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Já começou a tradicional Feira de Santa Iria em Tomar

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Foi inaugurada na tarde desta sexta-feira, 13 de outubro, mais uam edição da Feira de Santa Iria de Tomar. O evento prolonga-se até dia 22 de outubro.

Pedro Mafama, D.A.M.A, Sons do Minho e Sai do Chão – Tributo a Ivete Sangalo (seguidos dos artistas Bombatuke, Sara Santini, Dupla Mete Cá Sets e I Love The 90’s) são os cabeças de cartaz da Feira de Santa Iria. Tal como o ano passado, os concertos, gratuitos, vão ter lugar na Várzea Grande, estendendo-se o certame entre aquele espaço e a recinto do Mercado.

A Feira de Santa Iria é uma das mais antigas da região e teve um papel preponderante, no passado, para garantir o abastecimento da população de produtos e materiais a que não conseguia aceder de outra forma. Hoje é completamente diferente o seu peso comercial, mas continua a ser um marco no calendário dos tomarenses.

No que se refere às localizações, o recinto do Mercado acolhe o parque de diversões e as tasquinhas; no passadiço junto à Casa dos Cubos estarão os espaços de gastronomia e associativismo; na Rua dos Arcos, o comércio em geral; no estacionamento lateral do Palácio da Justiça, a nascente, a Feira das Passas; por trás do Tribunal, artesanato; em frente, automóveis e máquinas agrícolas; e na ampla praça da Várzea, além do palco principal, os produtos locais e regionais, street food e bares das coletividades.

Animação Musical:

Sexta-feira, 13, na Várzea o tributo a Ivete Sangalo com o grupo Sai do Chão (às 22 horas) e I Love the 90’s (meia-noite). No sábado, dia 14, Pedro Mafama (22h30) e Bombatuke (23h45). Para domingo, 15, fica reservado o som dos Drama & Beiço, a partir das 17 horas.

Seguem-se, na segunda-feira, noite de fados (às 21h30); e na terça, à mesma hora, noite de ranchos. Na quarta, a Banda T atua às 22 horas, seguida, à meia-noite, de Pão de Ló Gijéis Sete. Na quinta será a vez de Kontra Relógio (às 21h30) e Sede (23h15).

Dia 20, sexta-feira, é dedicado à padroeira e dele faz parte o momento mais emblemático das festividades, com a procissão de Santa Iria, nessa manhã, que culminará com o lançamento de pétalas ao rio, na Ponte Velha, por parte das crianças. À noite, haverá atuação de Sons do Minho (22h30) e da Dupla Mete Cá Sets (00h15).

A noite de sábado, dia 21, trará o concerto dos D.A.M.A (às 22h30) e a atuação de Sara Santini (00h15); fechando o programa musical com a já tradicional celebração do aniversário da Rádio Cidade de Tomar, no domingo, a partir das 15 horas.

Futuro Parque de Feiras de Tomar previsto para a zona de Marmelais

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A tradicional Feira de Santa Iria de Tomar está aí, no mesmo modelo que nos habituou nos últimos anos – desde que a Várzea Grande foi requalificada – dividida por alguns espaços da cidade e com uma componente muito grande nas tasquinhas e produtores locais. 

Na recente entrevista que o atual presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, deu ao Jornal e Rádio “Cidade Tomar”, foi abordado o tema do “adiado” Parque de Feiras, tendo sido questionado sobre se o mesmo será uma realidade para breve, possibilitando a concentração da Feira de Santa Iria para um único local.  

“Essa é das tais questões que tem muito a ver com as possibilidades. A Revisão do Plano de Pormenor do Flecheiro, que estamos a fazer – que se chama do Flecheiro mas, na verdade, abrange toda a zona de Marmelais – contempla esse território. Portanto, há um território que fica definido para Parque de Feiras nesse plano, não pode ser usado para outra coisa”, começou por esclarecer.

“Estamos em negociação com os proprietários, que são vários, para tentar avançar – independentemente que o tempo dos instrumentos de gestão do território e este em particular demore – pelo que temos vindo a conversar, num processo demorado, uma vez que alguns deles não residem em Tomar”, disse, acrescentando que a localização abrangerá a zona entre Marmelais de Cima e Marmelais de Baixo, depois do horto.

