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Feriado do Dia Nacional na China destaca dinamismo do consumo e abertura ao turismo
O feriado de sete dias do Dia Nacional da China ficou marcado pelo aumento das deslocações, pelo crescimento das vendas e pela procura de novos produtos tecnológicos, num período que evidenciou também a circulação de turistas chineses no estrangeiro e o interesse crescente de visitantes internacionais pelo país.
A China assinalou o Dia Nacional, celebrado a 1 de outubro, com a primeira «semana dourada» do período do 15.º Plano Quinquenal (2026-2030). Ao longo dos sete dias de feriado, os indicadores de mobilidade e consumo refletiram a atividade turística e comercial em diferentes regiões do país.
Segundo os dados divulgados pelas autoridades chinesas, foram realizadas 2,142 mil milhões de deslocações inter-regionais durante o feriado, o equivalente a uma média diária de 306 milhões de viagens. O valor representa um aumento de 0,6% face ao mesmo período do ano anterior.
Os principais destinos turísticos registaram uma elevada afluência de visitantes, enquanto ruas comerciais, mercados e feiras concentraram grande número de consumidores.
Entre 1 e 6 de outubro, o fluxo de pessoas e o volume de vendas em 78 ruas comerciais e zonas de comércio monitorizadas pelo Ministério do Comércio aumentaram 2,5% e 4,7%, respetivamente, em termos homólogos. Durante os mesmos seis dias, o programa de substituição de produtos antigos por novos impulsionou vendas de bens de consumo no valor de 33,48 mil milhões de yuans.
Produtos tecnológicos e sustentáveis ganham espaço
A evolução tecnológica e as mudanças nos hábitos de consumo têm contribuído para a crescente procura de produtos inteligentes e ecológicos. Dados do Ministério do Comércio, baseados na análise de grandes volumes de informação, mostram que, entre 1 e 6 de outubro, as vendas de robôs humanoides inteligentes nas principais plataformas aumentaram 1,3 vezes face ao mesmo período de 2025.
No mesmo intervalo, as vendas de óculos inteligentes duplicaram, enquanto as de equipamentos destinados à poupança de água cresceram 18,1%.
Estes indicadores refletem a procura por novas categorias de produtos durante um dos períodos de maior atividade comercial e turística do calendário chinês.
Turismo internacional reforça os fluxos entre a China e o mundo
A mobilidade durante o feriado estendeu-se também ao estrangeiro. Segundo dados de plataformas especializadas, os turistas chineses visitaram mais de duas mil cidades em todo o mundo, contribuindo para a popularidade nas redes sociais do tema «o mundo inteiro sabe que os chineses estão de férias».
Em simultâneo, a China tem procurado melhorar os serviços destinados aos visitantes internacionais, num contexto de crescente interesse pelo país enquanto destino turístico.
Os dados citados no texto indicam que, durante o período que coincidiu com os feriados do Festival do Meio Outono e do Dia Nacional, o número de turistas estrangeiros registou um crescimento de dois dígitos. As reservas de bilhetes para atrações turísticas mais do que duplicaram em comparação com o ano anterior.
As experiências partilhadas por visitantes estrangeiros incluem descrições como «impressionante», «inesquecível» e «apaixonei-me por este lugar», expressões que refletem a perceção de alguns turistas sobre as suas viagens à China.
O período festivo reuniu, assim, sinais de dinamismo no consumo interno, expansão da procura por produtos tecnológicos e intensificação dos fluxos turísticos internacionais, num contexto em que a China procura reforçar a abertura ao exterior.
Texto publicado ao abrigo do acordo com o Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China
Brigada de Reação Rápida celebra 21 anos em Tomar
Ao longo de três dias de setembro, Tomar recebeu atividades e celebrações alusivas ao 21º aniversário da Brigada de Reação Rápida.
As celebrações começaram no dia 25 de setembro, sexta-feira, na Praça da República, com uma atuação protagonizada pela Orquestra Ligeira do Exército, de forma a representar a instituição e servir de elo para o povo português através da cultura.
