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Sede da Liga dos Combatentes em Tomar assaltada durante a madrugada

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A sede do Núcleo de Tomar da Liga dos Combatentes, localizada no centro histórico da cidade, foi assaltada na madrugada de quarta-feira, 21 de janeiro, tendo os assaltantes provocado danos materiais e furtado uma pequena quantia em dinheiro e algumas medalhas.
De acordo com uma publicação divulgada pela própria Liga dos Combatentes, os indivíduos forçaram a entrada no edifício, causando estragos em portas e mobiliário, numa tentativa de localizar valores. Apesar do cenário de desordem encontrado no interior das instalações, o prejuízo financeiro direto foi reduzido, limitando-se ao numerário existente em caixa para despesas correntes e a medalhas destinadas a antigos combatentes.
A direção do Núcleo comunicou a ocorrência às autoridades policiais, que estiveram no local para proceder à recolha de indícios que possam contribuir para a identificação dos autores do crime.
Segundo a instituição, as atividades da sede deverão ser retomadas assim que os danos causados sejam reparados.

Cruz Vermelha alerta para frio intenso e mau tempo devido à depressão Ingrid

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A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) alertou para a forte descida das temperaturas e o agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, devido à passagem da depressão Ingrid por Portugal continental.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), estão previstas chuvas fortes, vento intenso e queda de neve, com vários distritos do Norte e Centro sob aviso vermelho, laranja ou amarelo, podendo estas condições dificultar a circulação e o quotidiano da população.
Perante este cenário, a CVP apela à adoção de comportamentos de prevenção e autoproteção, recomendando o uso de vestuário quente, a redução da exposição ao frio, o aquecimento seguro das habitações e especial atenção às pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças, doentes crónicos e pessoas em situação de sem-abrigo.
A instituição aconselha ainda a evitar deslocações desnecessárias, a utilizar equipamentos de aquecimento com segurança e a acompanhar os avisos oficiais do IPMA e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
A Cruz Vermelha Portuguesa acompanha a situação em articulação com as autoridades, garantindo a prontidão dos seus meios para apoiar as populações afetadas.

Projeto do lar das Avessadas continua vivo e é prioridade da Santa Casa da Misericórdia de Tomar

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A construção de um lar na zona das Avessadas continua a ser uma das principais ambições da Santa Casa da Misericórdia de Tomar. Apesar dos obstáculos enfrentados ao longo dos últimos anos, o projeto mantém-se vivo e assume-se como uma resposta urgente às crescentes necessidades da população sénior do concelho. Numa grande entrevista ao nosso jornal, António Alexandre, Provedor da instituição, faz um balanço do momento atual da Misericórdia, fala dos desafios sociais, da falta de respostas ao nível dos lares e da área da saúde, e sublinha o papel essencial da instituição na comunidade tomarense, num momento em que assinalou 515 anos de existência.

Elsa Ribeiro Gonçalves

 

CT – Que balanço faz do atual momento da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, do ponto de vista institucional e social?

António Alexandre – Muito obrigado pelo convite para esta entrevista, acho importante para que as pessoas conheçam bem a Misericórdia. Tenho a noção plena de que a comunidade tomarense não conhece, na totalidade, o que é a Misericórdia, a importância que teve e que continua a ter na comunidade, bem como o seu funcionamento e financiamento. Muitas pessoas têm uma ideia muito reduzida do que são as Misericórdias, e em concreto da Misericórdia de Tomar. Estamos a falar de 515 anos de existência, o que é realmente uma idade importante. As Misericórdias foram quase todas criadas por volta de 1500. A primeira foi em Lisboa, mas Tomar foi das primeiras a ser criada e funciona até agora.

A Misericórdia quando foi criada tinha o Hospital da Graça e a Igreja da Graça, que já existiam, assim como outros pequenos hospitais e gafarias, etc.…. Tudo isso foi integrado aquando da criação da Misericórdia, em 1510 quando do Foral novo de D. Manuel.

