19.6 C
Tomar

Apontamentos

Relacionadas

Recupero a afirmação do Senhor Presidente da República, António José Seguro, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: “Uma Imprensa livre é, por definição, um contrapoder”. E ainda: “A Liberdade de Imprensa constitui uma das expressões mais exigentes porque tem obrigação de incomodar”.
É, assim, nos termos destas afirmações, que nós, em Cidade de Tomar, semanalmente, incomodamos, entre outros, positiva ou negativamente, os Poderes Autárquicos e damos voz àqueles que contraditam decisões ou omissões do mesmo Poder.
É neste âmbito que, na presente edição de Cidade de Tomar, damos, repito, voz aos que, com a serenidade possível, tentam fazer reflectir a Senhora Câmara sobre a extinção do espaço, até então, destinado a parque de autocaravanas.
Se posso compreender a decisão de dotar a nossa cidade de um parque para eventos poupando o Mouchão Parque das agressões várias, voltando a ser o mesmo entendido como um jardim urbano, não entendo porque ao encerrar o antigo parque de campismo, infelizmente já condenado como Parque de Campismo, como parque de autocaravanas não se procurou, antecipadamente, um novo local para aquele fim.
Lembro quando, na presidência de Carlos Carrão, o Clube de Campismo de Lisboa escolheu Tomar para o seu aniversário, o acolhimento que lhe foi prestado e a grandeza do evento. Clube de Campismo de Lisboa que, parecendo estranho, muito está ligado a Tomar, pois foi Fernando Lopes-Graça o compositor da “Marcha dos Companheiros”, ainda hoje hino do campismo. A solução apresentada, espero que seja provisória, pois a Avenida Maria de Lourdes de Mello e Castro merece outro tratamento.
Importa ainda ter presente que o autocaravanismo assume, entre outras, importância relevante em termos de Turismo Religioso; e Tomar está tão perto de Fátima… Daqui lanço um desafio à Senhora Câmara: porque não ponderar uma instalação nos terrenos da ex-Fábrica de Fiação? Fica esta reflexão.
Reflicto, ainda, sobre a apresentação das medidas assumidas pelo executivo ao fim de seis meses de mandato. Poder-se-á questionar a razão de tal apresentação. Mas foi um exercício de esclarecimento que saliento. Importa, de futuro, se houver apresentação de medidas findo um ano de mandato, que tal seja de efectiva concretização, com criação de emprego e revitalização do tecido empresarial.
Com a possível alteração do Plano Director Municipal que tanto restringe o nosso concelho. No olhar para a conhecida Zona Industrial, nomeadamente em saber o destino dado a lotes desaproveitados. Que medidas foram tomadas, se o foram, para instalação de empresas e negócios. E perceber o que vai ser o Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode e o seu reflexo para o nosso concelho.
E, ainda, o sucesso das negociações com o Ministério da Defesa Nacional, fruto da recente visita ministerial, não podendo o Poder Político nacional esquecer a reconhecida valia o Regimento de Infantaria 15, com lugar de destaque em desfiles nacionais. Um Orgulho Tomarense.
Finalmente, nesta minha Nota, quero louvar o Cartaz da Festa dos Tabuleiros de 2027, com a sua calendarização. Pelo que sei, e sinto, o ânimo no que respeita às Ruas Populares existe. É, para mim, excelente sinal.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisement -

Últimas

Congresso da Sopa adiado para 30 de maio devido a condições climatéricas adversas

O congresso inicialmente previsto foi adiado devido às condições climatéricas adversas esperadas para a data, segundo informação divulgada pela...

Câmara de Tomar apresenta balanço de seis meses com 100 medidas executadas

A Câmara Municipal de Tomar realizou na tarde de segunda feira, 4 de maio, uma conferência de imprensa no...
- Advertisement -

Mais notícias