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Tomar

Roubo de bens alimentares à Cáritas e assalto a Thomar Honoris choca comunidade tomarense

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As instalações da Cáritas de Tomar e da Thomar Honoris na Rodoviária foram alvo de furto, na madrugada de sexta-feira, 8 de maio. Célia Bonet, presidente da Cáritas explica que o alerta foi dado ao início da tarde de sexta-feira quando um funcionário da Rodoviária alertou o Vice-Presidente da Cáritas que a porta estava ligeiramente aberta. “Quando nos deslocámos ao local verificamos que tinha sido assaltado o nosso armazém”, refere, acrescentando que foram roubadas 2680 latas de atum (tendo sido posteriormente recuperadas 784 que estavam nas traseiras do armazém), 151 garrafas de azeite e 120 embalagens de creme vegetal de barrar. Célia
Bonet calcula o prejuízo deste assalto num montante superior a 2500 euros, sendo que os mais lesados serão as famílias carenciadas que vão deixar de receber esta ajuda.


“Infelizmente o impacto é diretamente nos nossos utentes, pois todos os alimentos que conseguimos são para lhes dar. Não tendo estes alimentos não os poderemos dar às pessoas que necessitam. Durante o mês que vem muitas famílias vão sentir a falta destes alimentos na mesa da sua família. É triste pensar nisso”.


Célia Bonet apela à contribuição da sociedade no sentido de se minimizar os efeitos deste assalto no sentido, se for possível, de se voltar a comprar estes alimentos através de donativos de empresas ou de particulares. “Existem muitas pessoas solidárias em Tomar e nós podemos provar isso”, refere, acrescentando que “a Cáritas é uma instituição composta por voluntários e habituada a enfrentar as adversidades. Não são
estes obstáculos que nos farão esmorecer, que nos impedirão de continuar o trabalho que fazemos com empenho e dedicação. É apenas mais um problema que vamos resolver”, complementa.

Filipe Pires, Thomar Honoris: “o prejuízo será difícil recuperar”
No mesmo dia, também foi assaltada a sede da Thomar Honoris, uma associação cultural que dinamiza muitos eventos e recriações históricas. Filipe Pires, presidente da direcção, conta que das instalações foram furtados 4 elmos, uma armadura e algumas ferramentas, como uma máquina de soldar. A sede tinha sido assaltada em março e, segundo Filipe Pires, “desta vez, o maior prejuízo foi mesmo o que partiram, as paredes e algum material que usaram, para partir as paredes…. Partiram da rodoviária para a nossa sede, e da nossa sede para a Caritas, ou seja, fizeram dois buracos… sabiam ao que iam, desta vez… queriam o que estava na Caritas de Tomar, comida… E levaram muita, lamenta. Filipe Pires estima que o prejuízo, desta vez, rondará os 1000€/1500
euros, ao que acresce os 7mil euros de prejuízo do assalto anterior e o que foi investido em reparações. Mesmo tendo reforçado as portas e janelas e colocado algum material de

segurança, o mesmo foi ineficaz dado que o armazém está num local muito isolado de noite, sem luz e vigilância.
Filipe Pires refere que o prejuízo será difícil recuperar, mas mantém o espírito positivo. “A verdade é que estávamos num patamar muito elevado na recriação histórica, e a falta
deste material, condicionará imenso o nosso futuro. Talvez daqui a 3 anos, estaremos novamente no mesmo nível. Para que perceba, por exemplo, tínhamos 20 Templários completos. Agora temos 13… Cada templário ronda os 1000€/2000€, depende do tipo armadura e armas”, explica.

. Notícia desenvolvida na edição que foi esta quinta-feira para as bancas

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