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Sessão pública de apresentação e esclarecimento da proposta de revisão do Plano de Pormenor da Alameda 1 de Março e Rua João dos Santos Simões no dia 21 de julho

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Decorrerá, no próximo dia 21 de julho, sexta feira da próxima semana, pelas 18 horas, no salão nobre dos Paços do Concelho, uma sessão pública de apresentação e esclarecimento da proposta de revisão do Plano de Pormenor da Alameda 1 de Março e Rua João dos Santos Simões (UOPG 6).

Recorde-se que este plano se encontra precisamente em procedimento de revisão, no âmbito da qual haverá lugar a um período de discussão pública, pelo período de vinte dias úteis contados a partir do quinto dia útil seguinte à publicação do respetivo Aviso em Diário da República, que se espera venha a acontecer em breve.

Esta revisão tem vindo a ser elaborada com o objetivo de reconsiderar e reapreciar as suas opções estratégicas, de forma a garantir uma resposta mais adequada às necessidades da procura, revitalização, requalificação e reabilitação do tecido urbano desta área central da cidade de Tomar.

As questões ligadas com a reabilitação urbana e a revitalização do edificado existente são temáticas centrais e constituem uma prioridade para o Município, sendo de referir que toda a área de intervenção deste plano se encontra incluída na Área de Reabilitação Urbana (ARU) da cidade.

Assim, pretende-se promover nesta zona a reabilitação e consolidação do tecido urbano de forma sustentada e equilibrada, bem como o ordenamento e requalificação do espaço público existente, tendo sempre em vista o usufruto e bem-estar da população.

É necessário impedir o Japão de lançar água contaminada no mar

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A decisão unilateral do governo japonês, anunciada em 2021, de descarregar no mar a água usada para arrefecer a central nuclear de Fukushima, tem merecido forte oposição dos países e regiões ao longo do Oceano Pacífico e das próprias associações de pescadores japoneses.

Sob fortes pressões, o governo japonês convidou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para realizar uma avaliação. Após dois anos de trabalho, a AIEA apresentou agora um relatório final. No entanto, o relatório não refletiu totalmente as opiniões de todos os especialistas envolvidos na avaliação, e as conclusões não foram aprovadas por unanimidade.

Haruhiko Terasawa, presidente da Associação das Pescas da província japonesa de Miyagi, após ter lido o relatório manifestou a sua preocupação, afirmando: “Isto não elimina a ansiedade das pessoas. Nós somos contra as descargas no mar!”. Tal como ele, muitos japoneses consideraram pouco convincente a afirmação do relatório de que o plano de descarga do Japão “cumpre as normas de segurança internacionais”. Também vários grupos da sociedade civil da Coreia do Sul salientaram que o relatório não pode ser um “escudo” para o Japão e que a descarga não pode ser “legitimada” por esse facto.

Esta situação está diretamente relacionada com as várias restrições impostas pelo Japão ao trabalho de avaliação da AIEA, o que deu origem a dúvidas generalizadas por parte da comunidade internacional.

Recorde-se que a AIEA tem como principal função promover a utilização segura e pacífica da tecnologia nuclear e não é o organismo adequado para avaliar o impacto a longo prazo da água contaminada por energia nuclear no ambiente marinho e na saúde biológica. Alguns analistas salientaram que, ao convidá-la para avaliar o plano de drenagem marítima, o governo japonês apenas pretendia o aval da agência, pelo que levou a cabo uma série de manobras.

Assim, restringiu a actividade da AIEA, permitindo-lhe apenas avaliar o plano de descarga no mar e não outras opções de eliminação, como a injeção estratigráfica, a emissão de vapor, a emissão de hidrogénio e o enterramento subterrâneo. Isto limitou o trabalho da AIEA, alterando o objetivo da análise. O propósito inicial era “encontrar a melhor solução para a Humanidade para o tratamento da água contaminada de Fukushima”, mas foi alterado para “a viabilidade das opções de descarga de água contaminada nuclear”.

Independentemente do relatório, o Japão não deve ser autorizado a despejar, nos próximos 30 anos, milhões de toneladas de água contaminada no Oceano Pacífico, pois essa atitude do Japão, a concretizar-se, transfere o risco da poluição nuclear para toda a Humanidade.

O Japão deverá, isso sim, examinar seriamente outras formas de lidar com o problema para além da descarga no mar, ouvir a opinião pública, respeitar a ciência, suspender o plano de descarga no mar, tratar a água contaminada por energia nuclear de forma científica, segura e transparente e aceitar uma supervisão internacional rigorosa.

Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China

Festival de Gastronomia celebra o Maranho e mostra o melhor da Sertã

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O Festival de Gastronomia do Maranho da Sertã abre as portas da sua 11.ª edição já no próximo dia 13 de julho. Com um programa recheado de muita música, cultura e animação, os pratos principais serão o Maranho da Sertã e toda a gastronomia da região, assim como as suas tradições, usos e costumes.

“A gastronomia é um dos mais importantes ativos turísticos do concelho da Sertã e o Festival de Gastronomia pretende dar eco à riqueza, variedade e singularidade da nossa cozinha”, constatou Carlos Miranda, presidente da Câmara Municipal da Sertã. Lembrando “o caráter jovem e vibrante, mas inclusivo, do Festival de Gastronomia do Maranho da Sertã”, o autarca explicou que neste “evento também se celebra todo o modo de ser associado ao concelho da Sertã, através dos nossos usos, tradições e costumes”.

“A nossa identidade local está muito presente nesta iniciativa, onde também se olha para o futuro e para os desafios trazidos pelas novas tendências gastronómicas e de como conseguiremos posicionar e trabalhar as nossas iguarias no médio/longo-prazo”, constatou Carlos Miranda.

O cruzamento entre o presente e o futuro estará, por exemplo, bem vincado nos showcookings que decorrerão durante o festival e que serão conduzidos pelos chefs Rui Lopes (14 de julho, 12h) e José Júlio Vintém (15 de julho, 12h). 

Serão vários os espaços de restauração e tasquinhas presentes no festival para apreciar o Maranho da Sertã, mas também outras especialidades locais como o Bucho Recheado ou os Cartuchos de Amêndoa de Cernache do Bonjardim. Por todo o concelho da Sertã, os restaurantes estarão também abertos para que a experiência gastronómica seja ainda mais autêntica.

Com uma zona de entrada completamente renovada, tanto em termos gráficos como de circulação pedonal, o Festival de Gastronomia “procura imprimir novas dinâmicas e mostrar aos nossos visitantes o que existe de melhor a nível turístico, não só na vila da Sertã, mas em todas as dez freguesias que constituem o nosso município. Daí a instalação deste novo espaço que será absolutamente surpreendente”, frisou Carlos Miranda.

Em complemento a este espaço, mantém-se o Pátio das Freguesias, que “tanto sucesso registou na edição anterior. Neste local, será possível assistir a recriações de antigos usos e costumes, espetáculos culturais, atuações de ranchos folclóricos e de outros grupos musicais. É uma autêntica janela aberta da Sertã para o mundo”, sublinhou o edil da Sertã.

O programa inclui ainda atividades para toda a família, que vão do desporto à cultura, passando pelos jogos tradicionais.

No cartaz musical, os nomes em destaque para os quatro dias são muitos e variados. No dia 13 de julho, atuam os Nightmare’s Sweet Dreams (21h) e a Orquestra Big Gang (22h30). A noite do dia seguinte é preenchida pelos Popxula (21h30) e The Legendary Tigerman (23h). Marco Figueiredo & Os Revivalistas (21h30) e Richie Campbell (23h) sobem ao palco no dia 15 de julho, enquanto no dia 16 de julho será a Santana Tribute Band (21h30) e a Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense, acompanhada pelo cantor norte-americano Chuck Wansley (23h), a encerrar este festival em grande estilo. Haverá ainda muita animação noite fora assegurada pelos djs Djs Vassalo, P*ta da Loucura, Gonçalo Guedes, I Love Reggaeton, Hugo Rafael e Smells Like 90’s.

A devoção, união e entrega de toda uma comunidade à Festa dos Tabuleiros por Tomar

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Elsa Ribeiro Gonçalves (Reportagem)

