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91 anos ao serviço de Tomar

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91 anos depois, o Jornal Cidade de Tomar ainda existe. Sem interrupções. Sem saltar uma edição. Chegou a este aniversário com presença no papel, no digital e nas redes sociais, lido em todo o mundo.

Seria fácil escrever apenas um texto de celebração. Mas, prefiro escrever um texto honesto. Porque o que está a acontecer à imprensa regional e local diz algo sobre democracia que não pode ficar por dizer.

Há mais de 80 concelhos portugueses sem qualquer publicação periódica registada. Um quarto dos concelhos já vive num “deserto de notícias”, outros 50% estão em risco. Em quinze anos, o número de títulos de imprensa em Portugal caiu 40%.

Estes não são apenas números apenas sobre um sector em dificuldades. São números sobre o que acontece quando uma comunidade deixa de ter jornalismo local, e o que acontece é simples: o poder é exercido com menos escrutínio.

O Facebook não vai à Assembleia Municipal. O Instagram não faz pedidos de acesso à informação. As redes sociais distribuem o que existe, mas não produzem. E quando não há jornalista para fazer as perguntas, as perguntas ficam por fazer.

A verdade, é que os municípios também têm responsabilidade nesta crise. Alguns usaram a publicidade institucional como instrumento de pressão editorial, nem sempre de forma explícita, mas de forma eficaz. Outros simplesmente migraram para as redes sociais, tornando-se emissores diretos sem ligar ao jornalismo que os devia escrutinar. Ambos os caminhos produzem o mesmo resultado: menos independência, menos escrutínio, democracia mais fraca.

91 anos é um número que impõe respeito. A história deste jornal é a história de Tomar narrada por quem cá viveu. Perder isso não é perder apenas um jornal. É perder a capacidade de uma comunidade se contar a si própria. E uma comunidade que não se consegue contar tem muito mais dificuldade em construir o seu futuro.

Parabéns ao Jornal Cidade de Tomar por estes 91 anos que merecem ser celebrados.

Tiago Carrão Presidente da Câmara Municipal de Tomar

91 anos a informar Tomar, 91 anos a servir a comunidade

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Celebrar os 91 anos do Cidade de Tomar é celebrar muito mais do que a longevidade de um jornal. É assinalar 91 anos de compromisso com a informação, com a memória coletiva e com a vida de uma comunidade que se foi revendo, geração após geração, nas suas páginas.
Poucos títulos em Portugal podem orgulhar-se de uma longevidade tão sólida, e menos ainda podem afirmar que mantiveram, ao longo de tantas décadas, uma ligação tão estreita com a comunidade que servem. O Cidade de Tomar é um exemplo vivo do que significa fazer imprensa regional com identidade, missão e resiliência.
Num país onde o acesso à informação é cada vez mais fragmentado e mediado por plataformas globais, o papel da imprensa regional assume uma importância renovada. São os jornais de proximidade que conhecem as pessoas pelo nome, que entendem o contexto local, que acompanham as pequenas vitórias e os grandes desafios do território. São eles que garantem que cada município, cada freguesia e cada comunidade têm voz própria num espaço mediático frequentemente dominado por temas nacionais ou globais. A imprensa regional é, em grande medida, o primeiro degrau da cidadania informada.
Ao longo de nove décadas, o Cidade de Tomar construiu precisamente essa função de referência: informar com rigor, acompanhar a vida coletiva, preservar a memória local e reforçar a identidade tomarense. Fê-lo em diferentes épocas históricas, atravessando mudanças políticas, tecnológicas e sociais profundas, mas mantendo sempre o compromisso com os valores fundadores da liberdade, do pluralismo e do serviço público informativo.
A sua história não se mede apenas em datas ou edições, mas na relação de confiança que o jornal soube consolidar com os seus leitores. É essa relação – próxima, contínua e genuína – que explica a vitalidade deste projeto. A expansão para o digital e a ligação à Rádio Cidade de Tomar revelam, além disso, uma capacidade de adaptação que honra a tradição, mas olha firmemente para o futuro.
A Associação Portuguesa de Imprensa reconhece no Cidade de Tomar um exemplo de resiliência empresarial, de dedicação jornalística e de compromisso com a comunidade local. Num setor que enfrenta desafios significativos, a sua persistência e a sua relevância são motivo de celebração e inspiração.
Em nome da APImprensa, deixamos um voto de profundo apreço pelo caminho já percorrido e os sinceros parabéns a toda a equipa atual, aos colaboradores de ontem e de hoje, e aos leitores que sustentam este título histórico. Que os próximos anos continuem a reforçar esta missão essencial de informar, valorizar e aproximar a comunidade tomarense.
Muitos parabéns, Cidade de Tomar. Que venham muitos mais anos de bom jornalismo regional.
Cláudia Maia, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa

