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Programa “Recuperar Tomar” mobiliza até 200 mil euros em apoios diretos a quem teve prejuízos causados pelas tempestades

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No âmbito do Programa “Recuperar Tomar”, o município aprovou um regulamento municipal específico de apoio às populações afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro de 2026, mobilizando até 200 mil euros em apoios diretos.
Ou seja, quem teve danos provocados pelas intempéries pode pedir apoio para ser ressarcido, no caso de prejuízos não totalmente cobertos pelos apoios nacionais. Trata-se do primeiro município do país a criar um regulamento próprio de apoio às vítimas das tempestades.
O Programa “Recuperar Tomar” estrutura-se em três linhas de apoio distintas: reembolso de despesas com reparação ou substituição de edificações, estruturas, equipamentos e maquinaria, com um teto máximo de 1.000 euros por pedido; apoio a perdas de bens alimentares e de primeira necessidade, até 100 euros por agregado familiar; e apoio à recuperação de danos no setor primário, designadamente agricultura, apicultura, pecuária e fruticultura, com um limite máximo de 2.000 euros por candidatura.

– Noticia desenvolvida na próxima edição semanal

Dia da Cidade de Tomar marcado por referências à Tempestade Kristin e à capacidade de superação da população

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Tomar celebrou, a 1 de março, os 866 anos da fundação do Castelo por Gualdim Pais, numa cerimónia marcada por referências à Tempestade Kristin e à capacidade de superação da população. As comemorações decorreram ao longo do dia: de manhã teve lugar a tradicional deposição de flores junto à estátua de D. Gualdim Pais na Praça da República e, durante a tarde, realizou-se a sessão solene que integrou a Assembleia Municipal comemorativa, com intervenções de todas as forças políticas representadas naquele órgão.

Nos discursos, a evocação histórica foi acompanhada por diversas referências aos impactos recentes da tempestade que atingiu o concelho, sublinhando-se a resiliência das gentes de Tomar perante a adversidade.

Num contexto ainda marcado pelos efeitos da intempérie, houve igualmente lugar a uma homenagem simbólica à figura do voluntário, na Medalha Municipal de Valor e Altruísmo, recebida pelos presidentes de junta, em representação de todos os que prestaram apoio às populações afetadas.

No final da cerimónia foram homenageados trabalhadores do Município com 35 e 25 anos de serviço, bem como os funcionários que se aposentaram ao longo de 2025, numa distinção pública pelo contributo prestado à autarquia.

Festejemos THOMAR

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Nota do diretor
Festejemos THOMAR

Com a dignidade que a data merece, preparamo-nos para celebrar o Dia da nossa Pátria – A Terra Templária.
Nesta minha nota não cuido de saber que data devemos festejar: se 1 de Março de 1160, dia da fundação do Castelo, ou 13 de Fevereiro de 1844, dia de elevação a Cidade.

Importa, para mim, festejar THOMAR com a dignidade que merecemos. Todos, sejamos os aqui nascidos ou os que escolheram para nesta terra desenvolverem a sua vida, pessoal ou profissional. Mesmo aqueles que no gozo da velhice, bem merecida, THOMAR escolheram.

Dignidade de festejar, num tempo de inúmeras incertezas, hoje agravadas face aos recentes acontecimentos climatérios que todos atingiram, seja emocionalmente, seja nos seus bens.

E como se trata de festejar THOMAR, eis a iniciativa de saudar e fazer lembrar todos aqueles que, dando de si todo o seu melhor, puseram ao serviço do próximo todo o seu ânimo, capacidade, sentido de serviço comunitário. Demos, como anteriormente neste jornal se escreveu, as MÃOS. Eis, pois, a melhor homenagem que pudemos transmitir aos VOLUNTÁRIOS – o sincero, sentido e profundo agradecimento de uma comunidade. THOMAR agradece-vos nesta hora em que temos de arregaçar as mãos e animar a alma.

Arregaçar as mãos e animar a alma recordando que vão passados quatro anos em que, num sentida de humanidade, nos pusemos ao lado da sofrida Ucrânia. Sim, vão passados quatro anos. Pensamos que foi há muito tempo. Não, são passados apenas quatro anos, tempo que nos parece distante. Mas a agressão continua, cada vez com maior agressividade.

Por isso, ao agradecer aos Voluntários, não esquecemos a Ucrânia. É que a solidariedade e o sentir conjunto não devem ser palavras vãs. Temos mesmo de praticar a solidariedade e o sentir comum.

O diretor,
António Cândido Lopes Madureira.