Não é fácil para quem é jornalista da imprensa local escrever uma reportagem sobre a Festa dos Tabuleiros. Já muito foi dito, já muito foi escrito, já saiu em todas as rádios e televisões quando este jornal em papel chegar às mãos dos leitores. Os manuais de jornalismo dizem que devemos ser imparciais e equidistantes. “Mea culpa”, mas a Festa é mais forte do que nós e o coração emociona-se, como o de qualquer tomarense, em momentos como estes: o Mordomo a abrir os portões da Mata dos Sete Montes para o início do cortejo principal, a multidão a gritar “Viva a Festa”, os populares a enfeitarem a rua madrugada dentro, os gaiteiros e os elementos das bandas a darem o seu melhor, os colegas jornalistas e fotógrafos em busca do melhor ângulo, a polícia e bombeiros a acautelar a segurança de todos, os pares que levam os tabuleiros, firmes, empenhados na sua nobre missão de mostrar a Festa a quem a visita. E, nós, ali no meio, a torcer para que o Tabuleiro não caia, devido à ventania na Ponte Nova ou na Alameda Um de Março, onde ainda tiveram que ser mais fortes e corajosos. Assistir ao cortejo do lado de dentro tem essa vantagem: de vermos a festa por dentro. Levamos a carteira profissional numa mão, o coração na outra. Façamos então o nosso melhor.

O que une, afinal, todas estas pessoas? Um só nome: Tomar. No domingo, 9 de julho, milhares de pessoas assistiram ao resultado desta entrega, união e devoção, não só plasmada no Cortejo como nas ruas ornamentadas, que já podiam ser visitadas desde há alguns dias um trabalho de meses que chegou a estar ameaçado pela chuva – que caiu, com alguma intensidade –  durante poucos minutos na véspera.   

Público aplaudiu com entusiamo a Festa

“Depois de mais de três horas e um percurso de cerca de 6 quilómetros e com um tabuleiro a pesar cerca de 13 quilos, o sorriso e a felicidade no rosto de quem superou a provação”, escreveu Miguel Tolda, um dos participantes do cortejo, que representa o espírito resiliente e a determinação de todos os que desfilaram perante uma multidão que – apesar do calor intenso –  encheu a cidade de Tomar de cor, música e alegria naquela que é a realização da Festa dos Tabuleiros, um evento que ocorre a cada quatro anos em honra do Espírito Santo. E até o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que inicialmente cancelou sua presença, deu um ar da sua graça e acabou por comparecer no cortejo, protagonizando uma oportunidade para as afamadas selfies.

Momento em que o Mordomo, Mário Formiga, abre os portões da Mata para dar início ao Cortejo Principal

Um dos momentos altos foi a bênção dos Tabuleiros, na Praça da República, ocasião em que D. José Traquina, bispo de Santarém, destacou a importância da Festa dos Tabuleiros que considerou mesmo como “um sinal de paz e alegria para o mundo”. Durante a homilia da celebração, o Bispo realçou os desafios enfrentados desde a última festa em 2019, como a pandemia e o conflito na Ucrânia, e enfatizou a necessidade de um desenvolvimento ético, económico e político que promova o respeito mútuo, a justiça e a paz global.  “Hoje, esta cidade de Tomar está repleta de pessoas que para aqui convergiram por causa da Festa dos Tabuleiros que exprime arte, simplicidade e beleza”, referiu.


– Reportagem completa na próxima edição semanal

Foto da Ponte Velha: Fátima Rico
Fotos Elsa Ribeiro Gonçalves e José Ribeiro

Tabuleiros 2023 – Cortejos Parciais mostram alguns dos Tabuleiros que desfilam no grande Cortejo

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Milhares de pessoas assistiram neste sábado, 8 de julho, aos cortejos parciais da festa dos Tabuleiros, uma amostra do que se vai ver este domingo, no grande cortejo de domingo que inclui 618 tabuleiros. Por aqui e acolá ouvia-se: “Viva a Festa” ou “A festa é linda”.

O cortejo dos pares dos tabuleiros partiu da Várzea Grande, no caso das freguesias rurais ou da sede da junta, perto da Alameda Um de Março, no caso da freguesia urbana. Todos passaram pela Praça da República, terminando na Mata dos Sete Montes onde os tabuleiros vão estar em exposição até domingo.

O Cortejo Principal tem início pelas 16h00.

Tabuleiros 2023 – “Cortejo do Mordomo” desfilou pelas ruas da cidade

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Centenas de pessoas concentraram-se na tarde de sexta-feira, 7 de julho, pelas ruas da cidade para assistir ao Cortejo do Mordomo, um dos cortejos integrados no âmbito da Programação da Festa dos Tabuleiros.

Já passavam das 18h30 quando as primeiras charretes e cavaleiros chegaram à Praceta Alves Redol, antecedidos gaiteiros, a banda filarmónica, as parelhas de bois e os elementos das comissões.