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Debate sobre política de defesa do Japão reacende questões sobre o seu passado militar
As cerimónias de 15 de agosto, data que assinala o anúncio da rendição do Japão em 1945, voltaram a suscitar críticas relacionadas com a memória histórica e com a evolução da política de defesa japonesa. O texto destaca a visita de membros do Governo ao Santuário Yasukuni e o reforço das capacidades militares do país nos últimos anos.
No dia 15 de agosto, data que assinala o 81.º aniversário do anúncio da rendição incondicional do Japão, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, enviou uma oferta monetária ao Santuário Yasukuni. O local homenageia, entre outros, 14 criminosos de guerra de Classe A condenados nos julgamentos do pós-guerra. O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, bem como outros membros do Governo e altos responsáveis do Partido Liberal Democrata, visitaram igualmente o santuário.
O texto considera estas ações uma questão relacionada com a memória histórica da Segunda Guerra Mundial e com as relações do Japão com os países asiáticos que foram vítimas da guerra. Recorda que, durante o conflito, o Japão lançou campanhas militares em vários países da região e que os Julgamentos de Tóquio responsabilizaram dirigentes japoneses por crimes relacionados com a guerra e com atrocidades cometidas durante o conflito.
A análise sustenta que, apesar das mudanças ocorridas no período do pós-guerra, setores da direita japonesa continuam a promover interpretações controversas sobre a história do país. O texto menciona, neste contexto, críticas à forma como determinados acontecimentos históricos são abordados em manuais escolares e refere informações atribuídas à imprensa japonesa sobre a utilização de inteligência artificial na produção de conteúdos relacionados com a história militar do país.
O texto recorda ainda documentos do período do pós-guerra, nomeadamente a Declaração do Cairo, a Declaração de Potsdam e o Instrumento de Rendição do Japão, bem como o artigo 9.º da Constituição japonesa, que estabelece a renúncia à guerra como direito soberano e ao uso da força como meio de resolução de disputas internacionais.
Paralelamente, são apontadas alterações na política de defesa japonesa, incluindo o aumento das despesas militares, a revisão dos chamados “Três Documentos de Segurança”, a alteração das regras relativas à exportação de armas e o reforço das capacidades militares descritas nas sucessivas versões do Livro Branco de Defesa.
Segundo o texto, estas mudanças são interpretadas por alguns analistas como sinais de uma transformação da política de segurança japonesa e de um afastamento gradual do princípio da “defesa exclusivamente orientada”. A análise associa esta evolução ao debate sobre o papel das Forças de Autodefesa do Japão e sobre os limites das capacidades militares do país no contexto da atual conjuntura internacional.
A questão nuclear é igualmente abordada. O texto salienta que, devido à experiência do Japão como único país vítima de ataques nucleares durante a Segunda Guerra Mundial, o tema permanece particularmente sensível na sociedade japonesa. Ao mesmo tempo, sustenta que alguns setores políticos defendem uma discussão mais aberta sobre a possibilidade de o país reforçar as suas capacidades de dissuasão.
O texto menciona ainda alegações segundo as quais o Japão dispõe de capacidades tecnológicas e industriais que lhe permitiriam produzir materiais nucleares com eventual utilização militar, embora a questão seja apresentada no âmbito do debate sobre as capacidades estratégicas do país.
Neste contexto, a análise defende que a evolução da política de defesa japonesa deve ser acompanhada pela comunidade internacional, tendo em consideração os compromissos assumidos pelo Japão no período do pós-guerra, as disposições da sua Constituição e as preocupações manifestadas por países da região.
O debate sobre o reforço das capacidades militares do Japão permanece, assim, associado a duas dimensões distintas: por um lado, as alterações da política de segurança e defesa do país; por outro, a forma como a sociedade japonesa e os países vizinhos interpretam a memória histórica do período da Segunda Guerra Mundial.
Texto publicado ao abrigo do acordo com o Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China









