Um sismo de magnitude 4.0 na escala de Richter foi registado na noite de segunda-feira, 25 de dezembro, na zona de Vendas Novas, no distrito de Évora.
O tremor de terra em noite de dia de Natal aconteceu às 21h02, de acordo com o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Nas redes sociais, várias pessoas relatam terem sentido a terra a tremer, em zonas distantes do epicentro.
A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, inaugurou hoje a Startup NERSANT – Torres Novas, incubadora de empresas que pretende ser um polo dinamizador do empreendedorismo e da iniciativa empresarial na região do Ribatejo. A Startup NERSANT – Torres Novas junta-se à rede de incubadoras da NERSANT, que já inclui infraestruturas em Santarém, Ourém e Alcanena.
O apoio ao empreendedorismo e criação de empresas continua a ser uma das prioridades da NERSANT, tendo a associação decidido colocar o seu pavilhão de exposições à disposição da iniciativa empresarial da região, através da sua reconversão numa nova infraestrutura de incubação e aceleração de empresas, nomeada Startup NERSANT – Torres Novas.
Este novo espaço de acolhimento empresarial – onde já estão incubadas empresas – tem como missão a promoção do desenvolvimento económico do Ribatejo, incentivando quer empreendedores, quer empresas a investir e dinamizar a sua atividade económica nesta região.
A abertura desta nova incubadora NERSANT – que integra, a par das restantes startups da associação, a rede RNI – Portugal Incubators da Startup Portugal – representa um marco na promoção da inovação e crescimento empresarial na região, refletindo a missão da associação em impulsionar a criação e crescimento de empresas inovadoras. A nova incubadora oferece um ambiente propício ao desenvolvimento de startups, proporcionando não apenas espaços físicos para a instalação de negócios, mas também a possibilidade de pré-incubação – apoio técnico e mentoria à criação dos negócios – incubação virtual e cowork, bem como salas de reuniões e infraestruturas de apoio à iniciativa empresarial.
Na cerimónia de inauguração, o Presidente da Direção da NERSANT, António Pedroso Leal, afirmou que a NERSANT continua a estar ao lado das empresas, destacando o simbolismo desta inauguração. “Aqui foi criada e instalada, neste pavilhão de exposições, a NERSANT, com atividade multidisciplinar no desenvolvimento do tecido empresarial, associação que paulatinamente foi sedimentando a sua relação de proximidade e de serviço à comunidade”, “pelo que é com grande orgulho que estamos hoje aqui para inaugurar mais uma das nossas iniciativas direcionadas para as novas empresas e para os empresários e jovens empresários, abrindo também espaço para receber empresas que pretendam usufruir do nosso conhecimento e ajuda, no que concerne à atividade empresarial, nas suas diversas áreas e vertentes”.
António Pedroso Leal prosseguiu o seu discurso ressalvando a importância da criação de parcerias e sinergias entre os diversos atores regionais. “Pretendemos expandir este projeto, projetando a existência de uma rede que interligue estabelecimentos de ensino – profissionais e superiores – empresas e municípios, num esforço conjunto para manter na região a força de trabalho absolutamente necessária ao nosso desenvolvimento”. “A NERSANT estará sempre disponível para estabelecer e aprofundar parcerias, permitindo rentabilizar os esforços de todos e assim permitir o nosso crescimento em conjunto”, concluiu.
O Presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Manuel Valamatos, partilhou a perspetiva da CIMT sobre a iniciativa, destacando o alinhamento com os esforços regionais para impulsionar a inovação, o empreendedorismo e o desenvolvimento económico. “Neste dia importante, congratulo a associação pela excelente remodelação deste espaço onde nasceu a NERSANT”, começou por dizer, admitindo estarmos perante “tempos desafiantes, que só serão mitigados em conjunto e com a uma NERSANT ativa, viva e sensível ao tecido empresarial”.
O Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, enfatizou a visão da autarquia em relação ao projeto e a sua importância para o desenvolvimento local, tendo afirmado que o Município está já a trabalhar em parceria com a NERSANT no âmbito do apoio ao empreendedorismo. Classificou esta aposta da NERSANT como “um pequeno grande passo” e congratulou a iniciativa, que vem reforçar o apoio aos empreendedores e empresas que se pretendam instalar na região.
De referir que a NERSANT é líder no apoio ao empreendedorismo e criação de empresas, dispondo de um programa de apoio técnico e consultoria para a criação, maturação e acompanhamento pós-início de atividade de novos negócios, que pretende não só ajudar trabalhar ideias de negócio, mas também ajudar a criar novas empresas na região do Ribatejo.
A necessidade de incubação de empresas com condições vantajosas para novos empresários, surgiu como uma necessidade subsequente desta estratégica, com a associação a criar a sua primeira incubadora de empresas – a Startup Santarém – , no ano de 2016, seguindo-se a criação da Startup Ourém e da Startup Alcanena, a que se junta agora a Startup NERSANT – Torres Novas, todas elas certificadas pela rede de incubadoras de empresas da Startup Portugal.
Entre 2013 e 2022, a NERSANT acompanhou a realização de cerca de 3.503 ideias de negócio, apoiou a criação de 690 empresas e incubou 92 novas empresas na sua rede de Startups, incluindo 25 projetos internacionais.
“Tudo começou com o avô José Margarido, o responsável por toda esta aventura”, assim diz Francisco Margarido, da Adega da Gaveta”, localizada na Serra de Tomar.
Na data, o avô fazia vinho para consumo da casa, “um hábito aqui na nossa região”, diz Francisco, referindo que “as vinhas mais velhas que temos têm 50 anos, mas há mais de 50 anos que o meu avô fazia vinho para consumo e também vendia”. Amigos do avô, do Alentejo, costumavam vir à Serra uma vez por ano, era um dia de convívio, com um belo cozido à Portuguesa e a prova do vinho, o qual no final, os amigos levavam para o Alentejo. Os amigos aqui da zona também adquiriam o vinho que o avô fazia.
A vinha ocupa cerca de 2,5 hectares, a qual se tem vindo a expandir um pouco. Na vinha há ainda videiras com 200 anos e na Adega também há vestígios do passado, como as barricas originais que o avô usava, a prensa e pisa tradicionais e uma gaveta, a qual deu o nome à “casa” – a Adega da Gaveta. Este nome acabou por surgir como homenagem ao avô Zé. Segundo Francisco Margarido, “era hábito por estas zonas mais rurais que os amigos se reunissem ao fim de semana e visitassem as adegas uns dos outros. Quando isso acontecia na adega do Margarido havia sempre algo, pão, presunto, para petiscar, na gaveta da mesa de madeira”, afirma.
Depois de várias tentativas para atribuir um nome à Adega, as quais, fruto de muita burocracia e por terem sido reclamadas por outras marcas, foram recusadas, surgiu esta ideia da gaveta, a qual foi muito bem recebida e, segundo Francisco, identifica-se muito com a vivência do espaço.
Francisco e os pais sempre tiveram esta ligação à Adega e ao trabalho do avô. Francisco diz mesmo que “sou a geração que cresceu em Lisboa, mas esteve sempre ligado à terra, todos os fins de semana e as férias de verão eram passados na terra”. Mais tarde, Francisco começa a ganhar outro interesse por esta atividade quando percebeu que existia potencial e que se podia ir mais além de fazer vinho mais caseiro para vender aos amigos.
Com uma formação na área da Eletrotecnia, Francisco começou a explorar a área, tendo, mais recentemente, feito uma pós-graduação em Enologia. No início o seu objetivo foi fazer como o avô e o pai, José Margarido, faziam, não mexer muito porque, segundo o mesmo, “a sabedoria antiga funciona bem. Há coisas que se faziam antigamente que resultam hoje em dia”, sublinha.