Há 91 anos a contar a história de Tomar

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Há 91 anos nascia o Cidade de Tomar, um jornal que desde então tem acompanhado, registado e contado a vida da nossa cidade e da região.
No primeiro número, publicado a 17 de março de 1935, o jornal saudava os tomarenses com palavras simples e sinceras, dirigindo também um cumprimento especial a todos aqueles que, por força da vida, se encontravam longe da sua terra.
Sob a direção de Libério Mourão e com Manuel Torres Campos como administrador, o semanário começou por ser impresso na Tipografia e Papelaria “A Gráfica”, na Rua Infantaria 15, em Tomar.
Mais de nove décadas depois, o Cidade de Tomar mantém-se fiel ao espírito que orientou os seus fundadores: defender a região, dar voz à comunidade e exercer um jornalismo responsável, sereno e construtivo.
Desde 1989, o jornal é dirigido por António Lopes Cândido Madureira, dando continuidade a esta missão que atravessa gerações.
Parabéns ao Cidade de Tomar pelos seus 91 anos de publicações ininterruptas, um verdadeiro património da nossa comunidade.
Na foto: a primeira página da edição 1

Prejuízos estimados em 300 mil euros no Centro Social de Além da Ribeira motivam apelo urgente a donativos e materiais para a sua reconstrução

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O Centro Social Paroquial de Além da Ribeira (CSPAR), no concelho de Tomar, sofreu danos significativos na sequência da passagem da tempestade Kristen, na madrugada de 28 de janeiro, levando a instituição a lançar um apelo urgente à população e às empresas para a doação de materiais de construção e apoio financeiro que permitam reconstruir o centro de dia.
A intempérie atingiu diretamente as instalações cerca das 4h00, provocando prejuízos estimados em cerca de 300 mil euros. O impacto obrigou ao encerramento do centro de dia, deixando cerca de 70 utentes sem este serviço presencial.
A instituição particular de solidariedade social, sediada na freguesia de Além da Ribeira, conta com uma equipa de dez trabalhadores e presta apoio a idosos e pessoas com deficiência, com idades entre os 55 e os 101 anos. Para além do centro de dia, assegura também serviço de apoio domiciliário, com entrega de refeições, limpeza e lavandaria, permitindo que muitos idosos permaneçam nas suas casas com melhores condições de vida.
Os danos provocados pela tempestade incluem a destruição parcial do telhado e estragos em várias infraestruturas, como painéis solares, janelas, forros, chaminés, portas, portões e viaturas de transporte da instituição.
Desde o episódio, as instalações ficaram sem condições de utilização, o que obrigou à suspensão das atividades presenciais. Assim, os utentes dependem atualmente apenas do apoio domiciliário, situação que poderá aumentar o isolamento e a perda de mobilidade entre a população idosa.
Perante a dimensão dos estragos, a Junta de Freguesia de Além da Ribeira e Pedreira apelou à solidariedade de cidadãos e empresas, sobretudo dos distritos de Santarém, Leiria e Coimbra, mas também de outras regiões do país.
Os donativos podem ser feitos através da página de angariação de fundos criada online: https://gofund.me/a1cc1b9bd.
Também é possível contribuir por transferência bancária para o IBAN PT50 0004 5543 5402 2787 1658 0, em nome de Centro Social Paroquial de Além da Ribeira.
Além do apoio financeiro, a instituição apela ainda à doação de materiais de construção ou à disponibilização de serviços que possam ajudar na recuperação das instalações.

