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Inicio esta minha nota referindo a dignidade das comemorações do 25 de Abril, comemorações que, além da data, tiveram como ponto alto uma reflexão sobre os 50 anos do Poder Autárquico.
As riquezas das intervenções demonstram uma das mais importantes realizações do 25 de Abril – dotar os municípios de um verdadeiro poder, próprio da sua comunidade, por isso daqueles que nela habitam.
Passados 50 anos perguntaremos se existe obra acabada. Com sinceridade, acho que não. E, como tal, temos de louvar a decisão da Governação Nacional de fazer publicar na Imprensa Regional e Local as deliberações tomadas e assumidas pelos órgãos Autárquicos, tentando, assim, que as opacidades de muitas decisões vejam a luz sobre as mesmas, e de todas e todos sejam conhecidas. É a regra da clareza.
E, nesta celebração, apenas um reparo. Em dezembro de 1986 comemoraram-se, em sede da Autarquia, os 10 anos das primeiras Eleições Autárquicas. Tive o privilégio de nelas participar em nome do, entretanto extinto, Partido Renovador Democrático – o PRD – como membro eleito da Assembleia Municipal. Descerrou-se, então, uma placa comemorativa no patamar de acesso ao Salão Nobre e Gabinetes, entre estes o do Presidente da Câmara. Depois, houve obras de restauração do edifício. E a placa levou sumiço! Dão-se alvíssaras a quem a encontrar, porque debalde tenho tentado saber do seu destino. Mas posso afiançar que cerimónia comemorativa houve e que muitos dos eleitos que intervieram na sessão do 25 de Abril se devem recordar.
Um outro apontamento prende-se com a deslocalização do Congresso da Sopa e da Festa Templária. Naturalmente que a Senhora Câmara ponderou a deslocalização do Congresso da Sopa e o apoio e intervenção da Festa Templária. Todavia, vozes críticas, muito particularmente do comércio e de caravanistas, surgiram sobre tal decisão. Deixo esta reflexão: houve mesmo ponderação? E, no campo do caravanismo, será que, à semelhança do campismo, vamos perder quem nos visita e que, em termos económicos, muito interessa à nossa Terra?
Neste particular, transcrevo um parágrafo da carta que publicamos nesta edição, de Mário Prista, relevando o papel da Imprensa Local, neste particular do Cidade de Tomar:
Num pequeno à parte não me esqueço da manifestação tomarense quando quiseram desviar o leito do rio Nabão… eu estava presente.
Sr. Diretor, o seu jornal sempre foi a voz do bem para a cidade de Tomar… decerto deverá ouvir pessoas e comerciantes, todos aqueles que vão ser prejudicados por tão defunta realidade.
Reformular o espaço sim… com pagamento para superar as despesas de manutenção sim… fechar não.
Ainda um outro apontamento sobre o que escrevi, na passada edição, sobre as contas da Festa dos Tabuleiros.
Intervenções houve e deverá continuar a haver sobre tal. Todavia, a minha intervenção não foi no sentido de menosprezar as contas apresentadas. O que procurei transmitir é que, desde sempre, as contas eram apresentadas com um balancete final, documento objecto de deliberação por parte do Executivo e posterior apreciação pela Assembleia Municipal. No caso de 2023, terá este procedimento sido seguido? Não o creio. Mas, naturalmente, posso estar mal informado, não obstante conhecer os slides apresentados, em Fevereiro de 2024, pelo, ao tempo, Sr. Presidente da Câmara, Hugo Cristóvão, e pelo Mordomo Mário Formiga, e ter havido alteração de procedimentos.
Mais: há hoje uma verdadeira preocupação sobre a intervenção da Santa Casa da Misericórdia em termos do social. Sobre esta problemática não deixo de estranhar as preocupações que aparecem. Noutro dia, escreverei sobre tal, não deixando de, desde já, manifestar que as preocupações são legítimas e justas. Mas como não se entendeu o que foi, é e continuará a ser a Irmandade e o relevante papel que desempenha.
Finalmente, mas não menos importante, estamos em semana de celebração do 1.º de Maio.
Relembro a energia das comemorações que tocaram Tomar, em termos de tal comemoração, no ano de 1975. Hoje, os tempos são outros. Mas é bom que datas como a do 1.º de Maio não sejam esquecidas, lembrando aquelas e aqueles que, em prol do 1.º de Maio, muito lutaram. Mesmo dando a vida.
O diretor,
António Cândido Lopes Madureira
Foto: José Pereiros

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