Foi neste ambiente que, entre 2016 e 2018, surgiram algumas experiências, mas foi em 2019 que avançaram para o mercado com um vinho tinto e viram a primeira marca aprovada, conseguindo a primeira referência para o mercado. Entre 2020 e 2021, foram abrindo mais o leque, com vinhos brancos e tintos e uma tentativa de rosé, que não avançou.(…)
Entrevista completa na edição impressa de 22 de dezembro.
O Comando Territorial de Santarém, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de Tomar, deteve em flagrante, no dia 17 de dezembro, um homem de 60 anos, por caça em área de proteção, na localidade de Toucinhos, no concelho de Ourém.
No decorrer de uma ação de fiscalização ao exercício do ato venatório para prevenção e deteção de situações ilícitas, os militares da guarda constataram que o indivíduo se encontrava a caçar em terreno não cinegético, nomeadamente, a menos de 250 metros de residências.
No seguimento das diligências policiais, foi apreendido o seguinte material: Uma espingarda de caça e 13 cartuchos. O detido foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Ourém.
A Guarda Nacional Republicana (GNR), no período compreendido entre 20 de agosto de 2023 e 28 de fevereiro de 2024, realiza em todo o Território Nacional, ações de fiscalização ao exercício dos atos venatórios, para prevenção, deteção e repressão de situações em desconformidade com as normas legalmente definidas.
A GNR, especialmente através do SEPNA, tem como prioridade estratégica a defesa dos valores naturais e ambientais numa perspetiva de alcançar uma melhor segurança e bem-estar para os seres humanos e biodiversidade. Para quaisquer contributos ou denúncias nesta área, devem remeter para a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), no sítio www.gnr.pt (Serviços/SOS Ambiente) ou através do correio eletrónico sepna@gnr.pt.
O Convento de Cristo, da responsabilidade da Direção Geral do Património Cultural, vai estar encerrado nos dias 24, 25 e 31 dezembro e 1 janeiro. Por sua vez, a Mata Nacional dos Sete Montes, que está sob a alçada do ICNF, vai encerrar nos dias 25 dezembro e 1 janeiro.
Devido à concessão de tolerância de ponto aos trabalhadores do Município de Tomar, os serviços municipais irão sofrer algumas alterações nos horários de atendimento e de funcionamento durante a época festiva de Natal e Ano Novo, a saber:
Encerrados na tarde de 21 dezembro e nos dias 22 e 25 dezembro e 1 janeiro: Balcão Único de Atendimento; Espaços desportivos; Centro Ambiental e Cine-Teatro Paraíso (abre nos dias 24 e 31 dezembro só de manhã para a sessão de cinema infantil).
Encerrados nos dias 23 e 25 dezembro e 1 janeiro: Biblioteca Municipal e Complexo Desportivo Municipal.
Encerrados nos dias 24, 25 e 31 dezembro e 1 janeiro: Posto de Turismo; Espaços culturais e monumentos da responsabilidade do município.
Encerrados nos dias 25 dezembro e 1 janeiro: Cemitérios e Mercado Municipal. De igual forma, a circulação dos TUTomar vai ser suprimida nos dias 25 dezembro e 1 janeiro.
Pela terceira vez, Santa Cita voltou a ser Aldeia Natal, atraindo miúdos e graúdos para um evento com muita animação, cor e alegria.
O tema desta edição, que decorreu entre 15 e 17 de dezembro, foi “o regresso”, apelando ao regresso do encanto, da estabilidade, da solidariedade e, principalmente, da paz.
Com cerca de 50 expositores, o evento contou também com diversos espetáculos de artes circenses, um presépio vivo e muita música, sem esquecer a Casa do Pai Natal, os duendes, a estação de correios e a oficina dos doces, assim como os insufláveis, um carrossel, slide e parede de escalada.
Em relação aos espetáculos, que decorreram no palco Rudolph, houve magia, marionetas humanas, atuações com bolhas de sabão, comédia e muito mais.
