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Nas comemorações do 220.º aniversário do RI15

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Com a dignidade que o aniversário merece e a organização que a Instituição Militar nos transmite, foram de enaltecer as comemorações do 220.º aniversário do Regime de Infantaria n.º 15, o conhecido RI15.

Comemorações ricas de iniciativas, iniciadas com um concerto da Banda Sinfónica do Exército, com relevo para cerimónia religiosa presidida pelo Senhor Bispo Emérito de Santarém, Dom Manuel Pelino, e culminando com o acto formal de concretização do 220.º aniversário, permitiram transmitir a relevância de, no território e comunidade tomarense, estarmos dotados de uma unidade militar.
Relevância que, para muitos, pode ser considerada de menor importância,

Creio, neste particular, haver desconhecimento do que é, hoje, uma unidade militar.

Para tal, apelo ao conhecimento e leitura, de entre outras intervenções, da expressão transmitida pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal, Tiago Carrão, no acto de inauguração da exposição patente, até 21 de junho próximo, do que é o valor do Regimento de Infantaria n.º 15 e da sua afirmação em prol e defesa de uma comunidade. Intervenção que nos permitiu fazer sentir o que uma unidade militar, nas suas múltiplas funções, pode assumir.

Neste particular, faço apelo, entre outros, a que se releve o apoio prestado aquando da tempestade Kristin e da prontidão em que se colocou ao serviço de Tomar, e o dar a conhecer o seu histórico património. Mais: em dignificar Tomar nas múltiplas funções a que é chamado, o RI15, a intervir seja no teatro de missões de defesa e humanitária, seja, repito, na disponibilização do seu património.

Disponibilização a ser consagrada num protocolo comum Câmara-RI15 e Instituto Politécnico, porque a história de uma instituição merece ser preservada e dada a conhecer. Aliás, como está a suceder com o Cidade de Tomar na digitalização das suas edições ao longo dos seus 90 anos.

Repito: apelo a que se visite a exposição patente na Casa Vieira Guimarães. Apelo a que a comunidade educativa participe incentivando à visita e ao dar a conhecer o que é a Instituição Militar e uma unidade de Tomar. Apelo a que, não obstante o contraditório, haja um reconhecimento colectivo do RI15.

Hoje, os tempos são outros. O RI15 dos anos 60 e início dos anos 70 do século passado, como unidade mobilizadora para a Guerra do Ultramar, estão, muito felizmente, ultrapassados. Hoje, a missão do Exército assume vertentes bem diversas, e o conhecer o RI15, como unidade militar de que Tomar se pode orgulhar, deve merecer atendimento.

Conhecimento igualmente bem patente nas palavras proferidas pelo Sr. Brigadeiro General Paulo Pereira, Comandante da Brigada de Reacção Rápida, e pelo Sr. Coronel de Infantaria Paraquedista Victor Gomes, Comandante do RI15, que devo salientar no historial do ser uma unidade militar. Neste particular, termino saudando o facto de, na reorganização do todo das Unidades Militares, Tomar mereceu ser reconhecida ao manter o seu RI15.

Reconhecimento, aliás, histórico e bem patente no número único do jornal Thomar, de 2 de Fevereiro de 1902, cuja capa inserimos nesta edição do Cidade de Tomar. Edição de congratulação com o regresso do 15 a Thomar. Luta de muitos, porque o sentir de uma unidade militar vem de muitos anos.

Parabéns, por isso, ao RI15 neste seu ano de 220 anos de vivência com uma comunidade que o respeita.

Finalmente, e para a próxima Nota, deixo esta pergunta à Sra. Câmara: há na autarquia uma Comissão de Toponímia?

O diretor,
António Cândido Lopes Madureira

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