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NERSANT quer estar na linha da frente do desenvolvimento regional

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Rui Serrano, 52 anos, presidente da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém/Câmara de Comércio e Indústria. Arquitecto de formação, conta com 28 anos de experiência profissional. Ao longo do seu percurso, trabalhou durante 12 anos na TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, onde participou em projetos de arquitetura e urbanismo de grande impacto para a região. Paralelamente, desempenhou relevantes funções autárquicas, tendo sido vice-presidente da Câmara Municipal de Abrantes entre 2009 e 2013 e vice-presidente e vereador da Câmara Municipal de Tomar entre 2013 e 2016. “37anos. E ainda agora começámos”, é o lema atual da associação, que também apostou numa nova imagem institucional.
Tomou posse como presidente da NERSANT, a 27 de novembro, na sequência do pedido de demissão de Pedroso Leal por razões pessoais. Descreva-nos um pouco do seu percurso profissional e associativo até chegar a este cargo.
A presidência da NERSANT surgiu para mim como uma oportunidade, tal como muitas outras que fui tendo ao longo do meu percurso profissional, que já conta com 28 anos de atividade, embora pareça que foi ontem. Comecei na TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, onde estive durante 12 anos como Técnico de Desenvolvimento Local. Foi uma experiência incrível e muito gratificante, porque me permitiu um contacto direto com a população, com associações e coletividades, toda a região de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação. Embora a minha formação seja em Arquitetura, na TAGUS fazia um pouco de tudo.
As suas raízes são da região?
Não. Nasci em Angola e vim muito novo para Portugal. Com dois anos estava já em Tomar, para onde os meus pais vieram com armas e bagagens. Fiz todo o meu percurso escolar em Tomar: João de Deus, depois o Ciclo Novo, atual Gualdim Pais, mais tarde Santa Maria dos Olivais. Fui tirar o curso para Lisboa e regressei e surgiu uma oportunidade de estágio na TAGUS, que tinha sede em Abrantes. Na altura, isso assustou bastante os meus pais, por causa das deslocações diárias – estamos a falar de há cerca de 28 anos – mas aceitei o desafio porque a TAGUS deu-me uma formação muito abrangente. Para além de alguns projetos ligados à arquitetura, aprendi imenso noutras áreas, o que me ajudou a consolidar um conjunto de ferramentas que ainda hoje são fundamentais no meu percurso. Entretanto, abri um pequeno escritório em Tomar e, durante algum tempo, conciliei essa atividade com o trabalho na TAGUS. Estive também envolvido na constituição do Núcleo da Ordem dos Arquitetos em Abrantes, que criou uma dinâmica muito interessante no território. Mais tarde surgiu um convite da Dra. Maria do Céu Albuquerque para integrar a sua equipa como número dois na campanha à Câmara Municipal de Abrantes, juntamente com o atual presidente, Manuel Valamatos. E aceite esse desafio com muito gosto. Foram quatro bons anos em Abrantes, onde aprendi imenso e cresci muito no contacto com estas realidades. Mais tarde, a Dra. Anabela Freitas convidou-me para integrar a equipa em Tomar. Ganhámos as eleições por uma diferença de 281 votos, em 2013. Foi uma grande alegria e encarei esse desafio com muito entusiasmo, trazendo já a experiência adquirida em Abrantes. Acho que dei provas do trabalho desenvolvido, da vontade de fazer e de fazer acontecer. Depois iniciei o meu doutoramento em 2017, que ainda não está concluído. Tem a ver com algo que chamei “quadrilátero do Médio Tejo”, envolvendo Abrantes, Tomar, Torres Novas e Entroncamento, num modelo de subsistema urbano policêntrico que permite fazer um modelo de governança para trabalhar em rede, algo fundamental para o nosso território.
E quando surge a ligação à NERSANT?
Quando surgiu o convite para presidir ao Núcleo da NERSANT de Abrantes, Constância e Sardoal, vi imediatamente uma oportunidade de aplicar, no terreno, aquilo que estava a desenvolver na minha tese de doutoramento no ISCTE. Aceitei o desafio de imediato, em 2023. Mas o meu primeiro contacto com a NERSANT aconteceu muito antes porque, curiosamente, a TAGUS funcionava paredes-meias com o núcleo da NERSANT em Abrantes. Partilhávamos inclusivamente a mesma sala de reuniões. Sempre conheci os presidentes da NERSANT dessa altura e sempre reconheci a importância da associação.
– Leia a entrevista completa na edição que já está nas bancas

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