Visita de Estado de Thongloun Sisoulith à China culmina com o compromisso de aprofundar a comunidade de futuro partilhado entre os dois países e reforçar a cooperação em áreas estratégicas, da economia à inovação tecnológica.
A visita de Estado do Presidente do Laos e secretário-geral do Comité Central do Partido Revolucionário Popular do Laos, Thongloun Sisoulith, à China, entre os dias 2 e 6 de junho, ficou marcada pelo compromisso de ambas as partes em aprofundar as relações bilaterais e promover a construção de uma comunidade de futuro partilhado China-Laos para uma nova era e em todas as condições. A deslocação foi amplamente valorizada pelos dois países e acompanhada com interesse pela comunidade internacional.
A visita assumiu um significado particular por ter sido a primeira deslocação oficial ao estrangeiro de ThonglounSisoulith após a sua reeleição para os mais altos cargos do partido e do Estado laosianos. O encontro coincidiu ainda com o 65.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países e com a celebração do Ano da Amizade China-Laos.
Num contexto em que ambos os países iniciam novos ciclos de planeamento estratégico para o desenvolvimento económico e social, com o arranque dos respetivos planos quinquenais, os líderes decidiram elevar o nível da relação bilateral, reafirmando o objetivo de construir conjuntamente uma comunidade de futuro partilhado para uma nova era e em todas as condições climáticas.
Durante os encontros realizados em Pequim, o Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu a continuidade da orientação socialista, o reforço da cooperação mutuamente benéfica, o aprofundamento da amizade tradicional entre os dois povos e uma maior coordenação das políticas externas. Segundo analistas, estas orientações traçam o rumo para o desenvolvimento futuro das relações sino-laosianas.
A confiança política mútua continua a ser apontada como um dos pilares da relação bilateral. A China reiterou o apoio ao percurso de desenvolvimento do Laos, enquanto as autoridades laosianas reafirmaram a adesão ao princípio de Uma Só China e o apoio às iniciativas globais promovidas por Pequim.
A cooperação económica permanece igualmente em destaque. A China é atualmente o maior investidor estrangeiro no Laos e o segundo maior parceiro comercial do país. Em 2025, o comércio bilateral atingiu 9,82 mil milhões de dólares, representando um crescimento de 19,3% face ao ano anterior.
Entre os principais projetos de cooperação destaca-se a ferrovia China-Laos, considerada uma infraestrutura emblemática da Iniciativa Cinturão e Rota. Em mais de quatro anos de operação, a linha ferroviária registou mais de 100 mil viagens de passageiros, transportou mais de 73 milhões de pessoas e movimentou mais de 84 milhões de toneladas de mercadorias, consolidando-se como um importante corredor logístico e económico regional.
A inovação tecnológica foi outro dos temas em destaque durante a visita. Thongloun Sisoulith visitou instituições chinesas ligadas à robótica e ao setor aeroespacial, tendo contactado com projetos nas áreas da inteligência artificial, automação e tecnologia espacial. A imprensa laosiana sublinhou a crescente relevância das indústrias inovadoras na cooperação entre os dois países.
Nas conversações oficiais, ambas as partes manifestaram ainda a intenção de aprofundar a cooperação no âmbito do Corredor Económico China-Laos, acelerar a interligação ferroviária entre China, Laos e Tailândia e expandir parcerias em áreas tradicionais, como agricultura e energia, bem como em setores emergentes, incluindo inteligência artificial e economia digital.
No final da visita, os dois países divulgaram uma declaração conjunta sobre a construção de uma comunidade de futuro partilhado China-Laos para uma nova era e em todas as condições climáticas, estabelecendo um conjunto de medidas destinadas a reforçar a cooperação bilateral e a impulsionar novas oportunidades de desenvolvimento económico e regional.
Segundo a avaliação das autoridades chinesas e laosianas, as relações entre os dois países atravessam atualmente um dos períodos mais favoráveis da sua história, com perspetivas de aprofundamento da amizade tradicional e de expansão da cooperação em múltiplos domínios.
Texto ao abrigo do acordo com o Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China