O Hospital da Misericórdia funcionou sempre e foi, durante séculos, o único hospital em Tomar. Funcionou de 1500 até 2003. Portanto, 493 anos de funcionamento ininterrupto. E só deixou de funcionar quando foi inaugurado o novo hospital que hoje conhecemos, que manteve o nome de Nossa Senhora da Graça. Muitos tomarenses nasceram ali e ali foram operados.

 

– Leia a entrevista completa na edição que já está nas bancas

NOTA DO DIRETOR

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Antonio Madureira
Apontamentos
Votamos, no passado domingo, cumprindo um dever cívico, livre, consciente, sem pressão, fruto do 25 de Abril.
Escolhemos duas personalidades, com perfis diferentes, sendo que um deles vai ser o próximo Presidente da República. Razão pela qual o próximo dia 8 de Fevereiro se revelará fundamental para decidirmos que Portugal queremos. Daí a importância de sermos e dizermos presentes. Fundamentalmente porque Portugal merece o nosso respeito. E que melhor forma de manifestarmos o respeito senão o de irmos votar. Decisão que, creio, vamos respeitar e cumprir.
É, por isso, fundamental vermos o importante papel da Comunicação Social, por vezes, injustamente tratada quando se trata de divulgar, neste campo específico de campanhas eleitorais, ideias e tomadas de posição dos candidatos que se apresentam. É, a meu ver, salutar que se divulguem ideias diferentes, porque só assim haverá contraditório e escolha. Defendo, por isso, a Comunicação Social com o objectividade porque se deve pautar.
No campo da Imprensa Local, se não fosse a mesma Comunicação Social, alguma vez assuntos como a fragilidade do Aqueduto dos Pegões, os combates diários contra os crimes ambientais cometidos contra o Nabão mereciam a atenção nacional? Mesmo combates que a Comunidade Tomarense travou em tempos distantes e outros próximos, como o foram a tentativa de desvio do curso do Nabão ou a luta por um hospital digno e dignificante teriam todo a repercussão que tiveram? É esta a razão da nossa luta semanal, porque uma sociedade informada é fundamental num País que se quer desenvolvido. E do apoio que devemos merecer e tantas vezes esquecido.
País que se quer desenvolvido e que não pode, nem deve, esquecer quem a seu favor tudo deu. À nossa escala, é exemplar a devoção cívica de Augusto Barros a favor da causa pública. Causa, em inúmeros sectores, a que se devotou, desde o seu empenho no âmbito da Freguesia de São João Baptista, posteriormente na Freguesia Urbana de São João e de Santa Maria; na Associação de Carvalhos de Figueiredo; no ensinar a armar de tabuleiros da nossa Festa Maior, quer no campo da Junta de Freguesia, quer para aqueles que pediam o apoio. Augusto Barros é, para mim, o paradigma de um Homem Bom, e com quem tive o privilégio de trabalhar, quer quando presidi à Assembleia de Freguesia, quer quando integrei a mesma assembleia da minha freguesia de São João Baptista. Estou certo que o seu amor à causa pública se manterá até ao possível e que a justiça da homenagem do próximo sábado é, em minha opinião, mais que merecida.
Obrigado Augusto Barros pelo muito que me ensinou no estar na vida pública e associativa.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira.

Incubadora de Empresas e Espaço de Coworking apoiam empreendedorismo e inovação local

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O Município de Ferreira do Zêzere está a disponibilizar a Incubadora de Empresas e o Espaço de Coworking, instalados no Edifício da Central de Camionagem, como instrumento de apoio ao empreendedorismo, à inovação e ao desenvolvimento económico local.

Este equipamento municipal tem como objetivo dinamizar o tecido empresarial do concelho, apoiar a criação e consolidação de novos projetos empresariais e fomentar a colaboração entre empreendedores, profissionais independentes e trabalhadores em regime remoto.

