Nas ruas de Cem Soldos, em Tomar, crianças e jovens martelam, pintam cercas coloridas e participam numa verdadeira azáfama de tarefas, num espírito de entreajuda que já faz parte da identidade da aldeia. É deste modo que esta aldeia, na freguesia de Madalena, concelho de Tomar, se prepara para concretizar, entre os dias 6 e 9 de agosto, a 13.ª edição do Festival Bons Sons.
O Jornal Cidade de Tomar esteve em Cem Soldos, na véspera de mais uma edição, para acompanhar o trabalho de bastidores e conhecer o envolvimento dos mais jovens na preparação daquele que é já uma referência entre os festivais de música de verão.
Este ano, numa celebração dupla que assinala os 20 anos da criação do evento e os 45 anos do Sport Operário de Cem Soldos (SCOCS), o festival volta a afirmar a sua identidade comunitária única. Por detrás dos palcos e da programação musical, o verdadeiro motor da montagem e da logística reside no trabalho intergeracional da população local, com um destaque fulcral para o envolvimento ativo das crianças e dos jovens através da Academia Bons Sons.
Com um orçamento que ronda um milhão de euros, maioritariamente financiado por receitas próprias e complementado por apoios do Município de Tomar e da Junta de Freguesia, o Bons Sons prevê acolher cerca de 1500 visitantes por dia.
As portas do recinto abrem oficialmente às 10h00 do dia 6 de agosto, quinta-feira. Contudo, a animação começa no dia 5 de agosto com a receção ao campista, acolhendo assim os primeiros festivaleiros na zona de campismo, enquanto na aldeia as equipas de jovens e voluntários dão os últimos retoques na limpeza e no fecho das ruas. Segundo Filipe Cartaxo, presidente do SCOCS “é o culminar de um ano de trabalho de uma comunidade inteira que, do mais novo ao mais velho, junta forças para erguer um dos festivais mais singulares do país”.