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Bruno Pinto: “As pessoas precisam que tudo esteja a funcionar devidamente para trabalharem em casa e se manterem informadas”

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

A DGS aconselhou, logo de início, as empresas a adotar o teletrabalho para enfrentar a Covid-19, no entanto, há profissões em que é difícil esta forma de trabalho, exemplo dos técnicos de telecomunicações. Neste sentido, o “Cidade de Tomar” falou com Bruno Pinto, técnico de telecomunicações, para perceber de que forma tem exercido a sua profissão e os cuidados que tem de ter. Ficam também alguns conselhos para quem necessite deste tipo de serviços em sua casa.

CT – Pode descrever as tarefas que realiza nesta profissão?

Bruno Pinto (BP) – Realizo todo tipo de trabalho de Telecomunicações, mas sou especializado em instalações e avarias de satélite, todos os satélites para diversos países, TDT (Televisão Digital Terrestre), entre outros.

CT – O que mudou com a Covid-19?

BP – Derivado à Covid-19, mudou tudo … esta área em si também foi afetada, o trabalho reduziu, os cuidados têm que ser muitos e as pessoas têm receio de nos receber, no entanto, as grandes empresas de telecomunicações de diversas operadoras são consideradas como um “bem essencial” de serviço indispensável, afinal só estando tudo a funcionar devidamente na casa das pessoas, as mesmas conseguem se manter informadas sobre as evoluções da Covid-19 e conseguem trabalhar. Temos que responder principalmente as avarias e não é fácil, porque muitos técnicos também têm famílias e em alguns casos doentes de risco em casa, falo por mim, que também estive 22 dias parado em casa derivado a essa situação e, por vezes, não conseguimos responder tão rápido como as pessoas queriam, temos mais de 50% da população em casa ou até mais e nessas situações a probabilidade de haver uma anomalia são mais elevadas e nem todos os técnicos estão a trabalhar. Telecomunicações, só este nome em si diz muito, mas nem isto está preparado para uma situação destas que vivemos atualmente, temos diversos exemplos, desde hospitais a tudo o resto, o mundo em si não está preparado para isto…. e quando temos tanta população em casa com crianças e adultos a usar a chamadas através da Internet estamos a sobrecarregar os pontos de distribuição e por isso têm havido alguns problemas a esse nível … o que acaba por ser normal.

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa.

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