O Comando Territorial de Santarém, através do Posto Territorial de Fátima, constituiu arguido, no dia 26 de março, um homem de 61 por furto e recuperação de material furtado, no concelho de Fátima.
No seguimento de uma investigação por furto, que decorria há cerca de seis meses, os militares da guarda apuraram que o suspeito colocava alguns dos bens furtados à venda, através das redes sociais e de plataformas de venda online.
No decorrer das diligências policiais, foi dado cumprimento a um mandado de busca domiciliária que culminou na apreensão do seguinte material: 4 850 euros em numerário; Quatro bicicletas e diversos acessórios; Quatro máquinas fotográficas e respetivos acessórios; Cinco equipamentos de vigilância à distância; Três armas de fogo; Duas aeronaves não tripuladas, vulgo drones; Dois veículos de rádio modelismo; Uma pistola de alarme; Uma espingarda de ar comprimido e respetivos projéteis; Uma trotinete elétrica; Uma hoverboard; Diverso equipamento desportivo; Diverso vestuário; O suspeito foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Ourém.
TomarLugar, da RCT, recebeu, no passado dia 6 de março, o tomarense Bruno Cardoso Reis, comunicador, investigador, professor de História e Relações Internacionais no ISCTE-IUL, onde dirige o Doutoramento em História e Defesa, para uma conversa sobre atualidade internacional, nacional e sobre Tomar, terra que o viu nascer.
RCT – Bruno, quem é a pessoa que sente ser, digamos, o Bruno de hoje, é claro, do resultado do ontem?
Bruno Cardoso Reis – Em termos profissionais, sou um professor da universidade e realmente gosto bastante de dar aulas, é algo que eu acho que é uma interação em que aprendemos também muito, com sucessivos alunos que vamos tendo, nos vários graus obviamente, sobretudo por exemplo ao nível de Doutoramento, que é realmente uma área em que eu também trabalho bastante. Portanto, em primeiro lugar, realmente, professor, depois, obviamente, também me sinto tomarense, ou seja, como eu disse, sempre que posso, regresso aqui a Tomar. Por razões de trabalho, eu vivo e trabalho, essencialmente em Lisboa, mas realmente procuro vir com frequência cá, portanto também me identifico nessa dimensão. É uma cidade pela qual obviamente tenho muito carinho e continuo a acompanhar também com o interesse o que por cá se passa, portanto, essas duas dimensões são certamente fundamentais, além das outras, além de pai, marido, filho…
– Voltando um bocadinho ao Bruno, quase do tempo dos calções. Como é que passou a sua juventude?
– Eu vivi até aos 10 anos numa aldeia que é a Portela, que fica entre Tomar e a Barragem do Castelo de Bode, mais ou menos a meio caminho, na freguesia de São Pedro. Por um lado, vivi esse lado, digamos, rural, embora eu estivesse sempre aqui, mesmo no Jardim Escola, mas realmente vivia lá. Portanto, aí era um ambiente mais rural. E guardo ótimas recordações, embora fosse o Portugal rural do final dos anos 70 e início dos anos 80, em que, por exemplo, não havia ainda água canalizada, nem esses luxos de agora, em que muitas vezes a luz faltava, mas tenho ótimas recordações, tinha um bom grupo de amigos, andávamos de bicicleta por todo o lado, lá pela aldeia e arredores, lembro-me de andarmos, por exemplo, a explorar ali aquelas enormes canalizações para levar água da albufeira para Lisboa. Mas, efetivamente, vinha todos os dias para Tomar, o meu pai também trabalhava aqui na Mendes Godinho e, portanto, vinha todos os dias e guardo uma ótima recordação de uma cidade onde era muito aprazível viver e nesse aspeto continua a ser assim. Eu gosto muito de passear a pé e Tomar é uma cidade onde isso é muito fácil de acontecer, com uma zona histórica também que foi sempre relativamente preservada e que se mantém. Tenho ótimas recordações de viver em Tomar, crescer, num contexto que, por exemplo, comparando com a vida de hoje, em Lisboa, da minha filha, era muito menos condicionado, toda a gente se conhecia um pouco, era fácil ir a qualquer lado. Eu, por exemplo, ia muitas vezes almoçar ao “Noite e Sol”, mesmo que o meu pai não estivesse lá, fazia quase a vez de cantina, toda a gente já me conhecia, sabia que era para servir o almoço e depois logo se pagava. Era realmente um sítio muito acolhedor e onde era muito aprazível viver e guardo ótimas recordações.
– E das atividades que, entretanto, já fazia, digamos já se notava uma certa apetência para a carreira que acabou por seguir, para a questão da História?
