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ADIRN promove eventos de valorização do território “Da Serra ao Rio” que arrancou com as “Oficinas da Terra” nos Riachos – Torres Novas

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Elsa Ribeiro Gonçalves
Nasceu em Tomar em 1976. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social do IP Lisboa. É jornalista desde 2005, sempre na imprensa regional. Mãe de uma menina, a escrita e as viagens são as suas outras grandes paixões.


A ADIRN – Associação do Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte promoveu, nos dias 7 e 8 de maio, em parceria com o Município de Torres Novas e agentes locais do concelho, as “Oficinas da Terra”. Esta iniciativa desenrolou-se no âmbito da
dinamização dos eventos “Da Serra ao Rio” que vão decorrer nos meses de maio e junho no concelho de Torres Novas.

A primeira iniciativa decorreu nos Riachos, em Torres Novas, e pretendeu lançar o debate sobre a agricultura como sector de desenvolvimento da região e a promoção de produtos de turismo rural, cultural, gastronómico e vinhos. Nesse sentido, o Auditório do Museu Agrícola de Riachos recebeu, na tarde de sexta-feira, 6 de maio, a “Oficina de Agricultura e Desenvolvimento Rural” que colocou em debate diversas temáticas, nomeadamente associadas às práticas agrícolas tradicionais, alimentação saudável, tradições e cultura como produtos turísticos. Nesta sessão, presidiram à
mesa redonda o Presidente do Município de Torres Novas, Dr. Pedro Ferreira, o Presidente da Junta de Freguesia dos Riachos, Senhor José Júlio, o Diretor do Museu Agrícola dos Riachos, Prof. Dr. Luís Mota Figueira, o coordenador da ADIRN, Eng. Jorge Rodrigues e o Presidente da ONGATEJO, Eng. Mário Antunes.

O debate arrancou com uma intervenção do Prof. Dr. Luís Mota Figueira que enumerou as temáticas a abordar, tendo lançado o mote sobre no “que é que a agricultura de hoje tem a ver com as heranças culturais dos museus?”. Seguiu-se uma reflexão acerca do “que nós temos a ver com o território, o desenvolvimento integrado e o papel da agricultura nos segmentos convencionais mais tradicionais”, finalizando- se com o “quadro da agricultura contemporânea”.


Participaram neste debate três empresários agrícolas da região, Bernardo Spínola, da empresa Fazendas – Organic Farming, António e Carlos Graça, da Agro – Graça (pai e filho). “A agricultura não é um negócio de milhões, apesar do saldo ser positivo a única hipótese é apostarmos numa vantagem competitiva”.

Mencionou Bernardo Spínola, reforçando que faz agricultura biológica e regenerativa não usando plásticos
inclusive “utilizamos as ervas daninhas para fomentar a biodiversidade”.

  • Noticia desenvolvida na edição que já está nas bancas

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