Cerca de 50 Pais Natal participaram, no passado dia 16 de dezembro, no XII Passeio Pais Natal em Bicicleta promovido pela Associação Cultural e Recreativa da Linhaceira, numa iniciativa que começou junto à árvore de Natal e fonte, na Linhaceira. O almoço foi volante e também na Taverna, em Santa Cita, seguindo-se uma visita à Santa Cita – Aldeia Natal. No final, os Pais Natal concentraram-se no campo de jogos com animação musical. Este foi o XII Passeio, para o ano, a tradição volta a cumprir-se.
No passado domingo, 17 dezembro, o Centro de Reunião e Convívio do Povo da Zona dos Brasões, levou a efeito o seu já tradicional Almoço de Natal, para sócios e amigos da coletividade.
“Um acordo histórico!” – considerou Sultan Al Jaber, Presidente da COP 28 (28.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), no encerramento daquela Conferência, no Dubai. E acrescentou estar orgulhoso pela adoção de um acordo reforçado, equilibrado e, repetiu, histórico, sobre mudanças climáticas, que fica conhecido como consenso dos Emirados Árabes Unidos.
“Este resultado é o início do fim dos combustíveis fósseis” – afirmou Simon Steele, secretário executivo da COP.
De facto, esta é a primeira vez, em quase 30 anos, em que os países concordaram na transição de combustíveis fósseis para fontes limpas e renováveis de energia.
O acordo não foi fácil de alcançar. Anteriormente, alguns países haviam deixado claro que priorizariam a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, enquanto outros haviam enfatizado a sua disposição de apenas reduzir gradualmente os combustíveis fósseis ou de rejeitar totalmente a ideia. O uso do termo “transição” no texto final evita a declaração radical de “eliminar os combustíveis fósseis” e está de acordo com a tendência da transição energética da Humanidade.
Além do consenso dos Emirados Árabes Unidos, o Fundo para Perdas e Danos, concebido para apoiar os países em desenvolvimento vulneráveis ao clima, também é um dos resultados mais destacados na COP28.
Segundo analistas, o sucesso da COP28 tem a ver com a cooperação entre a China e os Estados Unidos. Na recente Cimeira China-EUA em São Francisco, os Presidentes dos dois países reiteraram esforços para promover o sucesso da COP28, atitude positiva que injetou força motriz para enfrentar a crise climática no mundo inteiro.
Atualmente, o desenvolvimento verde e de baixa emissão de carbono já se tornaram consensuais em todos os países. Mas o mais importante é a concretização dos resultados da COP28, especialmente perante as severas mudanças climáticas.
Segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os fundos atualmente mobilizados pelos países desenvolvidos, estão longe de ser suficientes para ajudar a adaptação dos países em desenvolvimento às mudanças climáticas. Estima-se que sejam apenas um décimo dos montantes necessários para a adaptação dos países em desenvolvimento. Portanto, para implementar os resultados da COP28, os países desenvolvidos precisam de cumprir os seus compromissos de financiamento climático, o mais depresssa possível.
Para lidar com as mudanças climáticas, todos os países devem envidar esforços. No caso da China, o país obteve resultados notáveis no setor das energias renováveis. Atualmente a China possui mais de um terço de todas as capacidades instaladas de energia renovável do mundo, e a sua energia eólica, a energia hidroelétrica e a energia solar estão no primeiro lugar a nível mundial.
Além disso, a redução de emissão de carbono não deve ser um pretexto para impedir o comércio e o investimento. Na COP28, o CBAM, um mecanismo de taxação de carbono aduaneiro para produtos exportados para a União Europeia, foi criticado pelos delegados do Brasil, África, China, Índia e de outros países.
As dificuldades pela frente devem ser superadas conjuntamente pela Humanidade. Porque, como foi sublinhado na COP28, os esforços atuais não são suficientes para realizar os objetivos estipulados no Acordo de Paris.
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