Ao fim de 10 anos, na despedida de Marcelo…

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NOTA DO DIRECTOR
É bem verdadeiro o título dessa minha nota.
Passaram 10 anos, mas parece que foi ontem que Marcelo rebelo de Sousa iniciou o exercício do cargo de supremo magistrado da Nação.
Mas não, pois, em 9 de março, António José Seguro jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.
Serão, como muitos dizem, todos melhor do que eu, mandatos diferentes. Mas como esperamos que António José Seguro cumpra e faça cumprir, como jurou, a Constituição.
De Marcelo todos recordarão as selfies que nunca deixou de tirar. Os comentários que fazia, o aconchego aos que dele precisava. A presença, quando não desaconselhado, nos locais em que as tragédias e alegrias imponham a sua voluntária presença. Sejam em fogos; jogos de futebol e outras manifestações desportivas, etc, etc.
Para mim, recordo o assistente de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, nos anos de 1970. A sua presença e participação nas nossas Festas dos Tabuleiros, sempre com alegria que a todas e todos contagiava, muito particularmente nos momentos em que o Grande Cortejo parava e Marcelo irrompia pelas casas dos tomarenses para um copo de água tomar.
Mas, institucionalmente, recordo o sossego que soube transmitir aos reformados, aos pensionistas e à Função Pública, quando, no início da Governação de António Costa, apoiou na reversão de medidas da troika que aqueles atingiram, como foram o corte de reformas e pensões e na recuperação de subsídios.
Mais: quando nunca se afastou do apoio que a Comunicação Social merecia, sim, ele um Homem da Comunicação. Apoiou, teceu comentários, lutou contra a iliteracia, num combate desigual, mas em que conseguiu alterar perspectivas que muito nos afligiam. A ele se deve, no ruído do silêncio, que o anterior Governo aprovasse, sendo Pedro Duarte, hoje Presidente da Câmara Municipal do Porto, ministro com a tutela da Comunicação Social, um plano que reconheceu o importante papel que a IMPRENSA, no seu todo e forma de comunicar, desempenha no todo de Portugal. Medidas que, paulatinamente, estão a ser postas em prática pelo actual Governo, de que, hoje, destaco a obrigatória divulgação das deliberações dos órgãos autárquicos com eficácia na vida de todos nós, de uma comunidade.
Ainda, face ao aviso das empresas de distribuição de jornais e revistas de fazer cessar tal distribuição em territórios do interior de Portugal, a proposta de disponibilização de importante valor, da ordem dos 3.500.000,00 euros, para apoio a tal distribuição. São medias que, estou certo, permitirão que a Imprensa sobreviva num Pais tão fragmentado em termos de desenvolvimento, permitindo que todos possam ler, ou folhear, um jornal, uma revista. Medidas, entre outras, que, acredito não deixaram de ser faladas nos encontros de Marcelo com Luís Montenegro, Primeiro-Ministro.
Era assim Marcelo, não obstante o universo de críticas que o atingiram. Importa, para um jornal, reconhecer o apoio que mereceu. Hoje, é este o meu testemunho.
Reconhecimento que a nota da Associação Portuguesa de Imprensa bem expressa e que nos permitimos publicar.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira.
COMUNICADO: APImprensa saúda a ‘Magistratura de Influência’ dos mandatos do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa na defesa da Comunicação Social em Portugal
Caro Associado,
APImprensa saúda a ‘Magistratura de Influência’ dos mandatos do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa na defesa da Comunicação Social em Portugal.
A Associação Portuguesa de Imprensa (APImprensa) vem publicamente enaltecer o papel histórico e o compromisso inabalável que o Senhor Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, demonstrou na defesa da comunicação social portuguesa ao longo dos seus mandatos, que inúmeras vezes classificou como o ‘Pilar da Democracia’.
Para a APImprensa, a atuação do Chefe de Estado foi uma luz de esperança num setor que continua fustigado uma crise económica e financeira terrível, destacando-se a iniciativa única realizada a 24 de abril de 2020, numa maratona de audiências carregada de forte simbolismo, tendo chamado a Belém associações, sindicatos e administrações para responder ao impacto devastador da pandemia de Covid 19. Foi um gesto político forte em que sublinhou que não há liberdade sem uma imprensa financeiramente saudável. O apelo ao consenso a um “acordo de regime”, como forma de pressão para os decisores políticos olharem para o jornalismo não como um negócio, mas como um serviço público essencial, foi outra batalha política que a APImprensa reconhece publicamente, ao pretender garantir que os próximos 50 anos de democracia contem com uma comunicação social livre, forte e independente.
Na Luta contra os “Desertos de Notícias” no país, o Presidente da República sempre alertou para o facto de que a fragilidade dos media é um “travão à democracia”. A sua preocupação constante com a imprensa regional e com a sustentabilidade do setor foi a principal voz contra o silenciamento de comunidades inteiras.
A APImprensa não esquece também o dia 25 de abril de 2017, quando foi distinguida no Palácio de Belém como Membro Honorário da Ordem do Mérito pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, em que promoveu também um tributo a todos os títulos da imprensa que, há mais de um século, garantem o pluralismo em Portugal.
A APImprensa reconhece no Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, a todos os títulos, que foi um aliado fundamental para a independência da comunicação social e, concretamente, da imprensa em Portugal.
A Direção da APImprensa.
N.R – Foto de Arquivo