O presidente da Câmara de Tomar refere que, em relação ao Parque de Feiras em Marmelais, “a minha vontade é que sim, que pelo menos o município se torne proprietário, o quanto antes, dos terrenos para poder começar a desenvolver projeto, que será faseado, mas depende da oportunidade e da disponibilidade. Se tivermos que ir por uma via de expropriação, isso só pode acontecer depois do plano de pormenor entrar em vigor. Estes processos levam tempo”, referiu.

Prémios ANAM distinguem as Assembleias Municipais de Ourém, Ferreira do Zêzere, Loures, Oliveira de Azeméis e Lisboa

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Os Prémios ANAM reconhecem os melhores trabalhos realizados anualmente em prol da valorização e dignificação das assembleias municipais, bem como o seu papel na organização democrática dos municípios.

Entrega do prémio ao representante de Ferreira do Zêzere

O júri constituído por Albino Almeida, presidente da ANAM, Hortense Lopes Santos, presidente de Assembleia Municipal de Braga e Ângela Guerra, presidente de Assembleia Municipal de Pinhel, decidiu por unanimidade atribuir o galardão “Prémios ANAM Boas Práticas” às Assembleias Municipais de Ourém (Resiliência), Loures (Participação Cívica), Oliveira de Azeméis (Cidadania), Ferreira do Zêzere (Inclusão e Envolvimento Comunitário) e Lisboa (Juventude).

Para Albino Almeida, presidente da ANAM – Associação Nacional de Assembleias Municipais, “o ano saldou-se positivamente pela enorme qualidade dos trabalhos apresentados, o que reflete de alguma forma a preocupação, a participação e um maior reconhecimento do trabalho das Assembleias Municipais junto das populações”.

Entrega do prémio ao representante de Ourém

Dada a qualidade das propostas submetidas, o júri decidiu ainda atribuir Menções Honrosas às Assembleias Municipais de Marvão, Murça, Ílhavo e Monchique.

Na categoria “Prémio ANAM Dr. José Manuel Pavão”, o galardão foi atribuído a Joana Videira, do Instituto Politécnico de Bragança, pelo seu trabalho académico intitulado “Normas GRI como Suporte na Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade: Estudo de Caso da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes”, na categoria de investigação e a Paulo Salvador, da TVI, pela sua reportagem realizada em Boticas “Felizes para lá dos montes”, na categoria de Jornalismo.

Ainda nesta categoria, foram distinguidas com Menção Honrosa a jornalista Cláudia Viana, da RTP, pelo seu trabalho “O Poeta Faz-se” e ao projeto Coimbra Colectiva, e a Filipe Ferreira, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Feira de Santa Iria de 13 a 22 de outubro

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Pedro Mafama, DAMA, Sons do Minho e Sai do Chão – Tributo a Ivette Sangalo (seguidos dos djs Bombatuke, Sara Santini, Dupla Mete Cá Sets e I Love 90’s) são os cabeças de cartaz da Feira de Santa Iria, que decorre em Tomar de 13 a 22 de outubro. Tal como o ano passado, os concertos, gratuitos, vão ter lugar na Várzea Grande, estendendo-se o certame entre aquele espaço e a recinto do Mercado.

O programa é o seguinte:

Sexta, 13, 22h00, Várzea Grande

Tributo a Ivete Sangalo

Love the 90’s

Sábado, 14, 22h30, Várzea Grande

Pedro Mafama

Bombatuke

Domingo, 15, 17h00, Várzea Grande

Drama & Beiço

Segunda, 16, 15h00, Convento São Francisco

Saltimbancos

21h30, Várzea Grande – Noite de Fados

Terça, 17, 21h30, Várzea Grande

Noite de Ranchos (Alviobeira e Minjoelho)

Quarta, 18, 22h00, Várzea Grande

Banda T/DJ Pão de Ló Gijéis Sete

Quinta, 19, 21h30, Várzea Grande

Kontra Relógio / SEDE

Sexta, 20

9h30 – Missa na Igreja São João Baptista

10h30 – Procissão (Rua Infantaria 15 – Av. Cândido Madureira – Rotunda Alves Redol – Rua Everard – Ponte Velha – Capela de Stª. Iria)

22h30, Várzea Grande

Sons do Minho

Dupla Mete Cá Sets

Sábado, 21

10h00 – Missa na Capela de Santa Iria

22h30, Várzea Grande

DAMA

Sara Santini

Domingo, 22, 15h00, Várzea Grande

Aniversário da Rádio Cidade de Tomar.

