Sede da Liga dos Combatentes em Tomar assaltada durante a madrugada
Cruz Vermelha alerta para frio intenso e mau tempo devido à depressão Ingrid
Projeto do lar das Avessadas continua vivo e é prioridade da Santa Casa da Misericórdia de Tomar
A construção de um lar na zona das Avessadas continua a ser uma das principais ambições da Santa Casa da Misericórdia de Tomar. Apesar dos obstáculos enfrentados ao longo dos últimos anos, o projeto mantém-se vivo e assume-se como uma resposta urgente às crescentes necessidades da população sénior do concelho. Numa grande entrevista ao nosso jornal, António Alexandre, Provedor da instituição, faz um balanço do momento atual da Misericórdia, fala dos desafios sociais, da falta de respostas ao nível dos lares e da área da saúde, e sublinha o papel essencial da instituição na comunidade tomarense, num momento em que assinalou 515 anos de existência.
Elsa Ribeiro Gonçalves
CT – Que balanço faz do atual momento da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, do ponto de vista institucional e social?
António Alexandre – Muito obrigado pelo convite para esta entrevista, acho importante para que as pessoas conheçam bem a Misericórdia. Tenho a noção plena de que a comunidade tomarense não conhece, na totalidade, o que é a Misericórdia, a importância que teve e que continua a ter na comunidade, bem como o seu funcionamento e financiamento. Muitas pessoas têm uma ideia muito reduzida do que são as Misericórdias, e em concreto da Misericórdia de Tomar. Estamos a falar de 515 anos de existência, o que é realmente uma idade importante. As Misericórdias foram quase todas criadas por volta de 1500. A primeira foi em Lisboa, mas Tomar foi das primeiras a ser criada e funciona até agora.
A Misericórdia quando foi criada tinha o Hospital da Graça e a Igreja da Graça, que já existiam, assim como outros pequenos hospitais e gafarias, etc.…. Tudo isso foi integrado aquando da criação da Misericórdia, em 1510 quando do Foral novo de D. Manuel.
O Hospital da Misericórdia funcionou sempre e foi, durante séculos, o único hospital em Tomar. Funcionou de 1500 até 2003. Portanto, 493 anos de funcionamento ininterrupto. E só deixou de funcionar quando foi inaugurado o novo hospital que hoje conhecemos, que manteve o nome de Nossa Senhora da Graça. Muitos tomarenses nasceram ali e ali foram operados.
– Leia a entrevista completa na edição que já está nas bancas
NOTA DO DIRETOR
Incubadora de Empresas e Espaço de Coworking apoiam empreendedorismo e inovação local
O Município de Ferreira do Zêzere está a disponibilizar a Incubadora de Empresas e o Espaço de Coworking, instalados no Edifício da Central de Camionagem, como instrumento de apoio ao empreendedorismo, à inovação e ao desenvolvimento económico local.
Este equipamento municipal tem como objetivo dinamizar o tecido empresarial do concelho, apoiar a criação e consolidação de novos projetos empresariais e fomentar a colaboração entre empreendedores, profissionais independentes e trabalhadores em regime remoto.
Entre os serviços disponíveis encontram-se a incubação física, com acesso a escritórios e espaços partilhados, a incubação virtual para projetos que não exijam presença permanente, espaços comuns e salas de reuniões, bem como uma zona de coworking equipada com internet, serviços de impressão e apoio administrativo. Estão igualmente previstas parcerias com entidades académicas e empresariais.
Podem candidatar-se pessoas singulares ou empresários em nome individual com ideias de negócio inovadoras, empresas com menos de 12 meses de atividade e potencial de crescimento, bem como outros casos devidamente fundamentados, sujeitos a aprovação.
As candidaturas decorrem de forma contínua e devem ser instruídas com o formulário e a documentação prevista no regulamento, disponíveis no sítio oficial do Município. A submissão pode ser efetuada online ou presencialmente nos serviços da Câmara Municipal.