Muitos tomarenses aplaudiam a passagem das charretes e dos cavaleiros, embora alguns tomarenses com quem falámos considerassem que devia ser “um cortejo com menos cavalos”.

Parelhas de bois

Este cortejo simboliza a entrada na cidade dos bois do sacrifício que, em tempos idos, viriam a ser abatidos para distribuição da carne durante a segunda feira após o cortejo.

Durante a nossa reportagem não assistimos a qualquer incidente mas, posteriormente, foi-nos enviado um vídeo por parte de uma espectadora que dava conta que um cavalo teria escorregado e caído, ao início da Av. D. Ângela Tamagnini, o que causou alguma apreensão pelos presentes.

Fotos: José Ribeiro

Ruas Populares Ornamentadas dão a conhecer o trabalho de vários meses por parte da população

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No âmbito da Festa dos Tabuleiros, foram inauguradas, no dia 5 de julho, as Ruas Populares Ornamentadas, dia em que foi dado a conhecer o trabalho preparado pela população ao longo de muitos meses.

Este ano são 33 as ruas ornamentadas, com temas variados, desde os Descobrimentos, ao rio, mar, Espírito Santo, entre tantos outros…todas com vários motivos para fotografias e com muitos pormenores que embelezam as ruas de Tomar.

Não perca na edição impressa de 14 de julho todas as fotos da Festa.

Marcelo Rebelo de Sousa cancelou presença na Festa dos Tabuleiros

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Marcelo Rebelo de Sousa na Festa de 2019

Segundo a Agência Lusa, que cita fonte da Presidência da República, “Marcelo Rebelo de Sousa terá cancelado a presença na Festa dos Tabuleiros, no domingo, dia do grande Cortejo”.

Além de Tomar, o Presidente cancelou a sua presença no Porto e em Aveiro, outras deslocações que tinha em agenda, numa medida que se justifica com a “necessária precaução” devido à indisposição sentida na quarta feira e que o levou mesmo a ser assistido numa unidade hospitalar.

Maria de Lourdes de Mello e Castro: mais do que uma artista, uma pioneira no feminino

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Decorreu, no passado dia 4 de julho, ao final da tarde, no Complexo Cultural da Levada, uma conferência de Sofia Bandeira Duarte sobre a vida e obra de Maria de Lourdes de Mello e Castro, a propósito da exposição “Desenhos”, que se encontra patente ao público naquele local, mais concretamente na sala multiusos, anexa à Central Elétrica.

A investigadora em História da Arte fez uma apresentação que permitiu seguir cronologicamente a biografia da pintora tomarense, de que se celebram os 120 anos do nascimento, na sua relação com o trabalho artístico e inevitavelmente com o seu mestre José Malhoa. Para além da relevância da sua obra, a conferencista destacou ainda a singularidade de ter sido uma mulher artista no Portugal do início do século XX, em que o assumir desse papel no feminino era uma ousadia.

Recorde-se que a exposição, que apresenta perto de uma centena de trabalhos inéditos de Maria de Lourdes Mello e Castro, pode ser visitada não apenas durante a Festa dos Tabuleiros, mas até 24 de setembro, de quarta a sexta feira entre as 14 e as 18 horas e aos sábados e domingos entre as 10 e as 13 e entre as 14 e as 18 horas.

Aí está um manual para as flores dos Tabuleiros

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A anteceder a abertura das ruas populares ornamentadas, decorreu, no passado dia 5 de julho, o lançamento de um livro fundamental para a preservação dessa tradição e da própria feitura dos tabuleiros. “A Magia das Mãos e do Papel nas Flores dos Tabuleiros”, de José Joaquim Ferreira Marques, é um documento imprescindível, mas também um verdadeiro manual para uso de quem se queira dedicar à confeção de flores de papel, e muito especialmente em ambiente escolar.

A apresentação foi feita no Moinho da Ordem, com as intervenções da presidente da câmara, Anabela Freitas, que enfatizou a importância desta obra no panorama da Festa; de Nuno Fonseca, que fez uma resenha biográfica do autor e do seu laborioso trabalho de recolha etnográfica; e de André Camponês, do Gabinete de Museologia do Município, que procedeu a um enquadramento histórico da utilização das flores na Festa.

Por fim, o autor falou do livro e do processo que conduziu à sua realização, que contou com a colaboração de um conjunto das muitas mãos que ao longo dos anos têm feito a Festa. O livro encontra-se disponível para aquisição no Posto de Turismo de Tomar.