Entre os serviços disponíveis encontram-se a incubação física, com acesso a escritórios e espaços partilhados, a incubação virtual para projetos que não exijam presença permanente, espaços comuns e salas de reuniões, bem como uma zona de coworking equipada com internet, serviços de impressão e apoio administrativo. Estão igualmente previstas parcerias com entidades académicas e empresariais.

Podem candidatar-se pessoas singulares ou empresários em nome individual com ideias de negócio inovadoras, empresas com menos de 12 meses de atividade e potencial de crescimento, bem como outros casos devidamente fundamentados, sujeitos a aprovação.

As candidaturas decorrem de forma contínua e devem ser instruídas com o formulário e a documentação prevista no regulamento, disponíveis no sítio oficial do Município. A submissão pode ser efetuada online ou presencialmente nos serviços da Câmara Municipal.

Mais informações, assim como o regulamento e o formulário de candidatura, podem ser consultados em www.cm-ferreiradozezere.pt.

Igreja Matriz da Paróquia de São Pedro de Tomar recebeu Crisma de grupo de jovens

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Decorreu no domingo, dia 18 de janeiro, na Igreja Matriz da Paróquia de São Pedro de Tomar, o Crisma de um grupo de jovens.
No total, foram 15 jovens crismandos da Freguesia de São Pedro de Tomar. Reproduzimos parte de uma nota enviada à nossa redação sobre este evento: “Foi o culminar de uma caminhada longa, mas também inesquecível! Para além das diversas atividades em que participaram (onde toda a comunidade também participou), estiveram presentes nas Jornadas Mundiais da Juventude, com o Papa Francisco, e no Jubileu dos jovens em Roma em 2025. Foram acompanhados pelos catequistas José Pedro Silva e Fátima Silva Abreu.
Tiveram também o apoio de outros catequistas, David Costa e Carlos Simões, e da Paróquia, sob orientação do nosso padre Herlander Limão. Toda esta caminhada só foi possível graças ao empenho e dedicação dos catequistas que fizeram de tudo para que o grupo se mantivesse unido, à persistência dos jovens e pais e ao apoio contínuo da Paróquia. “

Exposição da 5.ª edição da Fábrica das Artes patente no Complexo Cultural da Levada até 22 de fevereiro

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Abriu ao público na sexta-feira, dia 16 de janeiro, no Complexo Cultural da Levada, em Tomar, a exposição de trabalhos dos artistas e entidades participantes na quinta edição da Fábrica das Artes, iniciativa que estará patente até ao próximo dia 22 de fevereiro.

A mostra reúne trabalhos de diversos criadores e entidades, nomeadamente Laura Quiroga, Tânia Mendes, Cristina Garcia, Pedro Ramos, Otília Marques, Sadhana Kembhave, Diana Ferreira (EMANIFESTO), A Casimira, Sílvia Marieta, Sofia Cantarino, Lucy Jackson e João Bruno, evidenciando a pluralidade artística desenvolvida ao longo do projeto.

A mostra dá corpo à diversidade de linguagens e práticas artísticas, refletindo diferentes todos de ver, pensar e criar, num percurso que valoriza a experimentação, a criatividade e a partilha cultural.

Presidenciais: António José Seguro foi o mais votado em Tomar, Ventura surge em segundo

