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Respostas às suas dúvidas em tempo de pandemia: moratória de crédito à habitação – O que fazer?

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Dezenas de milhares de famílias viram os seus rendimentos habituais afetados, ora pela perda parcial ou mesmo pela perda total dos seus rendimentos.

Muitas famílias não têm capacidade para proceder ao pagamento das responsabilidades contraídas junto da banca, nomeadamente, o pagamento das suas prestações de crédito à habitação.

O não pagamento das prestações à banca tem duas consequências imediatas: a entrada na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal na situação de incumprimento e, por via disso, a dificuldade/incapacidade de poder vir a contrair novos créditos ou renegociar os que tenha em curso junto de qualquer instituição financeira, pelo menos, enquanto se verificar essa situação. Em situação limite, poderá mesmo acontecer que fique sem a própria casa.

Neste contexto surgiram dois tipos de ajuda, uma por iniciativa de alguns bancos, outra da parte do governo, ambas com a mesma designação: Moratória.

Mas o que é afinal uma moratória? A moratória não é mais do que um adiamento de um pagamento no prazo de seu vencimento, que se traduz na introdução de um período de carência no plano de amortização do empréstimo.

Antes de mais deveremos saber que uma prestação normal de amortização de um crédito à habitação se compõe de capital + juros, calculados sobre o montante financiado, pelo prazo e taxa de juro contratados. Poderemos considerar então, dois tipos de moratória e, para simplificar a explicação, consideramos que a taxa de juro se mantém inalterada:

  1. Moratória com carência de amortização de capital e com pagamento regular dos juros, o que significa que as prestações passarão a ter apenas a componente de juros o que se traduz numa redução significativa da prestação mensal, até porque, regra geral, as taxas de juro que estão a ser aplicadas aos empréstimos são, neste momento, muitos baixas, normalmente inferiores a 1,5% (Euribor + spread). Nesta situação, o capital que deveria ter sido amortizado no período de carência passará para o restante período de amortização do empréstimo. Poder-se-ão colocar dois cenários:
    • Há também uma prorrogação do prazo de empréstimo por igual período ao da carência e, neste caso, o valor da prestação não vai sofrer alterações, caso se mantenha o valor do indexante (Euribor), uma vez que o spread será inalterável;
    • Não há prorrogação do prazo do empréstimo por igual período ao da carência e, neste caso, o valor do capital não amortizado será “diluído” nas prestações remanescentes do empréstimo, agravando o valor da prestação mensal, por via da amortização decorrer em menor prazo do que inicialmente previsto.

Este foi o modelo de moratória disponibilizada inicialmente por alguns bancos aos seus clientes e que, como verificamos, pressupõe sempre o pagamento de juros. É, aliás, o modelo adotado pelos bancos para situações de clientes pontualmente em dificuldades.

Os bancos não quiseram incorrer no risco de os seus clientes entrarem em incumprimento, o que acabaria por também penalizar as suas próprias notações de rating e dessa forma poderem ver agravadas as suas próprias condições de financiamento junto do mercado financeiro.

Contudo, os bancos podiam decidir favorável ou desfavoravelmente aos pedidos de moratória e em que condições o fariam.

  1. Moratória com carência de amortização de capital e sem pagamento regular dos juros, o que significa que durante o período dessa moratória, o cliente não vai pagar qualquer valor ao banco. Da mesma forma poderemos considerar os dois cenários de haver ou não prorrogação do empréstimo por prazo idêntico ao da carência introduzida:
    • Há prorrogação do prazo do empréstimo por igual período ao da carência de capital + juros introduzida e, desta forma, os juros não liquidados serão adicionados ao capital em dívida, sendo estabelecido um novo plano de amortização do empréstimo, com prestações ligeiramente superiores aquelas que se encontravam a liquidar no momento da interrupção da amortização regular;
    • Não há prorrogação do prazo por igual período ao da carência de capital + juros introduzida e, desta forma, quer o capital não amortizado, quer os juros respetivos, terão de ser amortizados num prazo inferior ao inicialmente previsto, o que se traduzirá num aumento mais significativo da prestação.

Este foi o modelo de moratória decretada pelo governo, naquela que será uma medida inédita. Desde que reúna as condições preconizadas pelo Decreto-Lei, o banco tem obrigatoriamente de aceitar o pedido e dispõem de 5 dias para proceder á sua implementação.

