A entrada em vigor, a 7 de agosto, da nova política tarifária dos Estados Unidos — a mais elevada em quase um século, com uma taxa média de 18,3% — está a gerar fortes repercussões na economia interna. Apesar da intenção de proteger a indústria nacional, os indicadores revelam queda na produção, aumento do desemprego e agravamento da inflação, levantando dúvidas quanto à eficácia e sustentabilidade da medida.
A nova política tarifária dos Estados Unidos da América, marcada pela aplicação de tarifas recíprocas a 69 países e regiões, com taxas que variam entre os 10% e os 41%. Com esta medida, a taxa média efetiva de tarifas dos EUA ascendeu a 18,3%, o nível mais elevado em quase 100 anos. Contudo, cresce o debate entre especialistas e analistas sobre os reais benefícios desta estratégia para a economia norte-americana, dado o impacto negativo nas exportações, na indústria, no emprego e nos preços ao consumidor.
Estudos recentes apontam para uma desaceleração significativa no setor industrial, com o índice de atividade manufatureira a registar quedas sucessivas, refletindo o abrandamento económico. Paralelamente, os indicadores do mercado de trabalho e da inflação têm vindo a deteriorar-se, colocando em causa a eficácia das medidas tarifárias como instrumento de estímulo económico. Empresas emblemáticas como a Apple, Whirlpool e Procter & Gamble já reportaram perdas substanciais, enquanto muitas outras admitem estar sob pressão para reduzir custos operacionais, incluindo despedimentos e encerramento de unidades produtivas.
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