Tomar homenageia voluntários que ajudaram a limpar os danos da Tempestade “Kristin”

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A Câmara Municipal de Tomar vai assinalar o Dia da Cidade, a 1 de março, com uma homenagem à figura do voluntário, reconhecendo o contributo de todos os que participaram na recuperação dos estragos provocados pela Tempestade “Kristin”. A distinção será simbólica e concretizada através das Juntas de Freguesia do concelho de Tomar.
O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Tiago Carrão, na reunião do executivo camarário realizada a 23 de fevereiro. O autarca explicou que a homenagem incide sobre o voluntário “no abstrato”, sendo depois personificada em cada freguesia.
Segundo Tiago Carrão, a recuperação do território ficou a dever-se, em grande parte, ao empenho da população que saiu de casa para ajudar após as intempéries.
“A homenagem vai centrar-se no trabalho da população em torno da tempestade ‘Kristin’ e das intempéries que se seguiram. Se conseguimos recuperar da forma como recuperámos foi, em grande parte, graças ao trabalho voluntário daqueles que saíram de casa, muitas vezes deixando as próprias habitações, e foram para a rua com uma motosserra na mão e com os meios que tinham ao dispor. Parece-nos mais do que merecido e merecedor do consenso de todos”, afirmou.
O presidente da Câmara sublinhou que a iniciativa pretende reconhecer o esforço coletivo demonstrado na sequência da tempestade, considerando tratar-se de “uma homenagem justa” pelo papel desempenhado pela comunidade na reposição da normalidade no concelho.

Carregueiros celebrou 12.ª edição das Sopas da Aldeia com casa cheia e 28 sopas

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Carregueiros acolheu, no passado domingo, 22 de fevereiro, a 12.ª edição das Sopas da Aldeia, iniciativa promovida pelo Centro Recreativo Cultural da Freguesia de Carregueiros. O evento reuniu 28 sopas, oferecidas por sócios e amigos da associação, e encheu a sala de convivas.

A iniciativa contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Carregueiros, Francisco Santos, e do vereador da Câmara Municipal de Tomar, Samuel Fontes, eleito pelo CHEGA, entre outras entidades locais.

Além da degustação das sopas, o programa incluiu a entrega de ofertas aos participantes e um espetáculo protagonizado pelo Rancho Folclórico “As Lavadeiras” de Asseiceira, que animou a tarde com o seu folclore tradicional.

Na ocasião, o vereador Samuel Fontes sublinhou a importância do movimento associativo. “Celebrar a 12.ª edição das Sopas na Aldeia é celebrar a persistência e o compromisso de todos os que acreditam no associativismo. No concelho de Tomar, as associações são pilares fundamentais da cultura local, preservam tradições, promovem atividades desportivas, culturais e recreativas e criam oportunidades de participação ativa para todas as idades”, afirmou.

O vereador destacou ainda a necessidade de envolver os mais jovens e apoiar os dirigentes associativos. “O futuro das nossas comunidades passa por continuar a envolver os jovens, apoiar os dirigentes e reconhecer o trabalho voluntário, muitas vezes feito de forma silenciosa, mas com enorme impacto”, acrescentou, felicitando o Centro Recreativo de Carregueiros pela organização do evento.

Carlos Gonçalves

Ricardo Carlos candidata-se à presidência do PSD de Tomar nas eleições de 28 de fevereiro

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No próximo dia 28 de fevereiro, os militantes do Partido Social Democrata (PSD) de Tomar são chamados às urnas para eleger os novos órgãos da estrutura local. Em votação estarão a Comissão Política de Secção, a Mesa do Plenário e os delegados de Tomar à Assembleia Distrital de Santarém.
À presidência da Comissão Política candidata-se Ricardo Carlos, de 29 anos, atualmente deputado à Assembleia da República na XVII Legislatura. O candidato apresenta-se com uma equipa que considera representativa de todo o concelho.
Para a presidência da Mesa do Plenário avança João Tenreiro, atual presidente da Assembleia Municipal de Tomar. Já a lista de delegados à Assembleia Distrital de Santarém é encabeçada por Maria Luísa Oliveira, secretária de Estado da Administração Escolar no XXV Governo Constitucional.
A candidatura tem como mandatário Tiago Carrão, atual presidente da Comissão Política do PSD de Tomar e presidente da Câmara Municipal.

Câmara de Tomar aprova nova estrutura orgânica com quatro departamentos municipais

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A Câmara Municipal de Tomar aprovou, na reunião do executivo extraordinária realizada na quinta-feira, 19 de fevereiro, a nova estrutura orgânica do Município, assente em quatro departamentos municipais, com o objetivo de reforçar a coordenação interna, o rigor técnico e a capacidade de execução dos serviços.
Segundo o município, “a reorganização pretende dotar a autarquia de um modelo mais claro, moderno e orientado para resultados, preparando-a para responder aos desafios atuais e futuros”.
A nova estrutura enquadra-se nas prioridades definidas pelo executivo, nomeadamente nas áreas da economia, habitação, cultura, desenvolvimento do território e modernização administrativa.