PSD acusa “deputados do PS de recusarem debater estado da saúde no distrito”

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Segundo comunicado do PSD Distrital, “No dia 6 de outubro, os deputados do Partido Social Democrata (PSD), eleitos pelo distrito de Santarém, João Moura, Isaura Morais e Inês Barroso apresentaram, à Comissão de Saúde da Assembleia da República, um requerimento para Audição dos Conselhos de Administração do Hospital Distrital de Santarém e do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Estas duas estruturas hospitalares, que abrangem mais de 450.000 habitantes de 21 concelhos, têm sido alvo de notícias sucessivas relativas a constrangimentos, provocando uma enorme preocupação à população, gerando dúvidas, instabilidade e um sentimento de insegurança na prestação de cuidados de saúde no distrito. O requerimento apresentado à comissão visava ouvir, na primeira pessoa, as dificuldades que estão a ser sentidas por quem trabalha arduamente no Serviço Nacional de Saúde, os quais foram dando sinais de que estariam disponíveis para uma identificação específica de constrangimentos e consequente planeamento de mitigação dos mesmos, em articulação com o Ministério da Saúde. Objetivava ainda a recolha da informação para esclarecer a população do distrito, e para alavancar soluções para problemas identificados. No entanto, o Partido Socialista (PS) chumbou o requerimento do PSD, que tinha merecido a concordância dos restantes Grupos Parlamentares presentes na reunião da Comissão, realizada hoje, 11 de outubro, inviabilizando assim a possibilidade de realização das Audiências pretendidas”.

A Comissão Política Distrital do PSD de Santarém lamenta que “o PS tenha tomado esta posição, em detrimento de um trabalho conjunto com vista a contribuir para a melhoria da prestação de cuidados de saúde no distrito, e afirma, convictamente, que continuará ativo e a lutar por esta causa, mantendo o foco de que o que importante são as pessoas e a majoração da sua qualidade de vida. Lamentamos a hipocrisia política constante dos deputados do PS que mais não fazem pelo distrito do que propaganda política”.

                                                     Os deputados PSD à Assembleia da República

                                                                       pelo distrito de Santarém

                                                                                   João Moura

                                                                                   Isaura Morais

                                                                                   Inês Barroso

 Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) com nova liderança

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Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, assumiu esta quinta-feira, 12 de outubro, a presidência do Conselho Intermunicipal da CIM Médio Tejo. A vice-presidência é assumida por Vasco Estrela, da Câmara de Mação e Bruno Gomes, da Câmara de Ferreira do Zêzere.

A lista foi eleita por unanimidade, ou seja, com 11 votos a favor.

  • Notícia desenvolvida na próxima edição semanal.

“Sentido comunitário”: documentário sobre a Festa dos Tabuleiros em exibição no Cine-Teatro Paraíso

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O documentário “Sentido comunitário” sobre a Festa dos Tabuleiros vai estar em exibição, no próximo dia 17 de outubro, às 19h00, no Cine-Teatro Paraíso Tomar, com entrada livre.

Este documentário ilustra as dinâmicas preparatórias da Festa dos Tabuleiros de 2023 através de um conjunto de entrevistas realizadas a diferentes participantes. Além da partilha de memórias da prática festiva por todos os habitantes das onze freguesias do concelho, os detentores de um saber especializado, como a mordomia festiva e os artesãos, dão a conhecer os modelos de organização comunitária e as técnicas e conhecimentos necessários à elaboração de milhares de flores de papel e do Tabuleiro, símbolo central desta festividade em honra ao Espírito Santo.

Esta é uma organização do Município de Tomar com realização de “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria”.