Para deixar claro, os bancos não irão “perdoar” o pagamento das prestações. Com ou sem moratória, os empréstimos terão de ser liquidados integralmente (capital e juros). Poder-se-á até pensar que, com as moratórias concedidas num contexto de baixas taxas de juro, quando os bancos retomarem a cobrança das prestações a taxa de juro poderá estar mais elevada, por via da subida do valor da Euribor, o que resultará, em primeira análise, num ganho para o banco.

A decisão de recorrer ou não recorrer à moratória é agora dos clientes bancários.

Em conclusão e em minha opinião:

  • Só deverá recorrer à moratória quem, efetivamente, tiver essa necessidade;
  • Tendo essa necessidade, se puder, recorra apenas a carência de pagamento de capital, liquidando regularmente os juros. Poderá até obter uma carência de amortização de capital durante um prazo superior aos 6 meses previstos;
  • Estamos num momento de mercado em que o “pronto a vestir” que os bancos propõem poderá não ser a solução mais adequada, mas em que há a possibilidade de ser confecionado o “fato à sua medida”;
  • Por último, seja qual for a situação em que se encontre, deverá verificar se as condições atuais dos seus empréstimos podem ser melhoradas, quer pela via da redução da taxa de juro, quer pela via da redução dos encargos com seguros, normalmente contratados com os bancos.

Miguel Oliveira

Diretor coordenador regional da Decisões e Soluções

Lar Nossa Senhora da Graça: testes negativos deram maior tranquilidade a utentes, trabalhadores e familiares

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O Jornal “Cidade de Tomar” contactou os lares do concelho a fim de sabermos como está a ser o seu dia a dia e como está a ser ultrapassada esta situação causada pela pandemia.

No lar da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, Lar N.ª Sr.ª da Graça, estão 80 utentes. Há mais 25 utentes do centro de dia, que apoiam agora nos seus domicílios. A que juntam mais 63 utentes, em apoio domiciliário. Mais 23 utentes, na Unidade de Cuidados Continuados e 15 utentes na Unidade de Internamento Privada no antigo hospital. Sem esquecer as 14 crianças no CAT e os 31 utentes nas Residências Assistidas. Ao todo são 251 utentes e 140 funcionários.

Com base nas recomendações da DGS e da Segurança Social, este lar aplicou as medidas recomendadas, na proteção da saúde, dos utentes e colaboradores. Tais como: Aplicação do Plano de Contingência em cada uma das valências; Diminuição do fluxo de pessoas com a restrição de visitas; Higienização regular das mãos; Reforço na higienização dos espaços e objetos; Utilização de equipamentos de proteção individual adequados; Reorganização dos serviços e procedimentos de forma a minimizar contactos físicos; Reforço na monitorização do bem-estar dos utentes e uso de metodologias de que permitam o contacto à distância com o exterior.

Quanto aos testes realizados, na passada semana, por iniciativa da câmara, deram todos negativos, o que deu uma maior tranquilidade a utentes, trabalhadores e familiares.

Leia a notícia completa na edição impressa ou na digital.

Lar de S. Pedro: principais dificuldades prendem-se com as alterações nos horários e em obter materiais de proteção

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Com o intuito de dar a conhecer como está a ser ultrapassada esta situação causada pela pandemia Covid-19 nos lares de Tomar, o “Cidade de Tomar” falou com os responsáveis destas instituições a fim de saber quais as principais medidas adotadas para combater este vírus, quais as principais dificuldades sentidas no dia a dia face a esta situação e o estado de espírito dos utentes neste momento.

Começámos na Associação de Apoio Social da Freguesia de São Pedro de Tomar, onde o lar conta com38 utentes na valência de ERPI e 29 funcionários distribuídos pelas valências de ERPI e SAD.

Quanto às medidas adotadas, foi elaborado um Plano de Contingência e foram proibidas as visitas aos utentes. O Centro de dia deixou de funcionar, passando os utentes desta valência para apoio domiciliário.

Foi criada uma zona de circulação especifica, para os colaboradores de SAD e transporte de refeições.