– Eu, durante um tempo, tinha duas atividades principais além da escola, que era o escutismo, por um lado, e por outro, a música no Conservatório. E, portanto, por aí, se calhar nem tanto assim, mas realmente também guardo boas recordações das duas, acho que, por exemplo, os escuteiros são realmente uma boa escola em termos de algum desembaraço da pessoa, se habituar a viajar sem os pais, mesmo muito jovem, a orientar-se. É uma coisa que eu gosto muito de fazer, viajar e, realmente, acho que isso ficou-me também, ou essa experiência ajudou, no fundo. Também mantenho algum gosto pela música, que certamente foi do Conservatório, embora nunca tivesse nenhum especial jeito, nem ilusões a esse respeito, pelo menos nesse aspeto ajudou a esclarecer que músico não seria certamente, pelo menos profissional não seria certamente. (…)
Entrevista completa na edição impressa de 29 de março.
Inserido no mês da Proteção Civil em Ferreira do Zêzere, realizou-se, no passado dia 26 de março, um exercício/simulacro de acidente, com o objetivo de treinar e testar a interoperabilidade entre as diversas entidades e agentes de Proteção Civil. O local escolhido foi a estrada nacional 110 entre KM 80.4 e KM 80.8 (Venda dos Tremoços) com corte de via nos dois sentidos. O “acidente” envolveu um veículo pesado de mercadorias e um veículo ligeiro de passageiros, numa colisão de que resultaram três feridos.
Estiveram presentes, o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, vereadores, comandante sub-regional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere, GNR, Serviços Municipais de Proteção Civil, de Ação Social e da área operacional, junta freguesia de Areias e Pias e Infraestruturas de Portugal. Como observadores estiveram presentes o SMPC de Tomar e de Vila de Rei.
Foi apresentado esta terça-feira, 26 de março, o cartaz da edição de 2024 do festival Bons Sons, em Cem Soldos, Tomar. Gisela João, Cláudia Pascoal, The Legendary Tigerman e Teresa Salgueiro, são alguns nomes que voltar fazer “viver a aldeia” de 8 a 11 de agosto.
A apresentação à imprensa, por Miguel Atalaia, decorreu na sede do Sport Clube Operário de Cem Soldos, tendo iniciado com uma atuação-surpresa do guitarrista Manuel Dordio.
Após um ano de interregno, o evento, que vai na sua 18.ª edição, associando-se também à celebração dos 50 anos do 25 de Abril, tem como artistas confirmados: A Azenha; Ambria Ardena; Ana Lua Caiano; Adiafa; Cara de Espelho; Cláudia Pascoal; Club Makumba; Conferência Inferno; Coro da Cura Coro das Mulheres da Fábrica; Diana Combo ; Dougie Knight (dança); Edmundo Inácio; emmy Curl; Estilhaços; Expresso Transatlântico; Fala Povo Fala; Fanfarra Káustika; Femme Falafel Ganso; Gisela João ; Hause Plants; Hélio Morais; Hermanas Sisters; Luísa Amaro; Joana Guerra; Maria Callapez; Manuel Dordio; Mão na Anca; Máquina; Natália Mendonça (dança) Plasticine; Quis Saber Quem Sou; Rafael Toral; Rocky Marsiano Sheri Vari ;Silk Nobre; Solar Corona Elektrische Maschine Surma (DJ set); Teresa Salgueiro; The Legendary Tigerman The Twist Connection; Unsafe Space Garden; Vaiapraia; Valete Velhote do Carmo e Zarco.
Os bilhetes diários encontram-se à venda, por 25 euros e, após acabar o número limitado de entradas com este valor, passam a custar 30 euros. Os passes de quatro dias, com campismo incluído, custam 55 euros e, numa fase posterior, passam a custar 65 euros.
Vai realizar-se, no dia 6 de abril, sábado, entre as 10h00 e as 12h00, um Dia Aberto, na Escola EBI Santa Iria, iniciativa aberta a toda a comunidade, com o objetivo de dar a conhecer a escola e as suas condições.
Durante a manhã serão realizadas atividades contando, para isso, com a participação do CALMA que irá estar presente com jogos tradicionais para divertir as crianças, enquanto os pais visitam a escola que, recorde-se, conta com Jardim de Infância, 1.º, 2.º e 3.º ciclos.
A Escola convida toda a comunidade a conhecer este estabelecimento de ensino e a participar nas atividades proporcionadas pelo CALMA.
Célia Evaristo apresentou, no passado sábado, no no Moinho da Ordem, em Tomar, cidade que a viu nascer e crescer, os livros “Histórias de Amor com Aromas do Mar” e “A Borboleta Pimpineta (e as suas histórias a rimar)”.
Segundo a mesma, “foi uma apresentação muito emotiva com a presença de familiares, amigos e antigos professores. Uma tarde, sem dúvida, para recordar”.
Dois livros com características diferentes: o primeiro vocacionado para o público mais adulto e marcado por uma escrita de cunho mais pessoal, o segundo uma abordagem do mundo em que vivemos dirigida aos mais novos.