Casa do Concelho de Tomar comemorou 83 anos

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Realizou-se, no passado dia 4 de março, o jantar comemorativo dos 83 anos de idade da Casa do Concelho de Tomar. Nesta ocasião solene, a instituição de utilidade pública sediada em Lisboa, atribuiu um voto de louvor ao jornal e à Rádio Cidade de Tomar, em reconhecimento pela colaboração e pelos serviços prestados à instituição e à comunidade tomarense. Outros órgãos de comunicação social tomarenses também receberam o mesmo louvor.
A Casa do Concelho de Tomar é uma das mais antigas associações regionalistas ligadas ao concelho, desenvolvendo ao longo dos anos diversas atividades culturais, sociais e de promoção das tradições tomarenses junto da comunidade residente fora do concelho.
Com esta distinção, a instituição pretende também sublinhar a importância da comunicação social regional na preservação da identidade local e no reforço dos laços entre as comunidades tomarenses.

CIRE assinala 50 anos de atividade ao serviço da inclusão

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O Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE) assinalou recentemente 50 anos de atividade, marco que celebra meio século de trabalho dedicado à inclusão, reabilitação e apoio a pessoas com deficiência e incapacidade no concelho de Tomar.
A sessão comemorativa contou com a presença de representantes de várias entidades e instituições da região, tendo o Município de Tomar estado representado por membros do Executivo Municipal. Marcaram igualmente presença a Direção Distrital da Segurança Social de Santarém, a Assembleia Municipal de Tomar e a Junta de Freguesia Urbana.
Ao longo destas cinco décadas, o CIRE tem desempenhado um papel determinante na promoção da inclusão e no desenvolvimento de respostas especializadas dirigidas às pessoas com deficiência, às suas famílias e à comunidade, afirmando-se como uma instituição de referência no concelho e na região.
A celebração deste cinquentenário constituiu também um momento de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela instituição e pela dedicação dos seus dirigentes, colaboradores e voluntários ao serviço da comunidade.
O CIRE foi fundado a 10 de fevereiro de 1976, data em que a instituição foi legalizada por escritura pública. Para assinalar os 50 anos, a instituição prevê realizar, ao longo do ano, várias iniciativas comemorativas.
– Notícia desenvolvida na edição impressa

O CIRE foi fundado a 10 de fevereiro de 1976, data em que a instituição foi legalizada por escritura pública. Para assinalar os 50 anos, a instituição prevê realizar, ao longo do ano, várias iniciativas comemorativas.

– Notícia desenvolvida na edição impressa

Tomar foi o “Coração” do Movimento do Dador de Sangue

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No passado sábado, 7 de março, a cidade de Tomar tornou-se o centro nacional da solidariedade. A Escola Secundária Jácome Ratton foi o palco escolhido para a Assembleia Geral da Federação das Associações de Dadores de Sangue de Portugal (FAS Portugal), um evento que reuniu dezenas de associações de todo o país para discutir o futuro e os desafios da dádiva em Portugal.

Este encontro anual, que percorre o país sob a organização das associações locais, coube este ano à Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Hospital de Tomar. A hospitalidade e a centralidade da região refletiram-se nos números, estando presentes 33 associações de diversos pontos do território, totalizando 106 participantes unidos pela causa da dádiva.

A manhã iniciou-se com uma Sessão de Boas-vindas onde foi relevado o papel crucial das autarquias e do Estado.

A Mesa de Honra foi composta pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) da Federação, Joaquim Silva, pelo Deputado tomarense à Assembleia da República, Ricardo Carlos, pelo Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, e pelo Presidente da Direção da Associação anfitriã, Joaquim Palricas.

