A poucos dias da sua ordenação sacerdotal, Francisco Sá Nogueira partilhou nesta entrevista ao jornal e rádio Cidade de Tomar o percurso vocacional que o conduziu até este momento. Numa conversa marcada pela emoção, recorda o despertar da vocação, a passagem por Lisboa, o regresso à Diocese de Santarém e a alegria de colocar a sua vida ao serviço da Igreja.
José António (RCT)
RCT – Quem é, de onde vem… fale-me um bocadinho destas vivências. Onde é que tudo começou?
Francisco Sá Nogueira: Já com 36 anos, esta é uma história que começou há muito tempo. Ou, pelo menos, há mais tempo do que muitos dos que vão sendo ordenados por esse país e por esse mundo fora. É uma história que me alegra muito, porque sinto que Deus me chamou no momento certo. Quando senti este apelo, houve a intervenção de várias pessoas, umas mais ligadas à fé, outras menos, mas todas viam em mim a alegria de estar próximo de Deus, a alegria de servir a Igreja, e foram-me propondo esse caminho. Ao mesmo tempo, acredito que Deus colocou esta perceção no meu coração: apesar de ter um trabalho, uma casa e uma vida relativamente estabilizada, havia qualquer coisa que me faltava para me sentir plenamente realizado. Sentia que essa resposta podia surgir se me dispusesse a estar disponível para a Igreja. Na altura vivia em Lisboa. Aproximei-me de quem acompanha estas questões da pastoral vocacional e disse-lhes: “Preciso de ajuda. Quero perceber o que é que Deus quer de mim”.
Francisco Sá Nogueira sobre a sua ordenação sacerdotal: “Abre-se uma fase nova da minha vida, com mais responsabilidade, mas também com muita alegria, porque foi para isto que caminhei”
Relacionadas
- Advertisement -