A apresentação esteve a cargo de Graça Martins, que foi professora da autora em Tomar, com a leitura de alguns poemas partilhada entre Célia Evaristo e Virgínia Martins, elas que foram colegas nos estúdios da Rádio Cidade de Tomar.
Entre o público presente, destaque para alguns professores, entre os quais a sua professora primária, que classifica como uma das maiores responsáveis pelo gosto que tomou pela escrita.
O caso agressão de que foi vítima uma cabeleireira de Tomar, há uma semana, foi o motivo para a realização, na segunda feira, de uma “Marcha Silenciosa por Todas as Vítimas de Violência Doméstica”.
Centenas de mulheres e alguns homens juntaram-se na Praça da República e dali partiram em silêncio pelas ruas da cidade, terminando a iniciativa no mesmo local.
Recorde-se que a vítima, cabeleireira de profissão, ficou com um dedo cortado, com o cabelo rapado, assim como as sobrancelhas, sendo que o agressor ainda lhe arrancou as pestanas. A comunidade tomarense tem recorrido às redes sociais para prestar todo o apoio à vítima. O agressor está sob prisão preventiva em Caldas da Rainha.
Durante a concentração foi partilhada uma videochamada com a vítima para lhe mostrar a solidariedade de todos os participantes, num momento de grande emoção.
O caso das agressões brutais a mulher em Tomar despoletou esta iniciativa, no entanto, a mesma foi por todas e todos aqueles que sofrem em silêncio relações abusivas. Para que quebrem o silêncio. Para que se libertem. Para que não tenham medo. Para que saibam que não estão sozinhas/os.
A conferência sobre Proteção Civil, organizada pelo Partido Social Democrata de Tomar, que decorreu no passado dia 22 de março, deu continuidade a um ciclo de ações de debate em torno dos temas mais relevantes para o concelho.
A primeira intervenção coube a Cláudia Duarte, Assistente Social e Coordenadora de Projetos Comunitários, que enfatizou a importância das Unidades Locais de Proteção Civil, destacando não só a sua atuação em termos de prevenção, preparação e resposta a situações de catástrofe, mas também o seu papel crucial na construção de comunidades resilientes. Este testemunho foi baseado em casos de sucesso de freguesias de outros concelhos.
De seguida, o antigo Comandante Nacional da Proteção Civil, José Manuel Moura, partilhou a sua experiência nacional e internacional no domínio da Proteção Civil, proporcionando uma visão estratégica para enfrentar os desafios presentes e futuros nesta área. A sua perspetiva sobre a atual estrutura, a importância da coordenação eficaz entre as diferentes entidades locais, regionais e nacionais, além da necessidade de gestão contínua na capacitação e modernização dos recursos disponíveis nesta área, foi de extrema relevância.
A Proteção Civil assume um papel fundamental na salvaguarda da vida e bens da população, assim como na prevenção, preparação e resposta a emergências e catástrofe. Através da ação concertada de diversos agentes, desde entidades públicas e privadas até aos próprios cidadãos, a Proteção Civil garante a proteção e o socorro em momentos críticos, contribuindo para a minimização de danos e para a rápida recuperação das comunidades afetadas.
A conferência organizada pelo PSD de Tomar abordou de forma abrangente os desafios e as melhores práticas no âmbito da Proteção Civil, contando com a participação de especialistas de reconhecida experiência, assim como a presença de diversos agentes de Proteção Civil de toda a região que também quiseram participar no debate de ideias e experiências.
O PSD de Tomar agradece a todos os participantes pelo seu contributo neste importante debate, reforçando o compromisso de continuar a organização destas conferências, criando condições para um diálogo aberto e transparente de procura de soluções para o desenvolvimento do nosso concelho.
O livro “Corazones de musgo/Corações de musgo”, de Nuno Garcia Lopes, será lançado em Lepe (Huelva), no sul de Espanha, no dia 6 de abril, com a chancela de ACSAL Ediciones. Na véspera, pelas 18 horas, a obra terá uma pré-apresentação na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António.
Obra vencedora do II Prémio de Ecopoesia Ponte do Guadiana, aberto a autores portugueses e espanhóis, será uma edição bilingue, cuja capa tem por base uma imagem do fotógrafo José Ribeiro, também ele tomarense. O júri valorizou neste poemário “a inegável criatividade literária, qualidade metafórica e sensibilidade poética”. Neste que será o nono livro de poesia do autor nascido na Linhaceira, e o quinto consecutivo a ser premiado, o poeta prossegue um trabalho de depuração da linguagem, com poemas curtos habitados por um ecossistema próprio em cuja camada mais visível a presença humana praticamente não se nota.
Trata-se do primeiro livro completo de Nuno Garcia Lopes traduzido para espanhol, sendo que está prevista para breve, também no país vizinho, a publicação de um outro poema seu na antologia “El mejor poema del mundo”, livro das Ediciones Nobel que reúne uma seleção de textos oriundos do mundo inteiro.