Foram dadas instruções, para que internamente os contactos entre colaboradores de ERPI e SAD, sejam reduzidos ao mínimo, ou seja, só quando absolutamente necessário.

A elaboração de novos turnos permitiu terem uma equipa de reserva para avançar no caso de haver algum problema em ERPI, as colaboradoras estão a efetuar turnos de 12 horas, durante sete dias, ao fim dos quais, serão substituídas pelo grupo de folga.

Leia a notícia completa na edição impressa ou na digital.

Diretora do Agrupamento Nuno Santa Maria agradece a todos quantos têm ajudado no bom funcionamento do ensino à distância

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Numa altura em que se anuncia a parceria entre o governo e a RTP para avançar com um modelo de telescola, passando a televisão pública a transmitir aulas para alunos até ao 9.º ano, depois de as aulas presenciais terem sido suspensas face à pandemia de Covid-19 e depois do diretor do Agrupamento Templários, Paulo Macedo, ter mostrado as suas preocupações, na nossa edição da semana passada, esta semana é a vez da diretora do Agrupamento Nuno Santa Maria, Maria Celeste Sousa, deixar uma mensagem à comunidade educativa.

Segundo Maria Celeste Sousa, “O Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria tem conseguido, em variados momentos, estar à altura dos imensos desafios que, como comunidade educativa, tem enfrentado com maior ou menor sucesso, sem desistir e sem defraudar as expetativas dos alunos e pais. Como escola pública que somos, nestas alturas temos de nos socorrer de todas as ferramentas e, acima de tudo, da longa experiência que todos temos, no nosso agrupamento, de partilha, trabalho conjunto e solidário. Estamos a viver este desafio com serenidade e resiliência… Acima de tudo com lucidez, procurando atuar com bom senso e ponderação. Nestes novos e tão incertos tempos urge procurarmos ser veículos de apoio e esperança para a nossa comunidade. É por isso que não baixamos braços, nem desesperamos, continuamos sempre disponíveis para sermos fonte de cidadania ativa e profundamente empenhados em ultrapassar esta crise, procurando ao máximo não deixar ninguém para trás – os nossos alunos sabem disto, os encarregados de educação, funcionários e professores procuram quotidianamente construir este caminho, errando e aprendendo, encontrando soluções que criem um caminho de futuro”.

De acordo com a mesma, foi enviado, no dia 2 de abril, a todos os pais/encarregados de educação o “reporte formal de avaliação”, tal como estava previsto no calendário semestral deste Agrupamento.

Para Maria Celeste Sousa, “O final do ano letivo apresenta-se ainda cheio de interrogações, dependendo de fatores não controláveis localmente, mas nada disso nos retira o ânimo e o empenho para continuarmos empenhada e solidariamente a trabalhar como comunidade educativa, ultrapassando assim as dificuldades dos dias que vivemos. Aguardamos as diretivas do governo sobre o calendário letivo, mas pensamos que após a interrupção da Páscoa continuaremos com o ensino à distância até ao final do ano letivo. Continuaremos a manter o contacto regular com os alunos e encarregados de educação, a consolidar aprendizagens e desenvolver novas aprendizagens.Para isso é elaborado um plano semanal para cada turma, coordenado pelo diretor de turma que articula as atividades e tarefas a realizar. Desta forma os docentes das várias disciplinas recolhem informações que serão tidas em conta na avaliação do final do ano – momento de apreciação global do trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano letivo, sem nos esquecermos das condições/equipamentos tecnológicos que cada aluno tem, neste momento, para trabalhar em quarentena. Ninguém estava preparado… não se transforma o ensino presencial na escola, no “Ensino à Distância”(EaD) de um dia para o outro e chegar a todos no Agrupamento Nuno de Santa Maria, só foi possível, porque mais uma vez contámos com a disponibilidade manifestada, desde a primeira hora, pela PSP e GNR que levaram a casa os materiais necessários a alguns para continuarem a trabalhar. Obrigada. Obrigada a todos os professores que foram incansáveis, empenhadíssimos e totalmente disponíveis, mas também a todos os alunos que revelaram um enorme sentido de responsabilidade e mais uma vez perceberam que o sucesso é uma questão de vontade, ação e dedicação (…)”.

Leia a notícia completa na nossa edição impressa ou na digital.

