A Mata Nacional dos Sete Montes, em Tomar, reabriu parcialmente ao público na segunda-feira, 26 de outubro, cerca de nove meses depois de ter encerrado devido aos estragos provocados pela tempestade Kristin. O presidente da Câmara Municipal, Tiago Carrão, anunciou na ocasião que o espaço será proposto para classificação como Monumento Nacional.
A reabertura contou com a presença do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, assinalando o regresso dos visitantes a parte de um dos espaços naturais e patrimoniais mais emblemáticos da cidade, após um período de trabalhos de recuperação conduzidos pelo Município de Tomar e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Desde fevereiro, as intervenções incluíram o abate preventivo de árvores em risco de queda, o inventário e a georreferenciação do arvoredo afetado, a limpeza e remoção de material lenhoso e a desobstrução de cerca de seis quilómetros de percursos.
O levantamento realizado identificou 812 árvores desenraizadas, partidas ou em risco de queda. Como algumas zonas florestais estavam inacessíveis, estima-se que a tempestade tenha afetado perto de mil árvores.
Durante a reabertura, Tiago Carrão destacou o contributo das equipas envolvidas na recuperação e revelou a intenção de propor a classificação da Mata dos Sete Montes como Monumento Nacional. Rui Ladeira salientou a capacidade de resposta do concelho aos estragos provocados pela tempestade, a 28 de janeiro, reconhecendo, contudo, que ainda há trabalho a realizar.
Acesso condicionado e trabalhos continuam
A reabertura abrange apenas as áreas intervencionadas e consideradas seguras. Mantêm-se interditas e sinalizadas as zonas onde decorrem operações florestais ou persiste o risco de queda de árvores.
O acesso poderá voltar a ser condicionado em caso de condições meteorológicas adversas, nomeadamente vento forte ou precipitação intensa.
Os trabalhos vão prosseguir de forma faseada, incluindo a remoção do material lenhoso remanescente e a reparação de caminhos, muros e outras infraestruturas danificadas. Está também a ser preparado um plano de restauro da Mata, envolvendo o ICNF, o Município de Tomar, o Convento de Cristo e associações locais ligadas à defesa do património natural.
A recuperação da Charolinha, severamente danificada pela queda de uma árvore durante a tempestade, será conduzida no âmbito da tutela da Cultura.
O município apela ao cumprimento da sinalização, das vedações e dos percursos definidos, de modo a garantir a segurança dos visitantes enquanto decorrem os trabalhos de recuperação.