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Tomar

Professor Jorge Paiva: “o nosso país está a transformar-se num Portugal sem água e com enorme perda de biodiversidade”

18.ª Edição da Biodiversidade, promovida pela Escola de Santa Maria do Olival

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

A Biblioteca Municipal de Tomar recebeu, no passado dia 11 de novembro, a já habitual palestra do Professor Jorge Paiva, este ano subordinada ao tema “Portugal dendrodescoberto e a perda de biodiversidade e água”, palestra seguida do, também já habitual, Jantar Lusitano, na Escola de Santa Maria do Olival,  que, tal como o nome indica, refere-se a uma refeição com os alimentos que seriam consumidos pelo povo Lusitano, nomeadamente castanha, bolota, medronhos, camarinhas e animais selvagens como o pato bravo, coelho, lebre, javali, veado, entre tantas outras iguarias. Um jantar diferente, sempre muito bem confecionado pela equipa da cozinha da Escola de Santa Maria do Olival que, ano após ano (à exceção do ano da pandemia) se esmera, conseguindo sempre agradar a todos os presentes, uns repetentes, outros pela primeira vez.

Nesta 18.ª edição da Biodiversidade, em Tomar, o professor Jorge Paiva questionou sobre “que país queremos deixar às gerações novas”, mas mostrou-se desiludido com estas gerações novas, referindo que já realizou mais de duas mil palestras nas escolas, mas “não vale a pena, sou um desiludido”, aludindo ao facto de muitos jovens não se preocuparem com as questões ambientais e sendo eles próprios os causadores da poluição no dia a dia, assim como o estilo de vida que hoje em dia se pratica. Segundo o mesmo, alguns dizem defender o ambiente, mas para mudar o rumo que estamos a levar, seria necessária uma grande transformação na nossa forma de viver e ninguém se quer sujeitar a isso.

Sobre a palestra, este ano dedicada ao tema “Portugal dendrodescoberto e a perda de biodiversidade e água”, o professor abordou a desarborização antrópica das montanhas de Portugal, “desarborização que teve início com as primeiras populações que escolhiam o topo das montanhas, populações que desarborizavam para melhor defesa e visualização do horizonte, vivendo da biodiversidade das florestas das encostas, onde se acoitavam para se defenderem e atacarem de surpresa os invasores”.

Uma notícia para ler na íntegra na edição impressa de 18 de novembro.

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