A falta de água que se regista desde o passado dia 7 de janeiro na União de Freguesias da Madalena e Beselga, no concelho de Tomar, deve-se a uma obstrução significativa das tubagens provocada pela acumulação de calcário, situação que carece de um investimento estrutural para ser resolvida de forma definitiva.
O problema, que afeta várias localidades daquela união de freguesias, tem tido particular incidência em Cem Soldos, Porto Mendo e Porto da Lage. A origem da falha no abastecimento está localizada num troço da rede entre Porto Mendo e Cem Soldos, onde a elevada concentração de calcário na água tem vindo a entupir as condutas, dificultando o normal escoamento e reduzindo significativamente a pressão.
Na reunião do executivo municipal realizada a 12 de janeiro, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, garantiu que a situação tem merecido “a melhor atenção” quer por parte do município, quer da empresa intermunicipal Tejo Ambiente. Ainda assim, o autarca alertou para a gravidade do problema e para a necessidade de um “investimento muito significativo” que permita ultrapassar as limitações estruturais da rede de abastecimento.
Classificando o cenário como “muito grave”, Tiago Carrão sublinhou que não é aceitável que, nos dias de hoje, haja populações a permanecer vários dias consecutivos sem água. Segundo explicou, trata-se de um problema antigo, associado à captação de Mendacha e às características calcárias da água, que ao longo do tempo acabaram por comprometer seriamente o funcionamento das condutas.
Apesar dos esforços desenvolvidos pelos trabalhadores da Tejo Ambiente desde o dia 7 de janeiro para repor alguma normalidade no abastecimento, o presidente da Câmara de Tomar reconheceu que as intervenções em curso têm apenas um carácter paliativo. A solução definitiva, frisou, passa inevitavelmente por um investimento de grande dimensão.