João Pinto da Costa: o artesão que vive a paixão pelo raku, por uma oficina ambulante e por criar instrumentos musicais em barro

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O mestre artesão João Pinto da Costa esteve à conversa com Carlos Gonçalves, no programa Tomarlugar da Rádio Cidade de Tomar, onde falou sobre trabalhar o barro e a sua importância como produto económico. O artesão, o seu trajeto de vida, social e profissional, que hoje dedica uma parte muito significativa à formação sobre essa arte, atividade que irá iniciar este ano letivo, também junto das crianças do 1.º ciclo do concelho de Tomar, através das AEC’s.

– Pode dizer-se que o João é um artista da olaria/cerâmica?

Não gosto que me chamem artista, prefiro mestre, pelo gosto que tenho de ensinar e de inovar. Não me vejo como artista, mais como artesão. Aliás, eu fiz um retrocesso no esquema da cerâmica, fui às bases, gosto de criar a partir das formas tradicionais, até pré-históricas. A cerâmica nasce da necessidade de se fazerem utensílios domésticos. Durante muitos anos a cerâmica que se via era loiça utilitária. À medida que vão surgindo outras peças de alumínio e de plástico, a cerâmica foi sendo substituída, daí hoje se centrar mais em peças decorativas.

– Como é trabalhar e sentir o barro?

O barro em si é terapêutico, mexer na terra é terapêutico. A parte criativa é muito importante, antes havia oleiros que só faziam um tipo de peça. A cerâmica engloba tudo o que seja feito com argila e há várias técnicas, a técnica da bola (adelgaçamento), a técnica da lastra (placa de barro) e a técnica do rolo (rolinhos de barro). Depois há a técnica de modelação em volume, há os efeitos a criar, há a cozedura, cujo nome da primeira cozedura é a chacota, depois temos as peças vidradas ou pintadas, é todo um circuito até termos a peça final.

– Já há alguém lhe encomendou uma peça única?

Já me pediram peças exclusivas e, nesses casos, tento perceber a ideia, faço um esboço, falo com a pessoa para chegar a um consenso e depois ponho em prática.

– O que faz na sua oficina na Carregueira?

Tenho um forno artesanal e trabalho uma técnica de cerâmica que é o raku, nome que se dá a uma técnica que é japonesa. O raku que fazemos no ocidente não tem nada a ver com o raku oriental. O raku aparece no Japão no século XVI, quando se dá a união das tribos feudais e está ligado à cerimónia do chá do Japão, o que envolve os trajes e os utensílios de chá. No Japão, o raku é feito por meia dúzia de mestres, só alguns têm esse estatuto. É um processo completamente diferente dos processos normais da cerâmica. Depois da primeira cozedura das peças – a chacota – as peças são vidradas e vão novamente ao forno e depois são tiradas do forno em brasa e depois há dois processos possíveis, ou o da redução ou o da oxidação. (…)

Perfil

Nasceu em Lisboa, há 69 anos, viveu em caldas da Rainha e há cerca de vinte anos, vive em Carregueira, Tomar, onde tem uma oficina de arte e de paixão, uma oficina onde se dedica, principalmente, à arte do raku e outras técnicas de modelação.

Carlos Gonçalves

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 13 de outubro.

Ação Literacia Alimentar & Dieta Mediterrânica do Médio Tejo em Ferreira do Zêzere

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No âmbito das comemorações Dia Mundial do Ovo em Ferreira do Zêzere, no dia 13 de outubro, o projeto Literacia Alimentar & Dieta Mediterrânica do Médio Tejo irá promover nas escolas do concelho, a demonstração e degustação de várias receitas, tendo por base os princípios da dieta mediterrânica, privilegiando produtos locais e da época, destacando como ingrediente principal, o ovo.

A iniciativa pretende valorizar e destacar a riqueza e diversidade do território do Médio Tejo e assegurar ao mesmo tempo a construção de uma estratégia comum de modo a contribuir para a qualidade de vida das populações, através da adoção de princípios baseados numa alimentação equilibrada e sustentável; fortalecer e impulsionar a ação coletiva regional para a implementação do Sistema Alimentar Territorial do Médio Tejo, que promova uma alimentação sustentável, saudável e tendencialmente de base local.

Uma iniciativa da equipa do projeto Literacia Alimentar & Dieta Mediterrânica do Médio Tejo, Município de Ferreira do Zêzere e Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere.