A condução da sessão esteve a cargo de Ana Palricas, Vice-Presidente da MAG da Associação de Tomar, que depois das boas-vindas fez breve referência às principais características e virtudes desta bonita região e Cidade Templária, Tomar.

Financiamento Europeu de 410 mil euros reforça abastecimento de água em Ferreira do Zêzere e Tomar

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A Águas do Vale do Tejo informou, através de uma nota de imprensa, que obteve aprovação de financiamento europeu para a operação “Substituição de Conduta em Águas Belas – Aumento da Resiliência e Sustentabilidade do Subsistema de Abastecimento de Água do Rio Fundeiro” (código: CENTRO2030-FEDER-03438800), uma intervenção estruturante para o reforço do abastecimento de água nos municípios de Ferreira do Zêzere e Tomar.
A operação foi aprovada no âmbito do Portugal 2030, contando com o apoio financeiro da União Europeia através do FEDER, no montante de 410.835,37 euros, correspondente a 85% do investimento elegível.
“Este investimento reveste-se da maior importância para a melhoria da eficiência hídrica e para o reforço da resiliência do sistema face a fenómenos climáticos extremos, estando alinhado com os objetivos do PENSAARP 2030 e do PNI 2030, bem como, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente o acesso a água segura, sustentabilidade das comunidades e adaptação às alterações climáticas”, refere a Águas do Vale do Tejo.
Segundo a mesma, o projeto beneficiará diretamente mais de 9 mil habitantes, através da substituição de um troço crítico de conduta adutora com cerca de 1.045 metros, localizado na freguesia de Águas Belas, no concelho de Ferreira do Zêzere.

Ricardo Acto, o líder dos bastidores do Rock in Rio Lisboa

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Natural de Tomar, com raízes em Alqueidão de Olalhas, Ricardo Acto é e uma das figuras centrais na organização de um dos maiores festivais de música do mundo. Atualmente VP de Operações do Rock in Rio Lisboa, o engenheiro civil de formação começou o seu percurso profissional nos bastidores do evento e ascendeu a cargos de topo, sempre com a mesma curiosidade e paixão que despertaram nas festas populares da sua terra natal. Nesta entrevista ao Cidade de Tomar, fala sobre o impacto das suas origens, os desafios da edição de 2024, a mudança para o novo recinto e o que o público pode esperar de um festival que continua a reinventar-se, sem perder identidade.
Sendo natural de Tomar, de que forma a cidade influenciou o seu percurso pessoal e profissional?
Tomar moldou uma parte essencial de quem sou e do que faço atualmente. Cresci entre as tradições da aldeia dos meus pais, Alqueidão de Olalhas, e foi na sua festa anual, assim como na emblemática Festa dos Tabuleiros que tive o meu primeiro contacto com o mundo dos eventos. Desde cedo soube que queria fazer parte de momentos como aqueles. Sempre me fascinou perceber o que acontecia nos bastidores: como se organizavam as equipas, como se coordenavam esforços e como cada detalhe se alinhava para que tudo acontecesse na perfeição. Essa curiosidade acabou por orientar o meu percurso e despertou em mim o gosto por criar experiências, liderar equipas e transformar ideias em realidade. Tomar foi, sem dúvida, a minha primeira grande “escola prática” de vida.
A formação em Engenharia Civil e Gestão de Projeto continua a ser uma mais-valia no cargo que hoje desempenha?
Sem dúvida! A engenharia ensinou-me a pensar de forma estruturada, a resolver problemas e a lidar com desafios. Quando ingressei no Rock in Rio Lisboa como Assistente de Engenharia Civil, percebi que essa base técnica era essencial para fazer bem o meu trabalho, mas que precisava também de algo mais. De aprender a gerir equipas e a organizar grandes projetos. Hoje, cada decisão que tomo tem uma mistura da base técnica com a experiência prática e paixão pelo que faço, e é assim que vou crescendo profissionalmente.
O associativismo académico teve impacto no seu modelo de liderança atual?
Estar ligado à associação de estudantes ensinou-me a liderar com proximidade, ouvir diferentes perspetivas, negociar e trabalhar com equipas diversas. Lancei um festival académico no ano anterior a fazer o meu primeiro Rock in Rio Lisboa, o que acabou por me dar confiança e visibilidade e fez com que o Rock in Rio Lisboa me convidasse, em 2006, para fazer parte da equipa, onde sou VP de Operações do Rock in Rio.
– Entrevista completa na edição semanal