Tomar com mais dois casos de coronavírus

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Subiu para 13 os casos de Covid-19 no concelho de Tomar, hoje, dia 8 de abril. No Médio Tejo são agora 95 casos.

Estão em vigilância ativa 496 pessoas e em vigilância passiva 192. O número de pessoas contadas na investigação dos casos é de 785.

Por concelhos, hoje, os números são os seguintes: Abrantes (16); Alcanena (9); Constância (1); Entroncamento (3); Ferreira do Zêzere (2); Mação (0); Ourém (26); Sardoal (1); Tomar (13); Torres Novas (16); Vila Nova da Barquinha (5); Sertã (2) e Vila de Rei (1).

Restrições à circulação dos Transportes Urbanos de Tomar

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Na sequência das medidas governamentais com vista a evitar a circulação de pessoas durante o período da Páscoa, os Transportes Urbanos de Tomar irão funcionar nos dias 9 a 11 (quinta-feira a sábado) apenas durante o período da manhã, sendo suspensa a sua circulação no domingo, dia 12, e segunda-feira, dia 13.

Tomar com mais um caso de Covid-19

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Tomar tem, hoje, dia 7 de abril, mais um caso de Covid-19, passando, assim, a 11 casos.

No Médio Tejo são, hoje, 85 casos. Em vigilância ativa estão 441 pessoas e em vigilância passiva estão 192 pessoas.

Constância homenageia Nossa Senhora da Boa Viagem na próxima segunda feira

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Na próxima segunda-feira, 13 de abril, é feriado municipal em Constância, é Segunda-Feira da Boa Viagem, Dia do Concelho, e por isso a Padroeira dos Marítimos será homenageada na vila.

Atento à atual situação do concelho e do país, mas não esquecendo o simbolismo deste dia para as suas gente, o município decidiu efetuar uma singela cerimónia, privada, cumprindo todas as normas em vigor, depondo flores no Altar de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Igreja Matriz de Constância. Será um momento simbólico, feito em nome de todos os Constancienses e dos milhares de pessoas que em segunda-feira de Páscoa se costumam deslocar a Constância para participar nas cerimónias em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Recorde-se que a devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem em Constância está associada ao intenso tráfego fluvial de mercadorias que se fez durante séculos entre o porto desta vila e a capital.

Rio Nabão acorda novamente poluído

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Mais um dia em que o rio Nabão apresenta poluição. As fotos foram captadas esta manhã, às 7h30, com o rio cheio de espuma.

Além do coronavírus, Tomar luta com esta situação que, em dias de chuva, se intensifica.

Foto: Paulo Marques

Tomar promove refeições escolares ao domicílio

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O Município de Tomar, em articulação com os dois Agrupamentos de Escolas e as 11 juntas de freguesia, está a melhorar o serviço de refeições para os alunos do concelho (do pré-escolar ao 12.º ano) subsidiados com escalão A, total que ronda, para já, cerca de 220 refeições diárias.
O serviço passou desde o dia 6 a funcionar em regime de take away na cidade, e entrega ao domicílio no restante território do concelho, e decorrerá até ao final do ano letivo, no pressuposto de que o mesmo não venha a retomar a normalidade.
Na cidade, as refeições podem ser levantadas pelos alunos do Agrupamento Nuno de Santa Maria na EB2/3 D. Nuno Álvares Pereira (das 11h45 às 12h30), e do Agrupamento Templários na Escola Secundária Jácome Ratton, das 12h00 às 13h30.
Para os alunos residentes fora do perímetro urbano da cidade, as refeições serão entregues ao domicílio, serviço extraordinário que funciona em alguns locais com meios municipais, e noutros com meios das respetivas juntas.
Todos os alunos e famílias referenciados foram contactados pelos serviços de educação do município ou da junta de freguesia respetiva, no sentido de perceber se necessitavam deste apoio. Considerando contudo que algum possa ter falhado, ou que venha entretanto a alterar-se essa situação que reportou, deve o mesmo ser comunicado para a junta de freguesia da sua área de residência ou para o seu agrupamento de escolas, através de um dos seguintes contactos:

  • Agrupamento Nuno de Santa Maria –geral@aensm.pt / 249 328 360.
  • Agrupamento Templários – esjr@mail.telepac.pt / 249 310 050.