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Poiares Maduro em Tomar numa conferência sobre competitividade dos territórios

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

O Rotary Club Tomar Cidade promoveu, no passado dia 13 de abril, no Complexo Cultural da Levada, a conferência “Competitividade dos Territórios. Portugal e o Futuro: como trazer o Futuro para o Presente”, conferência que teve como orador Luís Miguel Poiares Maduro, ex-ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, entre 2013 e 2015, no XIX Governo Constitucional de Portugal.

Na sessão de abertura, Luís Rodrigues, Governador-assistente do distrito 1960, agradeceu o empenho e trabalho do Rotary Club Tomar Cidade.

Paulo Diogo, presidente do Rotary Club Tomar Cidade, justificou a eleição do território e a relação com este, como o tema deste ano de 2022, apresentando, depois, o currículo do orador desta conferência.

Em declarações à comunicação social, Miguel Poiares Maduro, referiu que o foco desta conferência assenta num conjunto de estudos muito alargados que, ao longo dos últimos dois anos, foram organizados no âmbito do Fórum Futuro da Gulbenkian, Fórum do qual foi coordenador e que “permitiu fazer um mapa e um diagnóstico daquilo que são as tendências estruturais, mas também as fragilidades do país”, salientou.

No âmbito do Fórum Futuro, “procurou-se identificar quais são os desafios que temos pela frente e a forma como podemos responder a esses desafios e isso passa desde a estagnação económica a novas formas de desigualdade, como a uma redução da mobilidade social do país, mas também desigualdades que têm a ver com a questão territorial, sendo que o poder de compra das diferentes partes do país é muito significativo e a perda de população, verificando-se em todo o país, é maior numas partes do que noutras. Mas também temos novos problemas de desigualdades entre gerações. As gerações mais jovens têm hoje expetativas muito piores em termos de acesso à habitação ou muito maior precariedade no mercado de trabalho e é partindo desse diagnóstico, muito completo do país, através dos estudos, que o Fórum Futuro organizou, que iremos discutir como é que o país pode responder a esses desafios”, disse.

Uma notícia para ler na íntegra na edição impressa de 22 de abril.

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