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Realizadora Anabela Moreira em rodagem de telefilme da RTP «Há-de Haver uma Lei» no Tribunal de Tomar

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

O telefilme «Há-De Haver Uma Lei» encontra-se em rodagem em Tomar. Anabela Moreira é a realizadora deste projeto inspirado no livro de Maria Archer e que reúne no seu elenco nomes como Leonor Vasconcelos, José Pedro Gomes, Maria D’Aires, David Esteves, Vera Barreto, João Lagarto, Leonor Silveira e Aldo Lima.

Na terça feira, dia 27 de julho, entre as 17h00 e as 19h00, decorreram gravações no Tribunal de Tomar, tendo o “Cidade de Tomar” falado com a realizadora, Anabela Moreira, sobre este filme e a escolha de Tomar para a rodagem do mesmo.

Segundo a realizadora, o projeto partiu da Ukbar Filmes, “da Pandora, que está aqui presente e é uma mulher extraordinária e que se lembrou desta ideia maravilhosa que é o ‘Contado por Mulheres’, ou seja, são dez telefilmes contados por mulheres diferentes e a ideia é serem histórias bastante diferentes e em concelhos diferentes. Nem sequer há filmagens em Lisboa, porque queremos dar uma imagem do resto do país”, disse.

Anabela Moreira confessou que não conhecia Tomar, afirmando que “é uma cidade extraordinária que eu não conhecia, Tomar está cheio de recantos maravilhosos e a Pandora, numa primeira visita a Tomar apaixonou-se por diferentes locais, sendo que o Tribunal é uma obra prima, com uma sala de audiências suspensa em cima de uma fonte. Tenho pena de não ter tempo para filmar estes pequenos pormenores”, sublinhou.

Sobre o telefilme, Anabela Moreira disse que é “uma história difícil de filmar, no sentido de que é muito exigente, eu estou a fazer um conto, uma história de uma menina, a Luizinha, que nos vai relatar a sua vida de miséria, como é que ela foi resgatada por um homem muito rico e no meio disto tudo acaba por estar nas mãos de uma madrasta linda de morrer, mas muito perversa e isto acaba… não quero revelar muito, mas acaba num grande crime e vem toda a gente parar à sala de audiências do tribunal”.

Notícia desenvolvida na edição impressa de 30 de julho.

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