Programa “Recuperar Tomar” mobiliza até 200 mil euros em apoios diretos a quem teve prejuízos causados pelas tempestades
Dia da Cidade de Tomar marcado por referências à Tempestade Kristin e à capacidade de superação da população
Nos discursos, a evocação histórica foi acompanhada por diversas referências aos impactos recentes da tempestade que atingiu o concelho, sublinhando-se a resiliência das gentes de Tomar perante a adversidade.
Num contexto ainda marcado pelos efeitos da intempérie, houve igualmente lugar a uma homenagem simbólica à figura do voluntário, na Medalha Municipal de Valor e Altruísmo, recebida pelos presidentes de junta, em representação de todos os que prestaram apoio às populações afetadas.
Festejemos THOMAR
Nota do diretor
Festejemos THOMAR
Com a dignidade que a data merece, preparamo-nos para celebrar o Dia da nossa Pátria – A Terra Templária.
Nesta minha nota não cuido de saber que data devemos festejar: se 1 de Março de 1160, dia da fundação do Castelo, ou 13 de Fevereiro de 1844, dia de elevação a Cidade.
Importa, para mim, festejar THOMAR com a dignidade que merecemos. Todos, sejamos os aqui nascidos ou os que escolheram para nesta terra desenvolverem a sua vida, pessoal ou profissional. Mesmo aqueles que no gozo da velhice, bem merecida, THOMAR escolheram.
Dignidade de festejar, num tempo de inúmeras incertezas, hoje agravadas face aos recentes acontecimentos climatérios que todos atingiram, seja emocionalmente, seja nos seus bens.
E como se trata de festejar THOMAR, eis a iniciativa de saudar e fazer lembrar todos aqueles que, dando de si todo o seu melhor, puseram ao serviço do próximo todo o seu ânimo, capacidade, sentido de serviço comunitário. Demos, como anteriormente neste jornal se escreveu, as MÃOS. Eis, pois, a melhor homenagem que pudemos transmitir aos VOLUNTÁRIOS – o sincero, sentido e profundo agradecimento de uma comunidade. THOMAR agradece-vos nesta hora em que temos de arregaçar as mãos e animar a alma.
Arregaçar as mãos e animar a alma recordando que vão passados quatro anos em que, num sentida de humanidade, nos pusemos ao lado da sofrida Ucrânia. Sim, vão passados quatro anos. Pensamos que foi há muito tempo. Não, são passados apenas quatro anos, tempo que nos parece distante. Mas a agressão continua, cada vez com maior agressividade.
Por isso, ao agradecer aos Voluntários, não esquecemos a Ucrânia. É que a solidariedade e o sentir conjunto não devem ser palavras vãs. Temos mesmo de praticar a solidariedade e o sentir comum.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira.
Tomar homenageia voluntários que ajudaram a limpar os danos da Tempestade “Kristin”
Carregueiros celebrou 12.ª edição das Sopas da Aldeia com casa cheia e 28 sopas
Carregueiros acolheu, no passado domingo, 22 de fevereiro, a 12.ª edição das Sopas da Aldeia, iniciativa promovida pelo Centro Recreativo Cultural da Freguesia de Carregueiros. O evento reuniu 28 sopas, oferecidas por sócios e amigos da associação, e encheu a sala de convivas.
A iniciativa contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Carregueiros, Francisco Santos, e do vereador da Câmara Municipal de Tomar, Samuel Fontes, eleito pelo CHEGA, entre outras entidades locais.
Além da degustação das sopas, o programa incluiu a entrega de ofertas aos participantes e um espetáculo protagonizado pelo Rancho Folclórico “As Lavadeiras” de Asseiceira, que animou a tarde com o seu folclore tradicional.
Na ocasião, o vereador Samuel Fontes sublinhou a importância do movimento associativo. “Celebrar a 12.ª edição das Sopas na Aldeia é celebrar a persistência e o compromisso de todos os que acreditam no associativismo. No concelho de Tomar, as associações são pilares fundamentais da cultura local, preservam tradições, promovem atividades desportivas, culturais e recreativas e criam oportunidades de participação ativa para todas as idades”, afirmou.