Deputados do PS pedem ao governo ponto de situação sobre estado da saúde na região

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Os cinco deputados do PS eleitos pelo distrito de Santarém, Hugo Costa, Alexandra Leitão, Mara Lagriminha, Manuel Afonso e Francisco Dinis, pediram ao governo um ponto de situação sobre o estado da saúde na região.

Num conjunto de perguntas, endereçadas, no passado dia 10 de outubro, ao Ministro da Saúde, os eleitos colocam algumas questões sobre os investimentos que é preciso ainda acautelar para assegurar o correto funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.

Os deputados, que já têm questionado o executivo sobre esta matéria, querem saber se as necessidades em termos de recursos humanos já estão acauteladas no Hospital Distrital de Santarém e no Centro Hospitalar do Médio Tejo, incluindo nas várias valências que foram disponibilizadas para dar resposta à população.

“Aumentou ou não o quadro de pessoal de médicos especialistas, internos, médicos das especialidades, mas também outras áreas de diagnóstico? No que se refere à urgência, tem ou não havido resposta de prestadores de serviços para que não se estrangule esta resposta de emergência? Durante o último ano, tem ou não sido feito um esforço colossal para diminuir a lista de espera nas valências hospitalares e em que medida estão atualmente esses números?”, perguntam os deputados.

São conhecidas as dificuldades no que se refere ao trabalho suplementar, que no caso destas unidades hospitalares tem criado alterações substanciais, nomeadamente, nas urgências. Tal tem levado vários médicos especialistas e internos de especialidade a manifestarem a sua indisponibilidade para prestarem todo e qualquer trabalho suplementar para além do limite máximo das 150 horas, o que tem obrigado a alterações na gestão interna das cirurgias. Os deputados pretendem por isso saber que medidas estão previstas a breve trecho para fazer face a esta situação.

Os deputados lembram ainda que estarão em funcionamento, em breve, duas ULS – Unidade Local de Saúde, na Lezíria e Médio Tejo, no distrito de Santarém. Trata-se de um modelo que pretende otimizar recursos e aproximar de forma integrada os serviços que os cidadãos precisam, procuram e necessitam e também por isso deixam a questão. “Para quando e em que medida estas unidades reforçarão a resposta no caso em concreto do Distrito de Santarém?”

Nos últimos anos o país teve de enfrentar enormes os desafios que a pandemia trouxe, o que exigiu um esforço redobrado do Serviço Nacional de Saúde e de todos os profissionais de saúde, reconhecem. “Valorizamos muito o esforço e trabalho que foi feito na região, quer no Hospital Distrital de Santarém, quer no Centro Hospitalar do Médio Tejo, que deve ser reconhecido e apoiado com a alocação de mais recursos”, sublinha o deputado e presidente da Federação Distrital de Santarém do PS, Hugo Costa.

Os deputados recordam que o Orçamento do Estado para 2023 contemplou a maior verba de sempre na área da saúde, reforçando o investimento nos cuidados de saúde primários e hospitalares, mas também com medidas que visam a longo prazo uma maior estabilização na resposta de saúde que deve ser atempada para os utentes e valorizada para os profissionais. Para isso foi criado o regime jurídico de dedicação plena no SNS e o regime de organização e funcionamento das Unidades de Saúde Familiar, procedendo, ainda, a atualizações das tabelas remuneratórias dos médicos e médicos internos.

Os eleitos defendem que é “fundamental a continuação do investimento que tem sido feito nos últimos anos nesta rede hospitalar”, que no caso do Hospital Distrital de Santarém foi de cerca de 21 milhões de euros, em obras e equipamentos, e no caso do Centro Hospitalar do Médio Tejo ascendeu a cerca de 23 milhões, o que incluiu as obras da consulta externa e urgência. Ainda no caso do Hospital Distrital de Santarém foram criadas novas valências que anteriormente não existiam, como cirurgia plástica, cirurgia cardiotorácica, hematologia clínica, imuno-hemoterapia, imunoalergologia e neurorradiologia. As duas estruturas hospitalares abrangem perto de meio milhão de habitantes, com características muito particulares: envelhecida, dispersa geograficamente e com uma fraca rede de transportes, alertam os deputados.