Politécnico de Tomar lança cursos breves na área da Proteção Civil

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Dada a conjuntura atualmente vivida no país e no Mundo, com ocorrências cada vez mais frequentes e desafiantes que exigem respostas eficazes para garantir a proteção de pessoas e bens e a prestação de apoio e socorro em contexto de catástrofes naturais e conflitos armados, o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) abriu candidaturas para o Curso Breve em Proteção Civil Municipal e o Curso Breve em Resposta a Emergências Internacionais, em regime pós-laboral.
O Curso Breve em Proteção Civil Municipal, já na sua 2ª edição, tem duração de 2 meses e destina-se a autarcas, futuros autarcas, dirigentes municipais, colaboradores dos Serviços Municipais de Proteção Civil e outros agentes de Proteção Civil, sendo uma formação de curta duração em formato b-learning (remoto e presencial). As candidaturas estão abertas até dia 10 de março. Tem como formadores João Paiva Ribeiro e Gisela Oliveira, e as aulas irão decorrer entre os dias 23 de março e 12 de junho.
Já o Curso Breve em Resposta a Emergências Internacionais estreia-se pela mão do formador Pedro Matos, trabalhador humanitário, coordenador de operações de emergência das Nações Unidas no Programa Alimentar Mundial (WFP) distinguido com o Prémio Nobel da Paz em 2020. O curso destina-se a trabalhadores humanitários, colaboradores dos serviços municipais e nacional de Proteção Civil, forças armadas e de segurança com interesse em participarem em missões internacionais de resposta a emergências. As candidaturas para esta formação em formato b-learning decorrem até 28 de fevereiro. As aulas ocorrem entre 16 de março e 22 de maio.
Candidaturas e informações em detalhe no portal www.ipt.pt

Hospital de Tomar recebeu a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Médio Tejo

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A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) realizou na passada semana, no Hospital de Tomar, a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Médio Tejo, num momento histórico para a instituição e para a região. A atividade em cirurgia robótica arrancou de forma faseada no início de fevereiro, concretizando um investimento de 2,4 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representando um passo decisivo na modernização tecnológica e na diferenciação clínica da instituição.

Desde o arranque da atividade foram já realizadas sete intervenções com recurso a esta tecnologia, numa implementação progressiva e cuidadosamente planeada. A introdução da cirurgia robótica foi estruturada pela equipa cirúrgica através da realização inicial de procedimentos simples e frequentes na prática clínica, em doentes com perfil favorável e sem complicações médicas associadas, tendo começado por colecistectomias e apendicectomias.

Tomar perdeu 6500 habitantes em 20 anos

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A revisão da Carta Educativa do Concelho de Tomar foi aprovada por unanimidade na reunião de executivo camarário de 9 de fevereiro, revelando uma quebra de cerca de 6500 habitantes nas últimas duas décadas e uma redução de 27% na população até aos 14 anos.

O documento traça um retrato demográfico e educativo que evidencia o envelhecimento da população e a diminuição da base escolar. Entre 2001 e 2021, o concelho perdeu 16% dos residentes, registando igualmente uma quebra de cerca de 15% na população em idade ativa. Atualmente, por cada jovem existem três idosos. Na apresentação da proposta, a vice-presidente da Câmara, Célia Bonet, sublinhou o enquadramento legal e as razões do atraso do processo.

“A Carta Educativa do município foi homologada em 2008 e, a legislação, é obrigatório efetuar a sua revisão de 10 em 10 anos, devendo, no entanto, ser revisto sempre que existam alterações relevantes. Estamos, portanto, a incumprir desde 2018. Com uma Carta Educativa com mais de 18 anos, houve alteração do quadro legislativo, houve alterações na taxa de natalidade, houve variação na população do concelho de Tomar, houve uma alteração significativa da rede escolar com a constituição dos agrupamentos escolares. Houve o reforço das competências municipais. Portanto, estamos completamente de pantanas em relação à Carta Municipal. Esta revisão da Carta Educativa iniciou muito tarde e tem um longo, longo histórico. O município selecionou para a elaboração desta revisão uma empresa sem qualquer experiência na matéria. Não se sabe bem o motivo, mas correu mal. A empresa não terminou o trabalho e foi a equipa de funcionários do município que teve de colocar as mãos à obra e concluir este projeto”, explicou.

Célia Bonet destacou ainda a atual cobertura da rede educativa no concelho. “No nosso concelho temos uma cobertura educativa em todos os níveis de ensino, desde o jardim escola até ao ensino superior. Tomar continua a atrair alguns alunos de outros concelhos, nomeadamente no ensino secundário, profissional e superior. Apenas uma freguesia do nosso concelho não tem qualquer equipamento escolar. Registamos diversidade cultural, disponibilizámos respostas de educação inclusiva, serviço de psicologia e orientação e ainda a intervenção precoce. Identificaram-se equipamentos com necessidades de requalificação, hoje são bem mais do que quando foi feita a Revisão da Educativa. Infelizmente, algumas obras que tinham sido feitas recentemente, algumas escolas hoje já precisam de intervenção.”