O vereador destacou ainda a necessidade de envolver os mais jovens e apoiar os dirigentes associativos. “O futuro das nossas comunidades passa por continuar a envolver os jovens, apoiar os dirigentes e reconhecer o trabalho voluntário, muitas vezes feito de forma silenciosa, mas com enorme impacto”, acrescentou, felicitando o Centro Recreativo de Carregueiros pela organização do evento.
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Hospital de Tomar recebeu a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Médio Tejo
A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) realizou na passada semana, no Hospital de Tomar, a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Médio Tejo, num momento histórico para a instituição e para a região. A atividade em cirurgia robótica arrancou de forma faseada no início de fevereiro, concretizando um investimento de 2,4 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representando um passo decisivo na modernização tecnológica e na diferenciação clínica da instituição.
Desde o arranque da atividade foram já realizadas sete intervenções com recurso a esta tecnologia, numa implementação progressiva e cuidadosamente planeada. A introdução da cirurgia robótica foi estruturada pela equipa cirúrgica através da realização inicial de procedimentos simples e frequentes na prática clínica, em doentes com perfil favorável e sem complicações médicas associadas, tendo começado por colecistectomias e apendicectomias.
Tomar perdeu 6500 habitantes em 20 anos
A revisão da Carta Educativa do Concelho de Tomar foi aprovada por unanimidade na reunião de executivo camarário de 9 de fevereiro, revelando uma quebra de cerca de 6500 habitantes nas últimas duas décadas e uma redução de 27% na população até aos 14 anos.
O documento traça um retrato demográfico e educativo que evidencia o envelhecimento da população e a diminuição da base escolar. Entre 2001 e 2021, o concelho perdeu 16% dos residentes, registando igualmente uma quebra de cerca de 15% na população em idade ativa. Atualmente, por cada jovem existem três idosos. Na apresentação da proposta, a vice-presidente da Câmara, Célia Bonet, sublinhou o enquadramento legal e as razões do atraso do processo.
“A Carta Educativa do município foi homologada em 2008 e, a legislação, é obrigatório efetuar a sua revisão de 10 em 10 anos, devendo, no entanto, ser revisto sempre que existam alterações relevantes. Estamos, portanto, a incumprir desde 2018. Com uma Carta Educativa com mais de 18 anos, houve alteração do quadro legislativo, houve alterações na taxa de natalidade, houve variação na população do concelho de Tomar, houve uma alteração significativa da rede escolar com a constituição dos agrupamentos escolares. Houve o reforço das competências municipais. Portanto, estamos completamente de pantanas em relação à Carta Municipal. Esta revisão da Carta Educativa iniciou muito tarde e tem um longo, longo histórico. O município selecionou para a elaboração desta revisão uma empresa sem qualquer experiência na matéria. Não se sabe bem o motivo, mas correu mal. A empresa não terminou o trabalho e foi a equipa de funcionários do município que teve de colocar as mãos à obra e concluir este projeto”, explicou.
Célia Bonet destacou ainda a atual cobertura da rede educativa no concelho. “No nosso concelho temos uma cobertura educativa em todos os níveis de ensino, desde o jardim escola até ao ensino superior. Tomar continua a atrair alguns alunos de outros concelhos, nomeadamente no ensino secundário, profissional e superior. Apenas uma freguesia do nosso concelho não tem qualquer equipamento escolar. Registamos diversidade cultural, disponibilizámos respostas de educação inclusiva, serviço de psicologia e orientação e ainda a intervenção precoce. Identificaram-se equipamentos com necessidades de requalificação, hoje são bem mais do que quando foi feita a Revisão da Educativa. Infelizmente, algumas obras que tinham sido feitas recentemente, algumas escolas hoje já precisam de intervenção.”