Mais informações, assim como o regulamento e o formulário de candidatura, podem ser consultados em www.cm-ferreiradozezere.pt.
Igreja Matriz da Paróquia de São Pedro de Tomar recebeu Crisma de grupo de jovens
Exposição da 5.ª edição da Fábrica das Artes patente no Complexo Cultural da Levada até 22 de fevereiro
Abriu ao público na sexta-feira, dia 16 de janeiro, no Complexo Cultural da Levada, em Tomar, a exposição de trabalhos dos artistas e entidades participantes na quinta edição da Fábrica das Artes, iniciativa que estará patente até ao próximo dia 22 de fevereiro.
A mostra reúne trabalhos de diversos criadores e entidades, nomeadamente Laura Quiroga, Tânia Mendes, Cristina Garcia, Pedro Ramos, Otília Marques, Sadhana Kembhave, Diana Ferreira (EMANIFESTO), A Casimira, Sílvia Marieta, Sofia Cantarino, Lucy Jackson e João Bruno, evidenciando a pluralidade artística desenvolvida ao longo do projeto.
A mostra dá corpo à diversidade de linguagens e práticas artísticas, refletindo diferentes todos de ver, pensar e criar, num percurso que valoriza a experimentação, a criatividade e a partilha cultural.
Presidenciais: António José Seguro foi o mais votado em Tomar, Ventura surge em segundo
NERSANT quer estar na linha da frente do desenvolvimento regional
Apontamentos
NOTA DO DIRETOR
O primeiro apontamento desta Nota prende-se com o acto eleitoral de Domingo, 18 de Janeiro, para eleição do próximo Presidente da República.
Com candidaturas que pretendem representar todo o leque político português, e sem expectativa de desistência de qualquer candidato que se apresenta ao acto eleitoral, importa sobremaneira que votemos.
Votemos, aguardando que a escolha dos Portugueses seja a que melhor, no entendimento de cada um, nos represente e defenda nestes tempos que atravessamos de enormes incertezas. Mas, para mim, o importante é que vamos votar com a liberdade que o 25 de Abril nos permitiu.
O segundo apontamento prende-se com as várias opiniões que foram expressas sobre a situação do conhecido Aqueduto dos Pegões. Não cuido de saber, ou emitir opinião, sobre se houve, ou não, atrasos na denúncia sobre o estado do monumento. Cuido, sim, de realçar a intervenção do José Delgado que motivou que os poderes autárquicos e da administração central se debruçaram sobre o estado do Aqueduto dos Pegões e demonstraram da necessidade de actuar. Mesmo impedindo a circulação pedonal da zona do que conhecemos por Pegões Altos. Naturalmente que aguardo, com expectativa, da rapidez, ou não, do que se vai providenciar.
O terceiro apontamento prende-se com a segunda sessão do Seminário organizado pela Casa do Concelho de Tomar sobre Educação, Formação e Ensino na Construção de uma Nação – Que Portugal Queremos, sessão muito dirigida ao Ensino Básico e Secundário. A riqueza das intervenções leva-nos a considerar que valeu a pena esta iniciativa, bem demonstrativa do que a Casa do Concelho de Tomar, a sua Direcção, bem como o ânimo de todos os que colaboraram, conseguem realizar. Consideração positiva em que a presença da nossa autarquia, representada pela vice-presidente Célia Bonet, demonstra que a Casa não está isolada para outras iniciativas que pretenda realizar numa afirmação da capacidade da Comunidade Tomarense, que não se resume, apenas e só, à importante área da construção civil. Área que, ao longo dos anos, deu abundantes provas de realizações.
Finalmente, de novo o Rio Nabão. Notícias recentes deram a conhecer o anúncio de importante verba – cerca de 187 milhões de euros – para recuperação dos rios e ribeiras do nosso Portugal, como afirmou a Senhora Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. A cínica pergunta que faço é esta: será desta vez que há dinheiro para intervir no Rio Nabão? Fica a pergunta e a expectativa.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira.








