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Maria dos Anjos Esperança: “As nossas atitudes podem fazer com que esta pandemia deixe de o ser”

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

Agora que terminou o Estado de Emergência e passámos ao Estado de Calamidade e a algum desconfinamento, o “Cidade de Tomar” falou com a Delegada de Saúde do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, que, nesta entrevista, aborda o desenvolvimento da pandemia nesta região e deixa alguns conselhos para se poder conter a doença.

Cidade Tomar – Que balanço faz deste mês e meio de confinamento social?

Maria dos Anjos Esperança – Este confinamento ficou a dever-se a uma doença que apareceu de uma forma muito rápida em que ninguém imaginava qual a magnitude que teria. É um período que vai marcar a história da Humanidade. Este acontecimento há um século atrás, estaríamos a falar de vários anos, aqui estamos a falar de semanas e em tomada de decisões de semana a semana. Foram decretadas medidas muito importantes algumas impedindo a continuidade da nossa vida como estávamos habituados, mas necessárias para impedir um número de doentes e mortes muito superior ao que temos verificado.

No fim de semana passado terminou o Estado de Emergência. Quais os perigos que podem estar à espreita durante este mês de maio em que empresas e comércio começa a abrir e as pessoas a saírem mais?

A primeira abordagem é que os “perigos” aumentam e podem levar ao incremento da transmissão da doença. Eu quero acreditar que a consciência que todos nós temos desses mesmos perigos, apresar de estarem presentes, faz com que haja uma maior preparação quer da parte da população em geral quer dos nossos governantes, das forças de segurança, da saúde, enfim de toda a sociedade. Neste período que agora estamos a começar há um fator a que chamo informação e que pode levar as pessoas a pensarem, não no medo da doença, mas no conhecimento que têm da forma de a evitar. As medidas que são do conhecimento de todos, o afastamento social, a higiene das mãos e superfícies, o uso correto dos meios físicos do impedimento de projeção de aerossóis respiratórios, diga-se as máscaras e as viseiras, evitar a permanência em locais em que se preveja um número elevado de pessoas, são formas que temos de mitigar o contágio e a propagação do vírus SARS-CoV-2 contribuindo para a diminuição de aparecimento de novos casos de doença Covid-19.

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa hoje nas bancas.

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