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António José Seguro foi o candidato mais votado no concelho de Tomar nas recentes eleições Presidenciais, recolhendo 29,86% dos votos, o equivalente a 6.003 eleitores. O candidato venceu em sete das 12 freguesias do concelho, nomeadamente em Além da Ribeira e Pedreira, Asseiceira, Carregueiros, Casais e Alviobeira, Sabacheira, Madalena e Beselga e ainda na União das Freguesias de São João Batista e Santa Maria dos Olivais.
Na segunda posição ficou André Ventura, que somou 25,60% da votação (5.147 votos). O candidato do Chega foi o mais votado nas freguesias da Junceira, Olalhas, Paialvo, São Pedro e Serra.
O terceiro lugar pertenceu a Henrique Gouveia e Melo, com 13,65% dos votos (2.744), seguido muito de perto por Cotrim de Figueiredo, que alcançou 13,56% (2.727 votos). Marques Mendes ficou em quinto, com 11,69% (2.350 votos).
Os restantes candidatos obtiveram os seguintes resultados: Catarina Martins reuniu 2,09% (421 votos), António Filipe 1,36% (273), Manuel João Vieira 1,27% (256), Jorge Pinto 0,65% (131), André Pestana 0,20% (40) e Henrique Carvalho 0,07% (14 votos).
No concelho de Tomar, a afluência às urnas fixou-se nos 61,89%, revelando uma participação significativa dos eleitores.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das presidenciais a 8 de fevereiro.

NERSANT quer estar na linha da frente do desenvolvimento regional

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Rui Serrano, 52 anos, presidente da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém/Câmara de Comércio e Indústria. Arquitecto de formação, conta com 28 anos de experiência profissional. Ao longo do seu percurso, trabalhou durante 12 anos na TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, onde participou em projetos de arquitetura e urbanismo de grande impacto para a região. Paralelamente, desempenhou relevantes funções autárquicas, tendo sido vice-presidente da Câmara Municipal de Abrantes entre 2009 e 2013 e vice-presidente e vereador da Câmara Municipal de Tomar entre 2013 e 2016. “37anos. E ainda agora começámos”, é o lema atual da associação, que também apostou numa nova imagem institucional.
Tomou posse como presidente da NERSANT, a 27 de novembro, na sequência do pedido de demissão de Pedroso Leal por razões pessoais. Descreva-nos um pouco do seu percurso profissional e associativo até chegar a este cargo.
A presidência da NERSANT surgiu para mim como uma oportunidade, tal como muitas outras que fui tendo ao longo do meu percurso profissional, que já conta com 28 anos de atividade, embora pareça que foi ontem. Comecei na TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, onde estive durante 12 anos como Técnico de Desenvolvimento Local. Foi uma experiência incrível e muito gratificante, porque me permitiu um contacto direto com a população, com associações e coletividades, toda a região de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação. Embora a minha formação seja em Arquitetura, na TAGUS fazia um pouco de tudo.
As suas raízes são da região?
Não. Nasci em Angola e vim muito novo para Portugal. Com dois anos estava já em Tomar, para onde os meus pais vieram com armas e bagagens. Fiz todo o meu percurso escolar em Tomar: João de Deus, depois o Ciclo Novo, atual Gualdim Pais, mais tarde Santa Maria dos Olivais. Fui tirar o curso para Lisboa e regressei e surgiu uma oportunidade de estágio na TAGUS, que tinha sede em Abrantes. Na altura, isso assustou bastante os meus pais, por causa das deslocações diárias – estamos a falar de há cerca de 28 anos – mas aceitei o desafio porque a TAGUS deu-me uma formação muito abrangente. Para além de alguns projetos ligados à arquitetura, aprendi imenso noutras áreas, o que me ajudou a consolidar um conjunto de ferramentas que ainda hoje são fundamentais no meu percurso. Entretanto, abri um pequeno escritório em Tomar e, durante algum tempo, conciliei essa atividade com o trabalho na TAGUS. Estive também envolvido na constituição do Núcleo da Ordem dos Arquitetos em Abrantes, que criou uma dinâmica muito interessante no território. Mais tarde surgiu um convite da Dra. Maria do Céu Albuquerque para integrar a sua equipa como número dois na campanha à Câmara Municipal de Abrantes, juntamente com o atual presidente, Manuel Valamatos. E aceite esse desafio com muito gosto. Foram quatro bons anos em Abrantes, onde aprendi imenso e cresci muito no contacto com estas realidades. Mais tarde, a Dra. Anabela Freitas convidou-me para integrar a equipa em Tomar. Ganhámos as eleições por uma diferença de 281 votos, em 2013. Foi uma grande alegria e encarei esse desafio com muito entusiasmo, trazendo já a experiência adquirida em Abrantes. Acho que dei provas do trabalho desenvolvido, da vontade de fazer e de fazer acontecer. Depois iniciei o meu doutoramento em 2017, que ainda não está concluído. Tem a ver com algo que chamei “quadrilátero do Médio Tejo”, envolvendo Abrantes, Tomar, Torres Novas e Entroncamento, num modelo de subsistema urbano policêntrico que permite fazer um modelo de governança para trabalhar em rede, algo fundamental para o nosso território.
E quando surge a ligação à NERSANT?
Quando surgiu o convite para presidir ao Núcleo da NERSANT de Abrantes, Constância e Sardoal, vi imediatamente uma oportunidade de aplicar, no terreno, aquilo que estava a desenvolver na minha tese de doutoramento no ISCTE. Aceitei o desafio de imediato, em 2023. Mas o meu primeiro contacto com a NERSANT aconteceu muito antes porque, curiosamente, a TAGUS funcionava paredes-meias com o núcleo da NERSANT em Abrantes. Partilhávamos inclusivamente a mesma sala de reuniões. Sempre conheci os presidentes da NERSANT dessa altura e sempre reconheci a importância da associação.
– Leia a entrevista completa na edição que já está nas bancas

