado.
Era ali que se conversava e se discutiam os projetos da família, se realizavam as combinações para o trabalho da lavoura, das matanças ou das vindimas, se combinavam as ceifas e as acarrejas do pão. Era também ali que se partilhavam as preocupações com os amigos e se falava dos problemas da comunidade.
No final de cada trabalho no campo ou algumas maiores obras de melhoramento da casa era o tempo de se cozinharem os melhoras petiscos da casa, trazer o bom presunto e as saborosas chouriças com o pão que saía do forno também acompanhado pelo vinho fresco da adega e assim degustar os melhores sabores da região.
Não nos podemos esquecer do célebre refogado de javali, do sarrabulho de carnes frescas do porco feitos no pote, da Chouriça e do chouriço de pão com grelos, do rodeão, do butelo com cascas e da posta mirandesa.
Fazia-se gosto em que os amigos saíssem de casa satisfeitos e a dizerem o melhor da cozinheira que ali mandava e oh de quem não tivesse um espaço no canto do estômago para provar desses manjares, pois era uma ofensa indigna de se fazer na casa de um qualquer transmontano.
E nestas provas à volta da lareira não há ninguém que se negue às fantásticas castanhas assadas nos típicos assadores pendurados nas cadeias do estrefogueiros de onde saem quentes e estaladiças a acompanhar com jeropiga ou água-pé.
É todo este ritual gastronómico que a Casa de Vinhais pretende partilhar com a Casa de Tomar no próximo dia 16 de novembro, num final de tarde de amizade e convívio à volta dos sabores.