Apontamentos

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Antonio Madureira

NOTA DO DIRETOR

 

O primeiro apontamento desta Nota prende-se com o acto eleitoral de Domingo, 18 de Janeiro, para eleição do próximo Presidente da República.

Com candidaturas que pretendem representar todo o leque político português, e sem expectativa de desistência de qualquer candidato que se apresenta ao acto eleitoral, importa sobremaneira que votemos.

Votemos, aguardando que a escolha dos Portugueses seja a que melhor, no entendimento de cada um, nos represente e defenda nestes tempos que atravessamos de enormes incertezas. Mas, para mim, o importante é que vamos votar com a liberdade que o 25 de Abril nos permitiu.

O segundo apontamento prende-se com as várias opiniões que foram expressas sobre a situação do conhecido Aqueduto dos Pegões. Não cuido de saber, ou emitir opinião, sobre se houve, ou não, atrasos na denúncia sobre o estado do monumento. Cuido, sim, de realçar a intervenção do José Delgado que motivou que os poderes autárquicos e da administração central se debruçaram sobre o estado do Aqueduto dos Pegões e demonstraram da necessidade de actuar. Mesmo impedindo a circulação pedonal da zona do que conhecemos por Pegões Altos. Naturalmente que aguardo, com expectativa, da rapidez, ou não, do que se vai providenciar.

O terceiro apontamento prende-se com a segunda sessão do Seminário organizado pela Casa do Concelho de Tomar sobre Educação, Formação e Ensino na Construção de uma Nação – Que Portugal Queremos, sessão muito dirigida ao Ensino Básico e Secundário. A riqueza das intervenções leva-nos a considerar que valeu a pena esta iniciativa, bem demonstrativa do que a Casa do Concelho de Tomar, a sua Direcção, bem como o ânimo de todos os que colaboraram, conseguem realizar. Consideração positiva em que a presença da nossa autarquia, representada pela vice-presidente Célia Bonet, demonstra que a Casa não está isolada para outras iniciativas que pretenda realizar numa afirmação da capacidade da Comunidade Tomarense, que não se resume, apenas e só, à importante área da construção civil. Área que, ao longo dos anos, deu abundantes provas de realizações.

Finalmente, de novo o Rio Nabão. Notícias recentes deram a conhecer o anúncio de importante verba – cerca de 187 milhões de euros – para recuperação dos rios e ribeiras do nosso Portugal, como afirmou a Senhora Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. A cínica pergunta que faço é esta: será desta vez que há dinheiro para intervir no Rio Nabão? Fica a pergunta e a expectativa.

O diretor,

António Cândido Lopes Madureira.